9 de fev. de 2010

Não deu pra Gamma: O grupo francês Eyedea decretou falência da agência.

Era morte anunciada. Já tínhamos levantado a bola em mais uma "morte do fotojornalismo" alguns meses atrás. Mas, desde o dia 2 de fevereiro, a Gamma foi pra caçapa.

Modelo de negócios anacrônico, tentativas de requentar material, falta de adaptabilidade a lógica das redes. Tudo isso pode ser dito. Mas o certo é que com o fechamento/ falência da Agência Gamma mais um sinal de mudança dos tempos está sendo dado. Ao invés da distribuição, a circulação. ao invés da midia massiva, a conexão generalizada. Ao invés da concentração, a multipolaridade de gente fazendo foto e vendo foto.

As informações a seguir são do Portal Imprensa.

"O grupo francês Eyedea decretou falência e anunciou o fim da agência de fotojornalismo Gamma, além de outras sete agências e bancos de imagens.

Com o encerramento do grupo - ocorrido pela diminuição de solicitações dos órgãos de comunicação e pelo não pagamento de conteúdos por parte dos jornais - 56 profissionais foram demitidos.

Na Inglaterra, a agência de fotojornalismo Kent News and Pictures também anunciou seu fechamento, deixando oito fotógrafos, dois repórteres e um freelance sem emprego. Segundo o Sindicato dos Jornalistas de Portugal, o fundador da agência, Chris Eades, também está desempregado."


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28 de jul. de 2009

Agência Gamma com o pé na cova



Com dados da Reuters

A crise financeira, que também atinge a mídia, parece estar fazendo sua nova vítima. A agência fotográfica francesa Gamma, que ficou famosa documentando o levante estudantil de maio de 1968 em Paris e a Guerra do Vietnã, anunciou nesta terça-feira que sua sobrevivência está em risco.

Com a concorrência da Internet desafiando a mídia impressa tradicional, cuja circulação vem caindo em praticamente toda parte, os editores vêm tendo menos dinheiro para gastar com imagens de agências como a Gamma. Some-se a isto a crise financeira internacional e a queda dos anunciantes da mídia impressa, e o cenário está montado.

Fundada em 1966, a Gamma encabeçou a geração de ouro do fotojornalismo francês, cujas imagens premiadas de eventos mundiais ganhavam as capas da influente revista Paris Match e as primeiras páginas de jornais em todo o mundo.

A Gamma hoje emprega cerca de 55 profissionais, 14 dos quais são fotógrafos. Se a gamma fechar as portas será o fim de uma agência onde militou gente do porte de Raymond Depardon, Gilles Caron, David Burnett e Françoise Demulder, a primeira mulher a ganhar um WPP, em 1976, com a foto abaixo, feita durante a guerra do Líbano.


Foto: Françoise Demulder/ Gamma.

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19 de mar. de 2009

A Crise econômica agora na fotografia: Getty Images demite 110.

Quem tem alcance global, sofre globalmente.

A gigante dos bancos de imagem, Getty Images, está demitindo 5% da sua força de trabalho no mundo, no maior corte desde 2007. O porta-voz da Getty justifica: para continuar o que fazemos temos que nos ajustar o negócio a estes tempos difícies.

Pista para o problema: ainda segundo o porta-voz, o modelo de negócios da Getty já estava sob ataque de competidores de baixo custo quando a economia começou a piorar no ano passado. O modelo da agência é viável em condições de economia aquecida e de demanda por imagens. A recessão levou a cortes no orçamento e diminuição do volume de publicidade que fazem a base do negócio da Getty.

Resta saber se esse quadro para a agência, ou para outras semelhantes do mercado de imagens, permitirá a sustentação desse modelo de negócios, ao menos na escala em que estávamos acostumados a presenciar, em um momento de dificuldades e incertezas imprecedentes.
Com dados do PDN.

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A recessão, via o olho do Big Picture.

Recessão é a agenda: de novo, a crise americana e seus desdobramentos pelo mundo. Se juntando a tendência, até certo ponto óbvia. Vide, por exemplo, a foto vencedora do prêmio World Press Photo, deste ano, de Anthony Suau, mostrando uma desocupação de casas nos EUA pela polícia.

Enfim, desta vez, para retroalimentar a visibilidade do tema na agenda pública, o Big Picture, do jornal Boston Globe, publicou um ensaio sobre a crise econômica americana e suas consequências pelo mundo. Tá bom e vale conferir. As fotos são melhores que o assunto.

Abaixo, por exemplo, foto de Jianan Yu, para Reuters, ilustrando uma "fila" de desempregados na China... Uffff!!!!



Estaria para pintar um novo time de fotógrafos da crise, tipo o FSA dos anos 30, só que munido de cameras digitais?

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1 de fev. de 2009

Demotix e Financial Times realizam concurso fotográfico com o tema representações da crise econômica nas ruas.



Com dados do blog jornalismo e internet.

Demotix, em parceria com o Financial Times, lançou um concurso fotográfico sobre a crise econômica. A idéia é capturar imagens nas ruas que possam representar a crise mundial. Os participantes deverão descarregar as suas imagens, até 13 de fevereiro, no sítio Demotix, usando a tag 'Crunch09'.

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