31 de mar de 2009

Moradores de favelas lançam livro com fotografias do cotidiano



O projeto 'Viva favela' reúne 50 fotos do cotidiano de diferentes favelas. Fotografias foram expostas em galerias de Nova York.

Ao longo de oito anos, sete moradores de favelas do Rio, Niterói, na Região Metropolitana, e da Baixada Fluminense, clicaram mais de 50 mil fotos das comunidades carentes em que vivem e que frequentam. O resultado do trabalho desses correspondentes comunitários, gente que foi capacitado pela ONG Viva Rio para atuar como fotógrafos e jornalistas, é o livro “Viva Favela”.

Com cerca de 50 fotografias, as alegrias, dificuldades e o lazer dos moradores das favelas do Rio de Janeiro. O resultado repercutiu nos EUA, onde o professor Peter Lucas, membro da New York University e da The New School University, que fez um texto para o livro.

De acordo com Rubem César Fernandes, diretor executivo da ONG Viva Rio e um dos criadores do Viva Favela, o projeto tem como objetivo mostrar um olhar não estereotipado da vida nas comunidades cariocas.

O evento de lançamento da coletânea terá ainda a exposição de fotos premiadas no Open Society Institute Documentary Photography Distribution Grant, título conquistado pelo Viva Favela no Estados Unidos, em 2005 .

Confira a repercussão do trabalho na imprensa portuguesa.

Outras fotos do acervo do projeto podem ser conferidos aqui.

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30 de mar de 2009

Por que Fotografia? # 2

Por que Fotografia? # 2. Roberta Guimarães.

Fotógrafa pernambucana, trabalhou como fotojornalista e fundou, juntamente com 4 outros fotógrafos, no final dos anos 1980, a agência Imago fotografias. Possui no currículo várias exposições e livros. Atualmente ensina no bacharelado em fotografia da AESO.

AF. Quando você se interessou por fotografia?

Roberta - Quando iniciei o curso de jornalismo. No primeiro ano descobri que queria seguir com imagens e não com textos. Antes de iniciar a disciplina de fotojornalismo eu já fazia minhas saídas fotográficas. Lembro que uma das primeiras foi um acampamento de sem-terra na Praça da República, em frente ao Palácio do Governo.

AF. Pra quem está começando, o que você diria?

Roberta - Leia muito. Veja imagens( fotografia e cinema). E fundamentalmente fotografe.

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28 de mar de 2009

Big Picture: combate as drogas no México.


Foto: Jorge Dan Lopez para a Reuters.

Esse ensaio do Big Picture merece ser conferido.

Por dois motivos. O primeiro, claro, por oferecer imagens que se situam entre um limite bastante curioso: entre a cobertura policial e militar, de guerra. As imagens são fortes, mas nada que choque muito mais que a cobertura fotográfica-policial da realidade brasileira.

O outro fator interessante a ser notado é o viés da cobertura. O problema das drogas é situado, através da edição, como ligado à dinâmica da fronteira com o México e o afluxo de imigrantes ilegais. É certo que isso pode corresponder ao que acontece. Mas senti falta de, no ensaio, ser contemplado 'o outro lado' da fronteira, ou seja, os EUA e as motivações que levam ao problema do narcotráfico.

Isso mostra que, tratando-se de fotojornalismo, o enquadramento do assunto em relação ao contexto assume uma importância imensa. Além, claro, da qualidade plástica e estética das fotos e do processo de edicão. Fica o exemplo de um material que sofre pela perspectiva unilateral de como foi construído, o que não deixa de ser um problema ético.

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27 de mar de 2009

Por que Fotografia? # 1

Por que Fotografia? # 1. Clício Barroso.

A partir desse post, o AutoFoco começa uma série de perguntas e respostas: Por que fotografia?
A idéia foi adaptada de algo semelhante feito com os fotógrafos da Magnum, pelo fotógrafo Alec Soth. Como tenho curiosidade e sempre fiz essa pergunta de um modo ou de outro aos colegas, veio junto a idéia de blogar as experiências-respostas de fotógrafos mais próximos a nossa brasileira-realidade. Afinal, conhecimento é uma das poucas coisas que, quando você partilha, se multiplica.

Caso seja fotógrafo e queira dar sua contribuição a curiosidade coletiva dos que visitam este blog, por favor, responda e envie.

O primeiro a responder é Clicio Barroso. Fotógrafo, professor, consultor, desenvolvedor, presidente de associação (Fototech), enfim, Clício são muitos.

AF. Quando você se interessou por fotografia?

Clicio: Quando trabalhava como assistente de camera de cinema, em 1972 em SP.

AF. Pra quem está começando, o que você diria?

Muita paciência, muito estudo, muito museu, e fotografar todos os dias, não importa o que, não importa como, não importa com qual equipamento.

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FotoLibras apresenta: Novo curso de fotografia participativa com surdos


Quem passou a nota foi Eduardo Queiroga, fotógrafo de Recife que é envolvido no projeto Fotolibras. O trabalho já vem com uma continuidade de três anos, é muito legal e tem dado resultados bastante positivos.

No caso, o novo curso do projeto FotoLibras é o Fotografia Participativa com Surdos. São 30 vagas no total, 15 em cada turma. O curso será realizado entre os dias 13 de abril e 05 de junho de 2009, em Recife. Além das aulas, estão previstas saídas fotográficas, e a elaboração de ensaios fotográficos relacionados aos temas abordados durante o curso e a outras áreas de interesse. No curso, os alunos passarão por uma experiência lúdica para despertar o olhar de cada um. Também serão abordados os conceitos básicos de fotografia, como composição, enquadramento e uso da luz. Os alunos trabalharão com máquinas analógicas e digitais.

Quatro alunos da primeira turma de FotoLibras estão participando ativamente do planejamento e da execução do curso: os coordenadores surdos Andre Luiz e Tatiana Martins e os multiplicadores Marcio Campelo e Edevirgens Priscilla.

As inscrições vão até o dia 31 de março. Para se inscrever, você pode:
1 - Enviar a ficha de inscrição para info@fotolibras.org. Ou,
2 - Entregar a ficha diretamente no FotoLibras (avenida Mário Melo, número 86, apartamento 1604, Santo Amaro (terças, quartas e quintas, das 8h30 às 17h). Ou,
3 - Entregar a ficha de inscrição aos coordenadores e multiplicadores surdos do projeto: Andre Luiz, Tatiana Martins, Marcio Campelo e Edevirgens Priscilla

Todas essas ações culturais contam com o patrocínio do Instituto Votorantim e do Funcultura (Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura).

Mais informações:

www.fotolibras.org
info@fotolibras.org
(81) 9936.7105

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26 de mar de 2009

Visor Plural está de volta. Na programação: Muito prazer, Walter Firmo.


Muito prazer, Walter Firmo. É o Visor Plural de volta no próximo domingo.

Domingo próximo, dia 29 de março, as 18:00h, o Visor Plural está de volta.

A sessão, que é uma parceria da Arte Plural Galeria com o grupo F1 de pesquisa em fotografia da UFPE, inicia a programação 2009 com o documentário "Muito Prazer, Walter Firmo" de Zeka Araújo e Vicente Duque Estrada.

O filme - inédito em Recife - completa o ciclo promovido pela Arte Plural em torno da obra de Walter Firmo. A ação já proporcionou, no dia 11 de março, um bate-papo mediado por Simonetta Persichetti com a presença do próprio Firmo e do editor do Jornal do Commercio, Ivanildo Sampaio, além da exposição "Tempos de um mesmo olhar" que permanece na mesma galeria até 26 de abril.

O documentário traça um perfil do veterano fotógrafo Walter Firmo. Acompanhando suas saídas fotográficas e através de bate-papos descontraídos, a narrativa mostra as motivações estéticas, a linguagem e o fazer fotográfico do artista, muito mais do que tecer uma biografia formal.

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Serviço: VISOR/PLURAL
Filme: Muito Prazer, Walter Firmo.
Direção: Zeka Araújo e Vicente Duque Estrada.
Língua: Português. Pais de origem: Brasil. Ano 2008.

Data:29/03/2009 - domingo.
hora: 18:00
Local: Arte Plural Galeria (Rua da Moeda,N. 140. Recife Antigo)
Informações: 3424.4431 > http://www.artepluralgaleria.com.br/

Entrada: grátis.

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PARÁ: Minicurso sobre a fotografia no reinado de Dom Pedro II


Foto:Passeio Público do Rio de Janeiro em 1860.

No senso comum poucas pessoas sabem que Dom Pedro II, segundo imperador do Brasil, foi um aficionado e patrocinador da fotografia no país. Para mostrar essa História, a Fotoativa formatou o mini-curso sobre a relação entre imagem e Pedro II.

Quando a fotografia engatinhava na Europa, D. Pedro II concede o título de fotógrafo da casa imperial, ao estúdio Buvelot & Pat, já em 1851. Num estudo da historiadora Lilian Schwarz, isso se deu dois anos antes que a rainha Vitória da Inglaterra fizesse o mesmo. Porém, A curtição de Pedro II pelo Daguerreótipo (primeira técnica para fixar a imagem numa placa de metal) começou bem antes, quando o padre francês Louis Compte, trouxe seu equipamento para a corte. Esse evento causou espanto quando os jornais da época anunciavam que em apenas nove minutos uma imagem reproduzia a natureza com tal fidelidade quase sem a mão do artista.

A partir daí, na segunda metade do século XIX, a fotografia toma um grande impulso no Brasil. O curso pretende mostrar uma série de fotografias produzidas nesse período. No repertório, tem Marc Ferrez, George Huebner e alguns retratos do Fidanza, gentilmente cedidos pelo fotógrafo e colecionador Guy Veloso.

SERVIÇO: Mini-curso “História, iconografia e fotografia no II Reinado brasileiro: um breve diálogo”.
Facilitador: professor e fotógrafo Michel Pinho,
dias 26 e 27 (das 19 às 21h) e 28 (das 16h às 18h).
Onde: Associação Fotoativa (Praça das Mercês, 19). Informações:3225- 2754; www.fotoativa.blogger.com.br.

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'Paris Match' comemora 60 anos com uma edição especial, uma expo e um livro


De 1949 até hoje. Paris-Match completa 60 anos.
Com dados do Diário de Notícias, de Portugal.

Uma exposição em Paris e a edição digital demostram que a revista ilustrada mais famosa da França continua ativa.

Pelas páginas da Paris-Match, nos últimos 60 anos, passou de tudo: conflitos, revoluções, romances e, claro, - muitas - celebridades.
Essa edição especial da Paris Match serve de recordação de um percurso iniciado em 1949. Resumo da história: pós-segunda guerra, o empresário Jean Prouvost, repaginou uma versão do jornal esportivo Match para um formato de revista de imagens, num tempo de TV de acesso limitado, caro e em preto e branco.

A publicação foi um sucesso editorial. Desde então, a revolta dos estudantes do Maio de 68, a morte dos soldados franceses na guerra do Afeganistão, a filha ilegítima do presidente François Mitterrand, o romance de Carla Bruni com o presidente francês Nicolas Sarkozy, se constituiram num repertório que tem sua representatividade, apesar da concorrência com a diversidade do mercado editorial e da televisão, que configuram uma espaço cada vez mais estreito a revistas ilustradas. Mesmo assim, hoje a Paris Match é a 5.ª revista mais lida no mundo, distribuída em 120 países e com de 4 milhões de leitores/semana.

Uma exposição de fotografia, na Gare de Lyon, em Paris, faz retrospectiva da história de 60 anos de fotografias. Em paralelo, o lançamento do livro, Les dossiers secrets de Paris Match, revela os bastidores de algumas das maiores reportagens da revista.

Para conferir como documento e material da história do fotojornalismo.

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24 de mar de 2009

Exposição em Boa Viagem mostra fotos feitas por jovens do Coque.

Está em cartaz, desde ontem, a exposição de fotografias ‘Revelando o Coque’. As imagens ficarão em mostra permanente no Hotel Des Art, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Ao todo, 30 fotografias decorarão um dos andares do hotel.

As fotografias foram produzidas por jovens moradores do Coque que participam do projeto Coque Vive, promovido por estudantes de Comunicação Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O objetivo do projeto é promover novos olhares sobre o bairro, que é comumente rotulado como um espaço violento.


SERVIÇO:
Exposição ‘Revelando o Coque’
Local: Hotel Des Art - Rua Barão de Souza Leão, 400, Boa Viagem, Recife

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Fotografia e memória em debate no Maranhão.

Está acontecendo em São Luis - Com o objetivo de discutir a fotografia no Maranhão, até a quinta-feira, na Faculdade de Arquitetura (Praia Grande), o ciclo de debates Fotografia e Memória: história e políticas públicas no Maranhão. Serão palestras, mesas-redondas, oficinas e conferências cuja finalidade é elaborar propostas para o desenvolvimento tanto da fotografia, quanto do audiovisual no estado.

Para abrir o evento, o professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Alexandre Corrêa, irá proferir a conferência A Fotografia na Preservação da Memória Sociocultural, às 19h.

Amanhã, terão início as oficinas Técnicas de Preservação de Acervos Fotográficos, ministrada por Francisco Ottoni das 8h às 10h; e Fotografia e Cultura Popular: experiência de um reencontro, com Murilo Santos, das 14h às 16h.

A seguir, das 17h às 19h, acontecerá a mesa-redonda História da Fotografia e Fotografia na História: Representação e Memória Fotográfica do Patrimônio Cultural com Alexandre Corrêa (UFMA), Kátia Bogea (Iphan), Ananias Martins (Uema-Secma); Frederico Burnett (Fau/Uema), José Reinaldo Martins (UFMA) e Jeovah França (Secma). Este último ministrará também a palestra O Museu da Imagem e do Som do Maranhão: proposta de trabalho, das 10h30 às 12h.

No último dia do evento, o professor Eugênio Sávio (PUC/MG) coordenará a oficina Fotojornalismo e Memória, que acontece das 8h às 10h. Depois será montada a mesa-redonda Fotografia Contemporânea no Maranhão: Fotojornalismo, Publicidade e Trabalho Autoral, com os fotógrafos Edgar Rocha, Brawne Meireles, Airton Vale e os professores Eugenio Sávio, Francisco Armond (Fau/Uema) e Adalberto Rizzo (Secma/UFMA).

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Semi-compactas de alto calibre

Fotografar com versatilidade, com abundância de recursos, boa resolução, preço acessível e relação custo-benefício aceitável. Isso parece uma equação sem solução para boa parte de quem fotografa.

Não tem sido bem assim. Na última PMA se consolidou um tipo de proposta de câmeras que se situam entre as compactas e as reflex de uso mais simples. As "bridge" como tem sido classificadas, aliam qualidades que proporcionam uma alta gama de possibilidades. Zoom generoso, boa resolução, leveza no peso e no preço, se comparadas as reflex.

São direcionadas ao nicho de mercado do público que já superou o uso elementar da fotografia e deseja um dispositivo com maior horizonte de recursos sem querer, no entanto, entrar na complexidade das reflex. São também uma boa alternativa de segunda camera, para quem tem uma abordagem profissional ou amador-avançado.

O que isso implica? É cada vez mais fácil ter acesso a um pacote tecnológico capaz de entregar uma imagem com boa qualidade e aliando isso a simplicidade de captura e manejo dos arquivos.

O Autofoco se deu ao trabalho de fazer uma ligeira garimpagem dos modelos que empacotam a maior quantidade de recursos. Confira abaixo.


Nikon Coolpix P90
Zoom 24X (26-624mm, 35mm equiv.).
Resolução: 12M.
Peso: 460g.
Extras interessantes: Visor basculável, captura de 15 imagens por segundo.


Olympus SP590uz
Zoom 26X (26-676mm, 35mm equiv.).
Resolução: 12M.
Peso: 435g.
Extras interessantes: Estabilizador de imagens, captura de 10 imagens por segundo.



Nikon Coolpix L100
Zoom 15X (28-420mm, 35mm equiv.).
Resolução: 10M.
Peso: 355g.
Extras interessantes: o enorme visor traseiro, opção mais barata e mais simples desta seleção.



Kodak Z980.
Zoom 24X (26-620mm, 35mm equiv.).
Resolução: 12M.
Peso: 420g.
Extras interessantes: Óbjetiva Scheneider-Kreuznach, filma em 720p, botão de disparo vertical, conector de flash externo.

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23 de mar de 2009

Programa Click agora no youtube

Desde o dia 15 de março, o programa CLICK, que vai ao ar todo domingo às 19h, via internet pela allTV, está sendo disponibilizado também no youtube. A vantagem, óbvia, é poder acessar o conteúdo a qualquer momento.

No clip abaixo, você confere a primeira parte da entrevista que o Click fez com com Claudia Andujar no dia 15 de março. Já está também lá a entrevista com Cláudio Edinger. As entrevistas são fracionadas em partes, pois o youtube não permite vídeos com mais de 10 minutos.

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Salgado, sem Leica e de digital.









Durante o bate-papo com Walter Firmo, na Arte Plural, alguém já tinha levantado o rumor (nota de revisão: foi Marcão, colega nosso de Recife). O AutoFoco foi conferir e parece que procede. Um dos últimos fundamentalistas do suporte analógico para a fotografia, o brasileiro Sebastião Salgado, parece ter aderido de vez à base digital. Ao menos é o que se vê em três fotografias - de autoria anônima - mas tiradas do blog Foto Grafando -onde Salgado é mostrado manuseando o que parece ser uma Canon e uma Hasselblad digitais.

Mais que sinal do tempo, desperta a curiosidade no sentido de ver o que isso implica na mudança ou não do apurado senso estético de Salgado. Ele nunca escondeu uma certa resistência em relação ao digital. A curiosidade imediata seria ver fotos em cores feitas por Salgado, algo que ele, ao menos na produção pública, não realiza desde o começo dos anos 80.

Por que isso é importante? De certo modo, seus registros mais conhecidos nascem de uma relação com a temporalidade que o filme dispõe de modo diferente da imagem digital. Poder trazer para o momento da captura a simulação do resultado final é um grande diferencial. Se isso irá parir um Salgado 2.0, o tempo e os bits dirão.

Pergunta que fica martelando: já que Salgado foi fiel a Leica por décadas, por que não uma Leica digital?

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22 de mar de 2009

Literatura e Fotografia


Revista da Cultura: Fotógrafos pegados nas letras!

Quem esteve no debate mediado por Simonetta Persichetti com Walter Firmo, no último dia 11 na Arte Plural Galeria, pode ouvir, em um momento do debate, uma frase-provocação: "a fotografia tem mais a ver com literatura do quem com pintura".

Pois bem. Dez dias após essa epifania, a Revista da Cultura, aquela que a Livraria Cultura oferece gratuitamente nas suas lojas, publica uma matéria bem interessante explorando a encruzilhada de múltiplos caminhos existente entre letra e imagem.

O texto, de João Correia Filho, explora o eixo de trabalhos de fotógrafos que abordaram/ criaram tendo como elemento de partida a literatura. Maureen Bisilliat, Evandro teixeira, Edu Simões e Tiago Santana são exemplos de fotógrafos trabalhados no texto no sentido de ilustrar - através de publicações executadas por esses autores - que a síntese entre o texto e a imagem fotográfica pode ser uma complementação com bons resultados.

Procurando não cair na cilada de estabelecer marcos comparativos do tipo: o texto é melhor ou pior que as fotos, a matéria de João Correia, faz um apanhado de como esses fotógrafos recolheram elementos para dialogar com a criação de projetos e ampliar as concepções visuais a serem adotadas.

Trecho da matéria:

"O fotógrafo cearense (Tiago Santana) também afirma ter aprendido muito a partir da literatura de Graciliano. "Aprendi a ser mais sucinto, aprendi muito com a forma como ele escreve - precisa, sintética, cirúrgica. O que ele podia fazer com dez laudas, contava com uma e deixava espaço para o leitor viajar. Na verdade, a literatura reforçou esse caminho, que já vinha perseguindo, de uma fotografia que não diz tudo, que deixa esse espaço para que você complete a história, que deixe espaço para quem quiser interpretá-la. Afinal, quando lemos algo, o que fazemos? Imaginamos."

A revista da Cultura pode ser acessada também em versão digital. Impressa ou eletrônica é de graça. Sem desculpa, portanto, para não ler!

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David La Chapelle: edição especial da Photo francesa



Atribuir a David La Chapelle o rótulo de fotógrafo de moda é uma redução. É o que tenta mostrar a edição número 457 da revista Photo, de março. trata-se de um número totalmente dedicado ao fotógrafo, fazendo um panorama perspectivo e retrospectivo do seu trabalho que prima por uma abordagem provocativa, polêmica além de um uso estético bastante exótico, para dizer o mínimo.

A revista se divide em cobrir a vida do fotógrafo, sua produção autoral, os retratos de celebridades (isso tá virando gênero!!), as peças para a moda e a publicidade. Chama ainda atenção o espaço dado a dois temas recorrentes no trabalho de La Chapelle: o primeiro é Jesus, que é uma presença recorrente na produção do artista, sempre em situações controversas, como a versão à la Chapelle da pietá onde Courtney Love segura um corpo de um Jesus-Cobain em seus braços (capa do seu livro Heaven to hell).

Foto: David La Chapelle.

O segundo tema, com destaque, é um ensaio com Amanda Lepore, o transexual que é musa iconográfica do fotógrafo.

A edição vem na esteira de uma grande retrospectiva sobre La Chapelle que abriu em Paris no dia 4 de fevereiro e ainda está em cartaz. Vale conferir. Reserve com seu jornaleiro. Caso você seja tímido ou recatado, peça para por em um plástico preto.

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Livros: de novo ela, Annie Leibovitz At Work.



A idéia deste livro é simples: tom confessional, com a fotógrafa descrevendo seu trabalho com suas próprias palavras. A fotógrafa-celebridade revisita a gênese de suas imagens mais famosas (John e Yoko, Demi Moore, etc) e bem mais que isso. Leibovitz nos fala também da moda, da guerra, da luz na fotografia, de seus pais. O livro vem com 120 fotografias, ilustrando minusciosamente as idéias da fotógrafa.

Bem impresso, com boas passagens de texto. Tem seu valor e cumpre bem o papel de informar sobre o que está envolvido no processo criativo. Às vezes, desliza na ego-lombra, mas não compromete.

disponível na amazon.

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IMS adquire 16 mil fotos de Otto Stupakoff


Foto: Otto Stupakoff.

Para quem não conhece, Otto Stupakoff é um dos fotógrafos de moda do Brasil mais bem sucedido e com renome lá fora. Com esse retrospecto, o Instituto Moreira Salles - IMS - adquiriu o conjunto de 16 mil imagens de Otto clicadas entre 1955 e 2005. Esse material será digitalizado e catalogado num processo previsto para durar 30 meses.

Porém ,quem quiser ter uma idéia do que se trata e do valor dessas imagens, 65 delas podem ser conferidas na exposição que fica em cartaz até o dia 19 de abril, no IMS - Rio de Janeiro.

No portfólio de Otto há fotografias de Jack Nicholson, Truman Capote, Grace Kelly, Richard Nixon, (Otto morou décadas no EUA) Tom Jobim, Jorge Amado, Oscar Niemeyer e Éder Jofre.

O que Otto acha do acervo ter sido adquirido? "Está em boas mãos. Assim a obra perdura e é respeitada. No Brasil a falta de Cultura sobre a fotografia é um absurdo - como arte é totalmente desconhecida".

Ficam as fotos, a exposição. Também ficam a lição e o exemplo.

Instituto Moreira Salles.
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, Rio de Janeiro.

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19 de mar de 2009

A Crise econômica agora na fotografia: Getty Images demite 110.

Quem tem alcance global, sofre globalmente.

A gigante dos bancos de imagem, Getty Images, está demitindo 5% da sua força de trabalho no mundo, no maior corte desde 2007. O porta-voz da Getty justifica: para continuar o que fazemos temos que nos ajustar o negócio a estes tempos difícies.

Pista para o problema: ainda segundo o porta-voz, o modelo de negócios da Getty já estava sob ataque de competidores de baixo custo quando a economia começou a piorar no ano passado. O modelo da agência é viável em condições de economia aquecida e de demanda por imagens. A recessão levou a cortes no orçamento e diminuição do volume de publicidade que fazem a base do negócio da Getty.

Resta saber se esse quadro para a agência, ou para outras semelhantes do mercado de imagens, permitirá a sustentação desse modelo de negócios, ao menos na escala em que estávamos acostumados a presenciar, em um momento de dificuldades e incertezas imprecedentes.
Com dados do PDN.

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A recessão, via o olho do Big Picture.

Recessão é a agenda: de novo, a crise americana e seus desdobramentos pelo mundo. Se juntando a tendência, até certo ponto óbvia. Vide, por exemplo, a foto vencedora do prêmio World Press Photo, deste ano, de Anthony Suau, mostrando uma desocupação de casas nos EUA pela polícia.

Enfim, desta vez, para retroalimentar a visibilidade do tema na agenda pública, o Big Picture, do jornal Boston Globe, publicou um ensaio sobre a crise econômica americana e suas consequências pelo mundo. Tá bom e vale conferir. As fotos são melhores que o assunto.

Abaixo, por exemplo, foto de Jianan Yu, para Reuters, ilustrando uma "fila" de desempregados na China... Uffff!!!!



Estaria para pintar um novo time de fotógrafos da crise, tipo o FSA dos anos 30, só que munido de cameras digitais?

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Paraenses. No México.


Foto: Mariano Klautau Filho.


Foto: Orlando Maneschi


Foto: Paula Sampaio.

A fotografia do Pará e de Belém, tem conseguido um destaque especial dentro do cenário contemporâneo brasileiro e internacional. O trabalho dos fotógrafos belenenses tem conquistado o - merecido - lugar devido ao que penso ser uma corrente criativa de inovação na fotografia brasileira, atando de modo bastante inusitado temáticas, estéticas e abordagens que oxigenam as perspectivas híbridas situadas entre a documentação a experiência de linguagem.

Nesses desdobramentos, quatro fotógrafos paraenses foram convidados pela embaixada do México para mostrar os seus trabalhos. Mariano Klautau Filho, Paula Sampaio, Daniel Cruz e Orlando Maneschy farão parte da exposição “Equatorial”, que será aberta hoje, no Centro de Estudos Brasileiros da cidade do México e ficará aberta até o dia 19 de abril.

É uma ocasião e espaço de reconhecimento que vem através de um conjunto de imagens no qual a diversidade revela um confronto com as representações tradicionais do exótico sobre a região amazônica. É uma amazônia que se apresenta com um pé no desencanto e outro na melancolia, uma amazônia que é agitada e também urbana.

A exposição se mostra também como um sismógrafo da fotografia contemporânea produzida no Pará, destacada recentemente pela criatividade e fuga do clichê visual que orbita o imáginário do senso comum sobre a região. São olhares que se complementam. Para quem conhece a produção fotográfica que tem brotado do Pará (vale conferir, ainda, os perfis de fotógrafos como: Diô Viana, Miguel Chikaoka, Luis Braga e Luiz Vasconcelos, este último ganhador do Word Press Photo de 2009).

São visões complementares, do ambiente espacial e urbano, dos personagens, da exuberância e de personagens em trânsito. Os paraenses também ministrarão as palestras “Sequestros - Imagem contemporânea no Pará”, com Orlando Maneschy, “Uma Certa Amazônia - Fotografia e Identidade”, com Mariano Klautau Filho, e um relato profissional com o tema “Central Hotel - um ensaio sobre a identidade urbana”, apresentado por Daniel Cruz.

Tudo isso acontece no CEB - Centro de Estudos Brasileiros no México, de amanhã, 19 de março a 19 de abril de 2009.

Para quem está pela capital mexicana, ou vai passar por lá, programa obrigatório.

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17 de mar de 2009

De fotógrafa de celebridades à fotógrafa celebridade


Só dá Leibovitz: 50 páginas na American Photo.

Tá certo que ela tem renome, já faz parte da história da fotografia contemporânea, tem o toque de midas e mesmo em trabalhos comerciais chama a atenção para o que está fazendo. Ok. Tudo isso pode ser dito.

Para inflar mais ainda a pletora de notícias que Annie Leibovitz tem gerado continuamente, vale a pena conferir a edição especial que a revista Photo americana, irmã da Photo francesa, dedicou à fotógrafa. São 50 páginas, isso mesmo: 50, dedicadas a uma retrospectiva geral da sua obra/ história. Tem de tudo, entrevista com ela, com outros, trabalhos antigos e recentes, de cunho autoral e comercial.

Enfim, Leibovitz até umas horas. Para esperar e conferir quando chegar nas nossas bancas de revista.

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Google e Associação Européia de Fortojornalismo anunciam acordo



A notícia não deixa de ser curiosa: o Google e a Associação Europeia de Fotojornalismo (EPA) anunciaram hoje um novo acordo através do qual o Google News irá disponibilizar conteúdos informativos da associação, o que, claro, inclui fotos.

No âmbito do acordo, os utilizadores do sistema de busca poderão agora encontrar, de forma rápida e fácil, fotografias e textos originais dos serviços on-line das várias agências sócias da EPA, entre elas, a agência LUSA. Se isso é nitidamente favorável ao Google, que agrega de imediato, um monte de imagens, quais as contrapartidas do acordo? Isso garantiria maior penetração das imagens dos órgãos filiados da EPA nos veículos de comunicação ao redor do mundo?

No comunicado não fica claro como se dará a cessão de conteúdos. Todavia é mais um indício de criação de cadeias de produção e compartilhamento de conteúdo como uma tendência da fotografia feita em tempo de redes convergentes de informação.

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Magnum in motion: novos ensaios



A consagrada agência de fotografia Magnum já vem a algum tempo explorando as possibilidades da convergência digital+internet+audiovisual para dar uma repaginada nos seus conteúdos, gerando (sub)produtos da sua atividade que, por vezes, são muito interessantes.

Para quem ainda não se cansou das reverberações pós-Obama, a Magnum editou três ensaios interessantes. O primeiro, de Bruce Gilden, é o Faces of Joy, explorando o gênero do retrato em modo queima-roupa (como não poderia ser diferente). Ainda no clima otimista, de esperança, e longe dos números da economia americana, o fotógrafo faz o registro das caras e vozes do povo que esteve presente em washington em 20 de janeiro.

Ainda dentro de um clima épico, ou quase isso, Paolo Pellegrin, no ensaio, Washingtong DC, explora a cidade de Washington como local / epicentro de poder, mas mesclando cenas do dia-a-dia, gente nas ruas e a atmosfera da capital americana. O ensaio é bom justamente por conseguir sobrepor o tempo histórico da posse de Obama ao tempo cotidiano, das coisas comuns.

Já Bruno Barbey, em Obamania, encontra o evento da posse com a massificação das imagens, das multidões, da onipresença sígnica e imaginária de Obama. O ensaio vai passando e deixando de modo sutil a questão: poderá o presidente americano ser maior que sua própria imagem?

Vale conferir pois são feras do fotojornalismo, cada um com seu estilo, variando sobre o mesmo tema. Depois de tudo isso, JURO, não por mais posse de Obama nesse blog!

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Divulgados vencedores do Sony World Photography


Foto: Dustin Humphrey

Os vencedores da edição deste ano dos prémios de fotografia Sony World Photography Awards foram anunciados. O resultado e a galeria dos vencedores está disponível no site do concurso.

O Concurso da Sony tem ganho projeção, nos últimos anos, se tornando um evento de competição de fotografia a nível internacional.
Os prêmios se dividem entre fotografia profissional e amadora. Neste ano, houveram 186 nomeados, oriundos dos quatro cantos do mundo, e cujos trabalhos tinham sido pré-seleccionados de entre mais de 60 mil fotografias submetidas a concurso.

A categoria de Fotojornalismo e Documental em fotografia profissional tem quatro vencedores. O prémio de Actualidade foi ganho por Wojciech Grzedzinski da Polónia, o de Desporto pelo canadense Julian Abram Wainwright, o de Questões Contemporâneas foi atribuído a Giulio di Struco, Itália, e o indiano Amit Madheshiy venceu o prémio de Artes e Entretenimento.

Quanto à fotografia Comercial Profissional, a imagem vencedora da categoria de Publicidade é de Dustin Humphrey, dos Estados Unidos, o polaco Piotr Fajfer ganhou o prémio de Moda e o de Música será atribuído a Amiran White, do Reino Unido.

Na categoria de Belas Artes, o holandês Roderik Henderson venceu na área do Retrato, Tamany Baker, do Reino Unido, arrebatou o prémio de Fotografia Conceitual, em História Natural ganhou a australiana Lisa Maree Williams, a fotografia de Paisagem vencedora é do norte-americano David Zimmerman e o prémio de melhor fotografia profissional de Arquitectura foi atribuído a Michael van den Bogaard, da Alemanha.

De entre um destes doze fotógrafos profissionais sairá o vencedor do prémio de Fotógrafo do Ano, que será entregue esta noite na cerimónia que se realiza em Cannes. Cada um dos profissionais receberá 25 mil dólares e aos amadores caberá a quantia de 5 mil dólares.

As candidaturas para a edição de 2010 se iniciam no próximo mês de Junho.

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The Big Picture, em três tempos


Foto: Reinhard Krause/REUTERS

I - Nova dica de um dos sites de fotografia mais bacanas da atualidade: o The Big Picture. Quem se interessa por ficção científica vai gostar dessa: uma seleção com algumas fotos de robôs que chamam atenção não só pela semelhança com a nossa espécie, mas também pela funcionalidade. Tem pra todos os gostos: é robô que faz cafuné no dono, robô que realiza cirurgia, robô que desarma bomba para a polícia... Enfim, é só dar uma conferida. Clique aqui.

II - Foto: Jayanta Shaw/REUTERS

Uma outra seleção de fotos que está lá no site The Big Picture é a cobertura de uma das festas mais tradicionais do calendário Hindu: O Holi (também conhecido como O Festival das Cores). Celebrado na última quarta feira (11 de março), a festa é repleta de cores, situações inusitadas e muito mela-mela. Confira.

III - Foto: HO/AFP/Getty Images

E por ultimo, vale a pena conferir também a coletânea com algumas fotos recentes de ataques a cargueiros estrangeiros por piratas na costa da Somália. As fotos retratam a ação dos saqueadores e também o momento da captura por parte da guarda costeira. Clique aqui para ter acesso à seleção de fotos.

Post produzido por João Guilherme Peixoto.

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12 de mar de 2009

CONCURSO NACIONAL DE FOTOGRAFIA "CONSIGO A MELHOR IMAGEM"



A Consigo anunciou o 2º Concurso Nacional de Fotografia CONSIGO A MELHOR IMAGEM, dedicado à revelação de trabalhos de profissionais e novos talentos da fotografia nacional.

O tema desta edição é “POESIA DA LUZ” e vai premiar os trabalhos que apresentarem a somatória de técnica, contextualização e plástica.

PERÍODO DE INSCRIÇÕES: 02/03 a 30/06/2009

CATEGORIAS: Fotografia Social; Fotojornalismo; Livre

onsulte o regulamento completo > www.consigo.com.br/concurso

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10 de mar de 2009

Cartier-Bresson, Hoje no Eurochannel

Para quem assina o canal Eurochannel (SKY), esta dica é imperdível.

A vida e obra de um dos maiores fotógrafos do século XX, Henri Cartier-Bresson, estão no documentário que o Eurochannel volta a exibir nesta terça, 10, às 22h. O filme, produzido em 2001, ainda conta com depoimento do próprio artista francês, que morreu em 2004. Considerado por muitos como um dos pais do fotojornalismo, Cartier Bresson foi um dos fundadores da agência Magnum, no final da década de 40.

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9 de mar de 2009

Firmo, na Arte Plural Galeria


Walter Firmo na Arte Plural.

Retomando as atividades de 2009, a APG (Arte Plural Galeria) reabre em grande estilo: a partir da desta terça-feira dia 10 as 19h a galeria localizada na Rua da Moeda, bairo do Recife Antigo, inaugura a exposição de Walter Firmo , "Tempos de um novo olhar”. No no dia seguinte, 11/março, 19hs, a galeria realiza um bate papo do fotógrafo Walter Firmo, com a participação da curadora da mostra, jornalista e crítica de fotografia, Simonetta Persichetti e do editor chefe do Jornal do Comercio, jornalista Ivanildo Sampaio.

A iniciativa reforça as ações de Luciana e Fernando Neves de fazerem da galeria um centro aglutinador da fotografia no Estado e no Nordeste, e que tem procurado qualificar a programação das ações com nomes de peso e conteúdo de qualidade.

Em 2009 a APG inicia uma parceria com Simonetta Persichetti, que está responsável pela programação e curadoria dos eventos da galeria.

Programa imperdível.

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8 de mar de 2009

Photoshop retrô: 30 tutoriais.



Tem photoshop criativo no blog!


A Smashing Magazine traz um tutorial realmente criativo, de autoria de Jacob Gube (blog Six Revisions) com 30 variações de efeitos vintage e retrô, via Photoshop. Esse é o photoshop de luxo! Vale conferir.

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13,100, e muitas dicas para fotografia.

Vez por outra amigos e conhecidos me pedem dicas sobre fotografia. É o seguinte: dicas para fotografia é aquele tipo de conselho: me dizes como clicas e te direi que fotógrafo tu pode ser! Brincadeiras à parte, vez por outra correm na internet alguns pacotes de dicas. Selecionei alguns que chegaram recentemente.

Pisco del Gaiso, disponibilizou na PC Magazine um conjunto de 13 dicas bem práticas que tem lá seu valor. Vale conferir.

O Ignácio Aronovitch postou recentemente na lista da fototech dois excelentes links. O Advice for Young Photographers (conselhos para fotógrafos jovens), do fotógrafo Michael Kamber é bem confessional, com tom de experiência acumulada e direcionado ao fotojornalismo.

Já o Lessons I Didn't Learn In Photo School (lições que eu não aprendi na escola de foto), do Scott Kelby, puxa mais para o lado da conduta profissional, de se manter atualizado, do controle sobre a produção. O Scott tem vários livros sobre fotografia, photoshop e lightroom publicados, ainda comanda um videocast semanal, o photoshop TV, e preza pela clareza e boa didática.

Martin Gommel exagerou e criou uma lista de 100 dicas. Com algumas coisas bobinhas, mas com outras bem mais valiosas. Aqui, o link para as dicas já traduzidas.

Mãos à camera.

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5 de mar de 2009

Para quem pilota o lightroom: Adobe lança versão 2.3. Agora também em Português



A Adobe acaba de anunciar o lançamento da versão 2.3 do software de tratamento+gerenciamento+exportador+conversor de raw+faz tudo... Lightroom!

No pacote: Suporte para arquivos RAW gerados na nova Nikon D3X e Olympus E-30. Para nós, brasileiros, uma grande novidade:suporte a português (brasileiro). Mais seis línguas (holandês, espanhol, italiano, sueco, coreano e chinês) também foram contempladas.

Uns bugs de sobrecarga de memória, que afetavam alguns usuários da versão 2.2, foram reparados e um plug-in do photomatix para gerar imagens em HDR em interação com o lighroom foi anunciado. O custo da atualização é gratuito para quem já tem a versão 2.2 do software.

De quebra, a adobe também anunciou o lançamento da atualização do Camera raw 5.3.

O software em inglês, para PC e MAC, pode ser baixado aqui.

Para a versão multilinguagem, plataforma PC, baixar aqui.
Para a versão multilinguagem, plataforma MAC, baixar aqui.

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Prêmio Ayrton Senna: R$ 100 mil em prêmios

Estão abertas as inscrições para o Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo. Esta 10ª edição premiará trabalhos jornalísticos que enfoquem problemas, desafios e experiências bem-sucedidas na área da Educação no país, e seu impacto em outras áreas, como política, cidadania, economia, saúde, cultura e meio ambiente.

Podem concorrer reportagens e fotografias, publicadas entre 2008 e 2009, em revistas, jornais, rádio, TV e internet. Os trabalhos podem ser unitários, em séries ou conjuntos, individuais ou em equipes.

Serão distribuídos prêmios no valor total de R$ 100 mil, divididos igualitariamente entre cinco categorias: Jornal, Revista, Televisão, Rádio e Internet, categoria esta que, nesta edição, substitui a categoria Fotojornalismo. Além dessas, há uma categoria especial denominada "Destaque Educação", com prêmio individual ou coletivo a repórter ou grupo de repórteres, editor ou veículo de comunicação que tenha contribuído efetivamente para ampliar o debate sobre a educação de qualidade.

As pré-inscrições deverão ser feitas no site www.gpayrtonsennadejornalismo.org.br, no qual também pode ser encontrado o regulamento.

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4 de mar de 2009

RECIFE: Fotógrafo francês expõe série e faz palestra sobre história do retrato nesta sexta na Aliança Francesa

A imagem fotográfica e, mais especificamente, o retrato é a base do trabalho de Alain Rivière, fotógrafo parisiense radicado na Alemanha. O artista francês abre a programação cultural da Aliança Francesa do Recife nesta sexta-feira (06), às 19h, com a inauguração da exposição da série Bloco dos Sonhos e com a conferência sobre a História do Retrato Fotográfico. O evento, que antecipa as iniciativas culturais em torno do Ano da França no Brasil, é aberto ao público.

A estreia da exposição sobre o Bloco dos Sonhos de Alain Rivière no Recife não acontece ao acaso. Em 2008 ele foi convidado pela organização do Festival de Inverno de Garanhuns para acompanhar o evento. Durante a experiência ele fotografou habitantes da região registrando a geografia humana desenhada nos rostos e fisionomias dos agrestinos.

Ao escolher o retrato, Rivière evoca a tradição da arte fotográfica ao mesmo tempo em que a atualiza na pós-produção a ideia do duplo tão comum ao pensamento contemporâneo. Todas as fotos são em preto e branco e as fotomontagens enfatizam o aspecto lúdico, fantasioso e ilusório que existe no bloco carnavalesco. Ao todo serão apresentadas 30 imagens que ficarão expostas no casarão da Aliança Francesa durante o mês de março.

Alain Rivière tem vários livros publicados e já participou de diversas exposições individuais na Alemanha, Inglaterra, Romênia e Hungria. Ele nasceu em Paris e estudou História da Arte e da Fotografia. Em 1991 radicou-se em Berlim, onde trabalhou por muito tempo na documentação fotográfica da capital alemã.

A Conferência: História do Retrato Fotográfico.
Partindo do advento da fotografia e do retrato na metade do século XIX, Alain Rivière traçará em francês o percurso e o impacto desta expressão artística na sociedade e no homem moderno. Partindo de artistas como Félix Nadar, Julia Margaret Cameron, August Sander, Gisèle Freund e Man Ray, Rivière abordará questões ligadas à linguagem da fotografia e a sociedade da imagem. Haverá também o debate sobre a evolução dos dispositivos e a mudança na sensibilidade do olhar.

Ele afirma ainda que serão discutidos a utilização do retrato na vida privada e pública, o desenvolvimento das técnicas fotográficas e o legado artístico dos grandes fotógrafos.

Serviço:
História do Retrato, palestra com Alain Rivière.
Local: Aliança Francesa do Recife, Rua Amaro Bezerra, 466.
Telefone: (81) 3222 0918
Quando: sexta-feira (06 de março), às 19h.

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Enquanto isso, em Milão...Vogue: 80 anos de fotografia de moda.


Cartaz da exposição/ Retrospectiva da Vogue em Milão

Com dados do Público, de Portugal.

Cem das melhores fotografias de moda publicadas pela versão americana da revista "Vogue" nos últimos 80 anos compõem a exposição que, a partir de amanhã, pode ser vista no Palazzo della Regione de Milão, por ocasião da Semana da Moda que está a decorrer na cidade.

A exposição Extreme Beauty é uma análise fotográfica do papel da beleza na sociedade e da forma como, ao longo destes anos, os padrões e a percepção da beleza se alteraram. Annie Leibovitz, Steven Klein, Irving Penn ou Helmut Newton são alguns dos fotógrafos que terão trabalhos expostos nas paredes do Palazzo della Regione.

O percurso da exposição, da autoria do arquitecto e director artístico Jean Nouvel, foi planeado para que cada fotografia tivesse direito a uma sala individual. Nouvel explica, citado pelo diário espanhol "El País", que o objectivo é permitir que os visitantes contemplem as imagens “profunda e tranquilamente, da forma mais respeitosa e pessoal”.

A selecção das imagens de Extreme Beauty foi feita por Wintour e por uma vasta equipa de curadores. A exposição está em Milão até 10 de Maio.

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Para quem está em São Paulo: em exposição a Coleção Pirelli/MASP de Fotografia - 17ª Edição



Para a sua 17a. edição, a comissão da Coleção Pirelli selecionou 24 fotógrafos atuantes no Brasil que possuem representação e influência significativa para a fotografia brasileira.

Ao todo são 80 obras retratando os 80 anos de atuação da Pirelli no Brasil. Essa edição destaca a abertura a novos olhares, com o objetivo de preencher lacunas das edições anteriores.

O objetivo principal da mostra é formar um panorama da fotografia contemporânea brasileira a partir dos anos 1950, contemplando os trabalhos mais significativos e mostrar a evolução nos mais diferentes campos.

O UOL disponibilizou uma galeria com as fotos.

SERVIÇO:
De 12/03 a 03/05 - de terças a domingos, fechado nas segundas.
Horário: das 11h às 18h (qui, até às 20h)
Preço: R$15,00

Masp (Museu de Arte de São Paulo)
Av. Paulista - 1.578
Cerqueira Cézar
Fone: 11-3251-5644

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Entrevista exclusiva: Donald Miralle



Foto: Donald Miralle

Para quem trabalha com ou simplesmente tem interesse em fotografia de ação, de movimento, esse é o nome da fera. Com um currículo repleto de prêmios (2nd Place in the NFL Hall of Fame Contest 2004 and Honorable Mention in 2002 and 2004, 1st Place in the Sportsshooter Contest 2000 and 2001, Sportsshooter Photographer of the Year 2004 and 1st Place in the CPPA 2004 Golden Seal Competition, entre outros) e grandes coberturas (Jogos Olímpicos de Inverno e de Verão, O Super Bowl, a World Series, The Stanley Cup Playoffs...), Donald Miralle é um dos fotógrafos de esporte mais respeitados do mundo na atualidade. Nessa entrevista ao AF de Autofoco, ele fala sobre manipulação digital, a cobertura dos Jogos de Beijing e algumas dicas para produzir uma boa imagem. Vale a pena conferir.

AF de Autofoco - Você poderia falar um pouco sobre sua experiência nos Jogos Olímpicos de Beijing? Foi a primeira vez que você utilizou um blog para divulgar o seu trabalho? E na sua opinião, funcionou?

Donald Miralle - Esta foi uma experiência interessante para mim e para o resto do pessoal da revista Newsweek, uma vez que nunca tinhamos produzido um blog olímpico antes. No ano anterior eu tinha feito um blog bastante curto nos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, enquanto fazia a cobertura para a Getty Images. Lá [Jogos Pan-Americanos] é como uma mini-olimpíadas, não foi como a escala do blog em Pequim, com entradas diárias e todo o trabalho girando em torno do blog. O grande detalhe sobre o trabalho em Pequim foi que o Diretor de Fotografia da Newsweek, Barnett Simonm, deixou claro para mim mesmo e para os outros dois fotógrafos envolvidos (Vincent Laforet e Mike Powell, o "Dream Team", como ele nos chamou) que ele queria que nos concentrássemos em fazer fotos diferentes e não apenas ficássemos perseguindo as mesmas histórias como o resto do fotógrafos que estavam lá. Nos foi dada liberdade criativa com o blog para mostrar o nosso trabalho e pensamentos durante as três semanas de trabalho e isso fez muito sucesso. Foi difícil chegar até a última semana para continuar a publicar diariamente, mas no final eu fiquei feliz com o resultado. E ainda mais satisfeito com o fato de tantas pessoas, fotógrafos e as pessoas que não trabalham profissionalmente com fotografia, terem confessado que gostaram muito do trabalho.

AF – Hoje, quando nós pensamos em esportes, em ação, nós associamos as imagens que nós vemos a idéia de manipulação digital. Muitos fotógrafos dizem que não tem problemas em utilizar programas para “melhorar” as suas imagens. Já outros são mais conservadores sobre o tema. Qual a sua opinião sobre isso? Você acha que programas como o Photoshop colocam a fotografia em um “outro degrau”?


DM – Com a migração da indústria para o digital já há alguns anos, a questão da manipulação digital tem sido uma questão primordial para os fotógrafos em todo o mundo. Especialmente no que diz respeito a algumas questões que envolvem fotógrafos de jornais conceituados que manipulam suas fotos de diversas maneiras, assim como fotos que são alteradas para utilização em capas de revista. Muitos fotógrafos admitem que existe uma zona de tolerância, mas alguns se perguntam como limitar esse uso. Um bom ponto, se você não quer manchar sua reputação, é o de acompanhar e respeitar as orientações apresentadas pela NPPA da "Ethics in the Age if Digital Photography" (http://www.nppa.org/). Mas só conhecendo as regras, não é suficiente, às vezes, você também tem que saber em que mercados se aplicam. Tomando como base um fotojornalista e um fotógrafo comercial, existem dois conjuntos distintos de regras, por exemplo. No fotojornalismo, você nunca deve tentar enganar ou induzir uma espectador a pensar que uma foto é algo que não é, e especificamente com o uso do Photoshop ou programas similares, que não devem retirar ou acrescentar elementos à estrutura original de uma foto. Pessoalmente, quando estou em um trabalho editorial, tenho um “padrão” de uso para o Photoshop para todas as minhas fotos – organizo os níveis, redimensiono a imagem para 300dpi e envio. Às vezes eu uso alguma outra ferramenta, mas nunca em excesso ou a um ponto onde você pode ver o uso da ferramenta escapar na foto.
Literalmente no lado oposto desse espectro está a fotografia comercial, onde as idéias são concebidas, os modelos são contratados, e tudo está organizado para uma pós-produção pessoal para obter naquela foto em olhar real e sem costura para imprimir um anúncio, cartaz ou outdoor. Aqui você tem carta branca para realmente "fazer" uma fotografia que você ou o seu cliente quer, mais do que um trabalho fotojornalístico em que aquilo é "visto como" um momento capturado pela câmera, como um observador. Se você seguir as regras, souber onde elas se aplicam e concentrar-se mais em obter as imagens, você estará fazendo a você e a seus colegas fotógrafos um grande serviço.


AF – Existe em seu trabalho algum critério específico para selecionar as imagens que você irá apresentar aos seus clientes? Qual a sua maior preocupação no momento do click?


DM – Eu tento manter um estilo gráfico e muito limpo, com uma ênfase na cor, na composição e no conteúdo. A foto tem que ter esse primeiro "wow factor" para agarrar a atenção dos espectadores; mas depois também tem de ter outro nível de conteúdo que é interessante para manter o público e mantê-los cativou. Quando estou escolhendo as fotos que irei enviar para um trabalho, eu tento ficar com imagens que são relevantes para o que o cliente está procurando, ao mesmo tempo em que também procuro aquelas que apresentam mais verdadeiramente o meu estilo. Então você tem que fazer o seu melhor para sair e capturar tudo isso!


Entrevista feita por e-mail, por João Guilherme Peixoto.

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3 de mar de 2009

Agência O Globo firma parceria com a Getty Images

Com dados da AdNews


A Getty Images, um dos maiores bancos de imagens do mundo, firmou parceria com a Agência O Globo e passa a ser o representante da AOG na distribuição de fotos fora do Brasil. O objetivo é oferecer as fotografias produzidas pelos Jornais O Globo, Extra e Diário de São Paulo para as principais revistas, jornais, editoras e agências de publicidade do mundo, através dos 17 escritórios da Getty Images em diferentes países.
As fotos da Agência O Globo serão oferecidas em ambiente exclusivo pela Getty Images em seu site, que recebe aproximadamente 3 milhões de acessos por mês. Segundo Marina Engels - diretora da Getty Images para América Latina -, estima-se que a maior procura deverá ser por fotos de esportes, personalidades e entretenimento (shows e presença de artistas internacionais no Brasil).

A parceria está começando com foco em conteúdo noticioso atualizado, mas existe ainda a possibilidade de busca pelo acervo da Infoglobo, que conta com 5 milhões de fotos históricas dos jornais O Globo e Extra e uma atualização diária de 800 fotografias.
O conteúdo da Agência O Globo no site da Getty Images pode ser acessado através do endereço www.gettyimages.com/editorial

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2 de mar de 2009

Foto da Madonna nua é vendida por 37.500 dólares


Foto: Lee Friedlander

Quanto você pagaria por uma foto nua de Madonna? Um comprador europeu pagou a bagatela de 37.500 dólares em um leilão por uma fotografia de nu frontal da diva do pop. A foto em preto e branco da cantora, quando tinha 20 anos, foi leiloada junto com outros 154 lotes de uma coleção sobre ícones do glamour e do estilo.

A foto, feita pelo fotógrafo Lee Friedlander, foi tirada quando Madonna era uma dançarina em Nova York e respondeu a um a classificado que procurava uma modelo nua. As estimativas iniciais eram de entre 10.000 e 15.000 dólares.

Outra imagem da cantora, esta colorida e clicada pelo renomado fotógrafo Helmut Newton (1920-2004), foi arrematada por US$ 18.750, pouco mais que o valor de seu lance inicial: entre US$ 10 mil e US$ 15 mil.

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Livro do fotógrafo José Medeiros sobre o Candomblé é relançado


Foto: José Medeiros.

Em 1951, o repórter Arlindo Silva e o fotógrafo José Medeiros foram escalados para vir a Salvador realizar uma tarefa que não seria das mais fáceis: fotografar a iniciação das filhas-de-santo no candomblé. O objetivo era produzir uma reportagem especial para a revista O Cruzeiro, à época a publicação de maior prestígio do país.
Na ocasião, o fotógrafo e etnólogo francês Pierre Verger, que tinha chegado à Bahia havia três anos e iniciava suas pesquisas na cidade, se manifestou temeroso de que o trabalho reforçasse o preconceito que a religião afro sofria na sociedade. Seu conterrâneo, o sociólogo Roger Bastide, outro estudioso das religiõesafro-brasileiras, também engrossou as críticas, mas eximiu o fotógrafo da responsabilidade.
Medeiros continuou o trabalho e, em 1957, lançou o livro Candomblé, ampliando para 52 o número de fotografias. Desta vez,cuidou ele mesmo do texto. É justamente este livro que o Instituto Moreira Salles traz de volta às livrarias. A publicação inclui todas as imagens, além das imagens sem corte, captadas diretamente dos negativos, um conjunto de outras 13 fotografias de Medeiros sobre candomblé e a reprodução, em tamanho menor, das páginas da publicação original.
Natural do Piauí, o fotógrafo José Medeiros mudou-se para o Rio de Janeiro em 1939. No ano seguinte, já integrava a equipe da revista O Cruzeiro, importante veículo de renovação do jornalismo brasileiro. Ele atuou por 15 anos na publicação, para a qual fez reportagens na Europa, nos Estados Unidos e na África.
Medeiros se notabilizou pelo registro de várias facetas da vida brasileira. Foi ele, por exemplo, quem fez os primeiros registros de contatos com os índios realizados pelos irmãos Villas-Boas no Xingu e na Serra do Roncador. Quando deixou a revista, o fotógrafo participou da fundação da agência fotográfica Image, pioneira do país.
Detentora de todo o acervo fotográfico de Medeiros - que tem um total de 20 mil negativos - o Instituto Moreira Salles começou a apresentar as preciosidades ao público. Além do livro Candomblé, a instituição inaugurou em sua sede, em São Paulo, uma exposição com registros dele feitos entre as décadas de 1940 e 1970.



Autor: José Medeiros
Editora: Instituto Moreira Salles
Preço: R$ 56 (112 páginas)
Vendas pela Internet: http://www.ims.com.br/

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The photoshop of the horrors: part II

Photoshop ruim é feito telemarketing: todo mundo detesta, mas não consegue nem escapar, muito menos deixar de rir depois.

Pois bem: foi criado um blog totalmente dedicado a indicar erros grosseiros cometidos via Photoshop. Clonagens óbvias, retoques péssimos, manipulações amadoras. Tudo é escancarado no PsD (Photoshop Disasters). O menu vai de publicidades, mas também o material ruim cometido pelos coleguinhas jornalistas não escapa. Em alguns casos, o blog disponibiliza as fotos originais.




Na foto acima, Sam Mendez e Kate Winslet, clicados por nada menos que Annie Leibowitz, em separado, e empacotados juntos no photoshop. No pulso esquerdo, Sam veste um casaco que " some" e se transforma numa camisa.

Para rir muito e não cair na mesma desgraça.

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Carnaval: O nosso, os deles e os outros. Ou: Como a folia é vista lá fora


Foto: MAURICIO LIMA/AFP/Getty Images.

O carnaval não é brasileiro e muito menos é só aqui que se brinca. Dando uma conferida no especial que o Boston Globe disponibiliza no Big Picture dá pra ter uma boa amostra dessa festa que perpassa vários continentes. Fotos do carnaval na Sardenha, Colombia, Croacia, Haiti e até Brasil compõem a galeria virtual.

FOTO: Darrin Zammit Lupi/REUTERS. Carnaval de Veneza

Ok. A presença do carnaval brasileiro ocupa uma proporção boa no total das fotos. Contudo, o clichê das escolas de samba como sendo "o" carnaval do Brasil, mais uma vez foi repetido. Macumba pra turista clássica, o colorido das escolas ao mesmo tempo repete o clichê, para nós, e oxigena os olhos dos fotógrafos e/ou editores gringos, desacostumados com o excesso que o carnaval proporciona. Para ver, avaliar, e admirar uma ou outra imagem mais destacada.

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