29 de abr de 2009

Casa branca com galeria oficial no flickr


Post rápido: A dica é do professor e amigo Marcos Palácios.

Vale a pena conferir. Fotos "indoor" e "outdoor" do dia-a-dia do Pres. Obama. No Flickr. Depois da era Bush, novos ares - e novas fotos também - estão saindo da Casa Branca.
As fotos são de Pete Souza, fotógrafo ofical da casa branca, de descendência portuguesa.

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28 de abr de 2009

AutoFoco de licença paternidade


Foto: Afonso Jr.

Amigos,

O blog vai ficar mais ou menos uma semana sem atualização. O motivo é que a figurinha acima, João Pedro, veio ao mundo e precisa de atenção. Nasceu ontem, as 21:45, com saúde. Ele e a mãe estão passando bem.

Mas, desde já, esse homenzinho me enche de esperança e alegria!

25 de abr de 2009

Escultura a partir de fotos. Ou será o contrário?


Escultura: Gwon Osang.

Quem me passou a dica foi o amigo Renato Santos.

É um trabalho super inventivo, feito por Gwon Osang, um sul coreano que cria esculturas a partir de fotografias. A técnica é conceitualmente simples: fotografar a totalidade do corpo, porém de modo fracionado, imprimindo cada tomada e justapondo tudo em um manequim de tamanho natural. São necessários milhares de fotos para cada escultura. Além de vários dias para imprimir e colar as fotos no manequim.

Em breve, o trabalho de Osang vai ilustrar o material da Banda inglesa Keane, que ficou impressionada com o experimento.
O que o artista coreano faz lembra o trabalho de fragmentação do registro fotográfico de uma mesma cena, feito por David Hockney, em meados dos anos 1980, ainda na época do filme e da fotografia analógico-química, explorando as possibilidades de desconstrução, descontinuidade e reagrupamento da imagem fotográfica.


Foto: David Hockney, Pearlblossom Highway

O inusitado de Hockney em 2D, desemboca, 25 anos depois, em Osang, desta vez em 3D e tendo como forma, o registro do corpo de modo multifacetado. Como, aliás, a cultura contemporânea também o é.

O interessante é mapear mais uma usabilidade da fotografia em interface com a experimentação artística. Neste caso, servindo tanto de material ou recurso plástico, como elemento de linguagem a serviço de uma idéia que, ao mesmo tempo, sobrepõe fragmentação e unidade, parte e todo, além de propor uma perspectiva de limite de cada um dos materiais envolvidos e como qual deles condiciona e dialoga com o uso do outro. É escultura a partir de fotografia, ou fotografia como material de escultura?


- As duas coisas. Ao mesmo tempo.

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24 de abr de 2009

Pioneiro da fotografia de moda no Brasil, Otto Stupakoff morre aos 73 anos



Morreu, aos 73 anos, na madrugada da última quarta (22/4), o fotógrafo Otto Stupakoff. Pioneiro da fotografia de moda no Brasil, Stupakoff vivia num flat no bairro do Itaim, em São Paulo, onde teria passado mal. A causa da morte ainda é desconhecida.

O artista, famoso internacionalmente desde os anos 60, realizou ensaios para revistas de moda como a americana Harper's Bazaar, a francesa Elle (cujas fotos viraram acervo do MOMA de Nova York) e a Vogue Paris. Na última revista, uma das publicações mais importantes e influentes de moda do mundo, foi responsável pelas capas a partir de 1972.

Em 2005, em comemoração aos 50 anos de carreira de Stupakoff, o São Paulo Fashion Week realizou uma exposição retrospectiva da obra do artista no prédio da Bienal. Recentemente, o AutoFoco deu nota sobre a aquisição, pelo Instituto Moreira Salles, do acervo de Stupakoff, que também gerou exposição.

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Segunda Atualização, em 24 de abril:

Segue abaixo repercussões sobre a morte de Otto Stupakoff que circularam na internet.

Clicio:

Estou triste… Otto foi o pai da fotografia de moda no Brasil, e um exemplo para todos nós. Eu sempre fui fã!

JUST OTTO
Otto Stupakoff era sinônimo para respeito e profissionalismo. Para quem ainda não o conhecia, fica uma homenagem ao nosso estilo: imagens e web!

Siga os enlaces da Clix.

Leia entrevista com o fotógrafo Otto Stupakoff, homenageado em mostra no SP Fashion Week
UOL: Em seus retratos que fez de grandes celebridades, você sempre buscou humanizá-las?
Stupakoff: Não sempre. Quando fazia retratos em grandes formatos, eles são por naturezas fixos, formais. Mas há retratos muito soltos. Eu sempre lia muito sobre a pessoa que ia fotografar, havia um preparo. Com exceção do Jack Nicholson, que foi muito grosseiro (N.R.: o ator, reclamou, por exemplo, do local escolhido para as fotos _a rua_ e a sessão durou apenas dois cliques), todas as pessoas foram extremamente cordiais comigo.
O meu tipo de fotografia era o de passar o dia inteiro com a pessoa, às vezes mais de um dia, por exemplo, com a alteza real Grace de Mônaco (Grace Kelly) e sua filha Stephanie. Eu fotografei Sophia Loren quatro ou cinco vezes, havia um pouco mais de intimidade, cheguei a passar a noite em seu bangalô, mas nunca tive a ilusão de que era amigo dessas celebridades.

Fotosite
BIOGRAFIA
Otto queria o mundo e, em meados dos anos 60, foi para Nova York com mil dólares no bolso e duas Leicas. Havia queimado seu acervo gigante, salvando apenas umas 30 fotos que viraram seu portfólio. Em terra estrangeira, Stupakoff batalhou até cavar seu lugar entre os principais fotógrafos do seu tempo. Dividiu várias páginas de revista com Richard Avedon, Diane Arbus, Helmut Newton e Irving Penn.
… “longa e bela vida ao Otto!”.


A boa fotografia está de luto …
Jorge Diehl

Coleção Pirelli/Masp de Fotografia
Em 1965 mudou-se para Nova Iorque, Estados Unidos, onde fotografou para agências de publicidade e diversas revistas, como Harper’s Bazaar, Life, Esquire e Look. Foi professor de fotografia na Parson´s School of Design, Nova Iorque (1966).


Tchau, Otto
…Que sua marca humanista na super-encenada fotografia de moda deixe discípulos.
Siga os enlaces.

Morre o fotógrafo Otto Stupakoff
Sua fotografia diurna e viril foi publicada nas maiores revistas do planeta e exposta em conceituadas galerias: parte dela está no acervo permanente do MoMA, em Nova York. As fotos aqui publicadas foram feitas para o livro Rioerótico, jamais publicado no Brasil. Otto vive, atualmente, em um flat de São Paulo, onde discursou para a reportagem.

PARA OTTO STUPAKOFF, UM FOTÓGRAFO FOTOGRAFA COM A MENTE E O CORAÇÃO,
NÃO COM A CÂMERA, QUE É INCAPAZ DE VER

…E foi pelos retratos que comecei, depois de uma espera de cinco anos em Nova York, quase morrendo de fome, coisa que pouco brasileiro tem vontade de fazer.
…Quando eles viram que eu sabia fotografar moda, veio o segundo trabalho, que era a Tina Sinatra. Nós tivemos uma paixonite aguda um pelo outro, na praia, na cabeceira do aeroporto de Los Angeles, com os aviões passando por cima da gente. Nós emendamos isso na casa dela, à noite. Foi um romance de três dias.

…Acabei descobrindo o que eu já sabia: que fotografia não é uma arte que se pode ensinar, é o acumulo de elementos que formam o fotógrafo como ser humano. Quanto melhor ser humano ele for (por natureza ou porque se desenvolveu), melhor fotógrafo. Leia, inspire-se na arquitetura, no cinema, na pintura. E, sobretudo, desenhe, porque eu não acredito que é possível ser fotógrafo sem desenhar. Você não fotografa com câmera. Câmera é um objeto que você utiliza para registrar aquilo que você quer dizer. E tanto faz: a descartável é tão boa quanto aquela que você acha que, quando tiver, sua fotografia vai melhorar. Não vai melhorar nada! A gente fotografa com a nossa mente, com o nosso coração, não com o aparelho. Uma câmera é incapaz de ver.”

“longa e bela vida ao Otto!”

Pictura está triste!

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23 de abr de 2009

AGENDA SÃO PAULO: Vik Muniz - Retrospectiva no MASP


Vik Muniz: Elizabeth Taylor feita com diamantes


Vik Muniz, o mesmo que levou 22 anos para ficar famoso da noite pro dia, depois de passar pelos Estados Unidos, Canadá e México, chega a São Paulo, precisamente no MASP.

É uma mostra retrospectiva, cobrindo 20 anos de carreira de Vik Muniz. Primeiro, a exposição esteve no MAM - Museu de Arte Moderna - do Rio e, hoje, é exibida em São Paulo. Hoje para convivas, amanhã, ao público. A relação da fotografia com o desenho é o mote principal da mostra, como diz o artista. "Quero mexer com a ideia de imagem como interação", diz Vik Muniz, de 47 anos, que vive nos EUA, mas também tem ateliê no Rio.

São 131 obras, todas fotografias. Mas não se pode atribuir a Vik o rótulo de fotógrafo, ao menos como definição classica de quem trabalha em torno da fotografia. A foto se insere como híbrida, atravessada por outros eixos de imagem e experimentação artística.

“Enfatizo o diálogo entre material (os objetos simples que ele usa para fazer as composições) e imagem, destilo a ideia do desenho com coisas muito práticas, ou a natureza da arte mesmo. Sou ambicioso, mostro esse processo”, diz Vik. Ele se refere ao fato de querer desmistificar “uma arte muito ligada a deuses” e aliar sua vontade de fazer o espectador questionar a imagem a partir das camadas de significados que propõe em seus trabalhos, sempre feitos a partir de “ícones, estereótipos, arquétipos digeridos”.

A exposição 'Vik', é acompanhada de livro, mas não abarca todas as séries do artista, e, sim, pontua a relação da fotografia e do desenho com conjuntos temáticos precisos, alguns deles, inéditos, como 'Imagens de Papel' (a partir de fotografias p&b) e 'Quebra-Cabeças'.

Serviço:

Vik Muniz. Masp. Avenida Paulista, 1.578. Tel.: (011) 3251-5644. Das 11 h às 18 h (quinta, das 11h às 20h; fecha às segundas). R$ 15 (Terça: Grátis). Até 12/7. Abertura hoje, às 19h.

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AGENDA RECIFE: AESO promove o primeiro colóquio de fotografia

O evento acontece em maio e reúne especialistas na área; a inscrição é gratuita

As Faculdades Integradas Barros Melo (Aeso) promovem o Primeiro Colóquio de Fotografia, sob a coordenação de Geórgia Quintas, Coordenadora do bacharelado em Fotografia da instituição.

O evento acontece nos dias 5, 6 e 7 de maio, das 11 às 13h. As inscrições estão abertas para o público em geral e a entrada é gratuita.

A proposta do evento é analisar as possibilidades fotográficas (veja a programação abaixo). Mais informações no site da AESO.

Programação - Primeiro Colóquio de Fotografia

Quando: de 5 a 7 de maio, das 11h às 13h
Local: Cine-Teatro da Aeso

» 5 de maio

Mesao redonda: 'A rotina do Fotojornalismo – A dinâmica e os meandros da imagem informativa'

Mediador: Prof. Eduardo Queiroga
Palestrantes:
- Alcione Ferreira (repórter fotográfico do Diário de Pernambuco)
- Marcos Michael (repórter fotográfico do Jornal do Commercio)

» 6 de maio

Mesao redonda: 'Moda e Publicidade – Mercado e Criação'

Mediador: Profª. Roberta Guimarães.
Palestrantes:
- Carlos Cajueiro (Fotógrafo de moda)
- Chico Barros (Fotógrafo de publicidade – Sala de Foto)

» 7 de maio

Mesao redonda: 'Agência Fotográfica e Fotografia Independente – Formas e possibilidades de atuação editorial'

Mediador: Prof. Mateus Sá.
Palestrantes:
- Geyson Magno (Fotógrafo – Algaroba Agência Fotográfica)
- Leo Caldas (Fotógrafo – Titular Agência Fotográfica)

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A Fundação Conrado Wessel (FCW) divulga os vencedores da sétima edição do Prêmio FCW de Arte.

Um das premiações mais renomadas da fotografia brasileira, o Prêmio Conrado Weissel (FCW), divulgou os ganhadores da sétima edição.


O Júri do Prêmio FCW - na categoria Ensaio Fotográfico Publicado, teve como vencedores"em 1º lugar, O Fotógrafo André François com o ensaio “A CURVA E O CAMINHO”;


em 2º lugar, ficou Francilins Castilho Leal, com o ensaio "VI ELAS".


Na categoria Ensaio Fotográfico Inédito, o Vencedor foi Júlio Bittencourt, com o ensaio “CIDADÃO X”.


Em fotografia publicitária o vencedor foi José Luiz Pederneiras com a foto, “CANTORA DE ÓPERA”.

No total, os fotógrafos dividirão prêmio total de R$ 284 mil. Neste ano a FCW recebeu um total de 184 inscrições para esta edição do Prêmio FCW de Arte, sendo 145 na categoria Ensaio Fotográfico e 39 em Fotografia Publicitária.

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Concursos, concursos..

Circulou na lista da fototech e reproduzo aqui. Tirem as fotos das gavetas e dos HD's, façam uma impressão legal, leiam com atenção os regulamentos e... Boa sorte.
PS. Prestem também atenção nos prazos... isso derruba muita gente!

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21 de abr de 2009

D5000 - Mais uma Nikon com captura de vídeo



Tendência irreversível no mundo da convergência de produtos, vídeo e fotografia geram mais um dispositivo híbrido. Desta vez, a Nikon D5000 chega como herdeira do modo de vídeo da D90, mas conta com um visor basculável, inédito na categoria.

Vem para suceder a D60, numa linha mais simples que a D90, podendo gravar vídeo em 720p com aúdio.

A resolução é de 12.3Mpix, com iso indo de 100 a 6400.

Será lançada no dia 1 de maio, com expectativa de preço, do corpo, entre 700 e 800 dólares... "", é claro.

Por aqui, nada de previsão de preço. Garantido mesmo é que comprando uma Nikon, vem junto a assistência da T.Tanaka... Humpf!!!

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National Geographic e a fotografia infinita



A fotografia digital e a tecnologia de redes propõem a cada dia, no cenário de mídias convergentes, posibilidades que ao mesmo tempo criam usos diferentes e resultados estéticos idem.

A idéia dessa vez é muito interessante. Mergulhar na foto-mosaico da Terra e vê-la através dos olhos de internautas como você. A imagem é constituída por centenas de fotos do mundo natural, cada uma delas enviada por uma pessoa.

Movendo o quadrado amarelo sobre uma área pode-se clicar e navegar. Com um duplo clique na imagem pode-se ter mais informações sobre ela. Conheça o projeto colaborativo da National Geographic clicando aqui. Você pode ainda enviar sua própria foto.

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Divulgado o resultado do Pulitzer 2009.


Foto: Damon winter

O resultado do Pulitzer para a fotografia deste ano saiu para Damon Winter, do New York Times, com um ensaio sobre a campanha de Obama. (para quem ainda não sabe, trata-se da premiação mais importante da imprensa dos EUA, organizada pela Universidade de Colúmbia que, desde 1917, concede o principal prêmio nas categorias de Investigação, Crítica, Internacional, Reportagem Fotográfica e Notícias de Última Hora.)

Se o tema - que exauriu qualquer limite de agendamento da mídia - não é surpresa, o modelo de winter não deixa de ser inovador. No ensaio, além das fotografias mais 'caretinhas' há uma série de ângulos, presença de luz, situações e abordagens que, se não chegam a ser uma revolução do fotojornalismo, oxigenam o que pode ser um cobertura de política com mais criatividade.
Para conferir, clique aqui.



Foto: Patrick Farrel

O outro vencedor, Patrick Farrell, fez um trabalho no Haiti, para o Miami Herald, retratando o estado de desastre - ecológico, social, humano e político - daquele país. Com uma abordagem bem mais direta, - ou barra pesada - o ensaio pode ser conferido aqui.

No caso de Winter, a opção por uma edição de fotos cheias de sombras, reflexos e perspectivas inusitadas, conquistaram os jurados do concurso pela originalidade. "Meus editores me encorajaram a ficar longe da maneira tradicional de fotografar", disse à BBC.

"Obama gerou uma excitação muito grande nas pessoas durante a campanha eleitoral. Meu objetivo foi contar uma história completa através das fotos para que o leitor pudesse ver o que eu vi", afirmou Winter.

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19 de abr de 2009

Fotosite: fim ou reformulação?


Quem costuma verificar o endereço web do fotosite, nos últimos dias tomou uma surpresa, ao ver o site mudar a apresentação, lay-out e assuntos. Agora, mesmo digitando o famoso endereço, o que é descarregado no navegador é o site Clix!



Impossível não refletir sobre o fato. Na verdade há um fechamento de um ciclo, que vinha desde o ano 2000 - quando a internet e o mundo eram outros - procurando estabelecer uma linha de conteúdos atrelados ao universo fotográfico. Na internet, os responsáveis pelo projeto justificam a mudança/ fim do fotosite. Em um longo texto, fica razoavelmente claro que o modelo anterior estava se tornando inviável. A repaginada vem no sentido de dar um gás, um oxigênio ao negócio.

É interessante, contudo, perceber que o trabalho não era só um site. Da iniciativa, nasceu a Revista Fotosite, depois FS, o FotositeTV no TV Terra e iniciativa da Semana da Fotografia. Tem ainda a Agência Fotosite, voltada sobtetudo para o mercado de fotos de desfile de moda do país.

Na carta de despedida do fotosite, Bob Wollheim, que estava atualmente a frente do fotosite explica:

"Ainda em 2008, com mais turbulências no mercado da fotografia, indústrias em dificuldade, mudanças estratégicas em nossos parceiros e observando o enorme crescimento da nova fotografia digital (Flickr, DeviantArt, foto-produtos, celulares, etc) entendemos que é hora de mudar e a revista FS é descontinuada e nasce a plataforma Clix - Images, Imagens, Imagens, cujo slogan já traduz nosso propósito: nos libertarmos dos meios, da tecnologia, dos paradigmas e abraçarmos o que existe de melhor, mais provocador e mais novo em torno de imagem, seja ela fotografia, arte, ilustração, vídeo ou photoshop… esteja ela na galeria mais transada de NY ou no Flickr pro mundo inteiro ver de graça a um click de qualquer um. "

"Com isso em mente, resolvemos que é hora de encerrar o dia-a-dia do Fotosite. Hoje, temos blogs que cobrem esse mercado, a capacidade de debater, discutir e informar está disseminada na Internet e é feita de forma democrática, descentralizada e global, como é a própria internet. Não há fotógrafo hoje que não tenha seu próprio site, que não navegue pelo mundo buscando referências e, muitos deles, com blogs próprios que são fantásticos, completos, muito interessantes e que se tornam uma fonte inesgotável de informações, debates e reflexões. "

Mais do que a crise que chegou mais forte que uma marola pelas praias e mercados do Brasil, o que parece é que a proposta do fotosite estava anacrônica - ao menos para quem tocava a empreitada. Se os blogs são aliados da fotografia, não podem ser colocados também como adversários. Nem também como um modelo suficiente para cobrir a complexidade da fotografia. Com o fim do fotosite, some também o aspecto da regularidade, da especialização e do horizonte temático voltado para a fotografia.

Resta agora saber se a proposta do Clix manterá o papel de acompanhar e nortear o ambiente da fotografia brasileira, como o fotosite fez por nove anos.

Boa sorte a iniciativa, e pena também, pois nunca é legal ver que o surgimento de algo tenha que corresponder ao fim de outra coisa.

Todo o conteúdo do fotosite foi mantido e pode ser consultado.

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18 de abr de 2009

Faça sua própria camera: 26 de abril é o dia mundial da fotografia pinhole


Pinhole: Sergio Zalewska.

O último domingo de abril está reservado para a fotografia pinhole. Aquela, que deixando de lado toda a parafernália tecnológica que orbita a fotografia, propõe uma abordagem dos fundamentos, do que existe de mais rudimentar na fotografia. Basta um recipiente vedado à luz e com um furinho de agulha e algum material sensível: papel fotográfico, filme negativo ou cromo. Pode ser lata, caixa de madeira, de fósforos, enfim. Há vários esquemas disponíveis na internet que ensinam a fazer uma camera pinhole.



O pinhole day, ou dia da fotografia pinhole, propõe que qualquer um, de qualquer parte do mundo, faça uma fotografia pinhole no último domingo de abril, escaneie-a e envie para o site que organiza o evento. A partir dai, fará parte da galeria on-line anual de celebração do dia mundial da fotografia pinhole.

O último Dia Mundial da Fotografia Pinhole foi celebrado ao redor do mundo em 27 de abril de 2008. Vale visitar a galeria para conferir as fotografias pinhole feitas naquele dia por participantes de todo o mundo.

Agende: Dia da fotografia pinhole, 26 de abril de 2009.

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Não tente fazer isso em casa: Fotógrafo desafia morte para captar quedas.


Foto: Kerry Skarbakka

Um fotógrafo americano desafia a morte ao ao protagonizar situações de alto risco.

Kerry Skarbakka, de 38 anos, reúne uma coleção de fotos que incluem o salto de uma ponte, a queda do alto de um prédio em plena área urbana, um mergulho do alto de uma escada e até um escorregão acrobático dentro de uma banheira em que ele aparece nu, de perfil.

O fotógrafo revela que o truque para salvar a vida a cada tombo é usar equipamentos de rapel. Ainda assim, ele garante que em muitas ocasiões não usa qualquer tipo de proteção, o que muitas vezes acaba em "costelas quebradas, hematomas, torções no tornozelo e muitas dores de cabeça".

"Tenho que repetir as fotos 10, às vezes 15 vezes para ter a imagem perfeita", contou Skarbakka à BBC Brasil.

O segredo: "Quando não consigo esconder as cordas, uso (o software) Photoshop", admitiu.

O fotógrafo afirma que conta com ajuda da namorada, que muitas vezes está por trás da câmera para capturar o melhor ângulo da queda.

Ele conta ter iniciado esta série de fotografias em 2002, inspirado no filósofo Martin Heidegger, que "descreveu a existência humana como um processo de constante queda."

Então tá!

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David Zimmerman Ganha o "Fotógrafo do Ano" do Sony World Photography Awards


Foto: David Zimmerman.

É do fotógrafo norte-americano David Zimmerman o prêmio de Fotógrafo do Ano 2009 do Sony World Photography Awards. Já demos algumas notas aqui no AutoFoco.

Zimmerman, que concorreu na categoria de Paisagem, apresentou um conjunto de fotografias subordinadas ao tema “Deserto”. As imagens foram captadas no sudoeste dos Estados Unidos e valeram ao fotógrafo um prémio no valor de 25 mil dólares (cerca de 19 mil euros), assim como material fotográfico profissional da marca Sony.

Citada pela BBC News, Mary Ellen Mark, júri do concurso, descreveu o trabalho como “uma visão única da beleza, poesia e poder que se conseguem na grandiosa fotografia de paisagens”.

“O meu registo destes admiráveis desertos dos estados do Arizona, Novo México, Califórnia e Nevada é um esforço para influenciar a preservação da natureza através da sensibilização, opinião e ação do público", declarou a BBC.

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3 de abr de 2009

Semi-compactas de alto calibre ...continuação


Alguns dias atrás escrevi sobre algumas câmeras compactas com recursos avançados que tinham sido lançados na PMA 2009.

Antes que me esqueça da impressão que tive, ao ver o vídeo demostração (cf. abaixo), vou adicionar a Sony HX-1 na lista.

Além de um zoom legal (20x), boa resolução (9.1 mp), esta câmera tem um recurso para imagens panorâmicas que é de uma simplicidade e eficiência surpreendentes.

O troço se chama "tecnologia Sweep panoramic" que, explicando de um modo simples, gera uma panorâmica onde o fotógrafo tem que apenas pressionar o botão e girar lentamente a câmara de forma a captar o cenário pretendido, como se tivesse gravando uma sequência panorâmica de um vídeo. Mas, o produto final é uma fotografia com um tamanho de 7152 x 1080 e em um ângulo de 224º na horizontal e 154 na vertical.

Fora isso, a camera traz ainda: 10 fotos por segundo; visor de 3 polegadas; iso de 80 até 3200; lente com abertura 2,8; e video com resolução de 1440X1080 a 30 quadros por segundo.

Nos EUA o preço está em torno de US$ 500,00, a partir desse mês, quando chegar as lojas.

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Ondas...


Foto: Clark Little.

Nós já falamos aqui no AF um pouco sobre o trabalho de um grande fotógrafo de surfe que segue na labuta há algum tempo. Ele é Sebastian Rojas, fotógrafo da Revistas Fluir e que, há mais de 15 anos, cobre eventos nos melhores picos do mundo.

Mas o trabalho desse ex-surfista havaiano vem dando o que falar. O lance aqui é fotografar as ondas de dentro delas. Segundo o próprio “fotógrafo – ex – surfista”, Clark Little, de 39 anos, a idéia surgiu depois que a mulher dele pediu uma imagem para decorar a casa.

Ainda de acordo com Clark, as ondas que ele encara variam de 45 centímetros a 4 metros e meio (!). Resultado: Há dois anos, ele vive só do dinheiro que ganha com a venda das fotos. As imagens são belíssimas (conferir a galeria que está no UOL), mas não sem esoforço. Para conseguir as imagens arrebatadoras, ele utiliza uma câmera capaz de obter até dez fotos por segundo.

Em entrevista a BBC - Brasil O fotógrafo conta que para obter as melhores imagens, muitas vezes, ele chegou a ser arremessado a até 10 m de distância de sua localização original. Confesso que deu saudade da época em que eu encarava o "swell"... 15-20 anos atrás e muitos quilos a menos!

Post enviado por João Guilherme Peixoto.

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2 de abr de 2009

Photo magazine vem com os 50 anos da ARFOC



A Photo Magazine, revista de fotografia editada em Camboriú-SC chega em breve nas bancas com um número dedicado aos 50 anos da ARFOC - Associação dos repórteres fotográficos. No mesmo número ainda traz outra retrospectiva: sobre os 25 anos das diretas já e as fotografias daquele período.

Completam ainda: matéria sobre o nú na fotografia; Walter Astrada, vencedor do PGB photo award; uma entrevista com Patrick Grosner, o cara das mais de mil coberturas de show; e o projeto de André Coelho registrando o cotidiano dos invasores de um prédio abandonado no Rio de Janeiro.

NOTA: A revista ainda disponibiliza, de graça, para leitura na tela, e em formato PDF, os números anteriores. Confira.

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Big Picture: a hora da terra.


Foto: Bob Yip/ REUTERS.

Em 28 de março, sábado último, mais de mil cidades em 80 diferentes países aderiram a "hora da terra" que consistia em desligar por uma hora as luzes de casas, escritórios, monumentos públicos e edifícios. A mobilização visa chamar a atenção para as mudanças climáticas e ameaças ligadas a emissão de gases na atmosfera.

O ensaio do Big Picture mostra 17 dos lugares que tiveram o apagão programado de um modo interessante. Foram captadas várias imagens do mesmo ponto de vista, porém, com intervalos regulares a partir do momendo em que acontecia o desligamento progressivo das luzes. Na galeria online esse antes e depois pode ser conferido e simulado através do escurecimento das fotos.

Uma solução criativa, que aproxima na internet a sensação e a experiência concebidas para a execução do evento.

(NOTA: É preciso ter o java-script acionado no computador onde se visualizará o ensaio)

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1 de abr de 2009

Convergência na fotografia: duas histórias, a mesma estratégia.

Que estamos vivendo uma era de convergência digital e que isso também atinge a fotografia, ninguém duvida. Já observamos, por exemplo, ver borrada a fronteira entre cameras fotográficas reflex e cameras que filmam, a partir de lançamentos da Nikon e Canon no ano passado.

A onda da convergência atinge também a esfera empresarial. Dois casos importantes se revelam nesse sentido e com estratégias bem semelhantes.

no primeiro caso, temos o reforço da parceria entre a Samsung e a Pentax, no caso, para o segmento das SLRs. O outro, é a fusão, através de controle acionário, da Mamiya, referência em médio formato, pela Phase one, fabricante de backs e sensores digitais.

A estratégia, em ambos os casos, é unir forças. Enquanto tradicionais empresas da área fotográfica se concentram na tecnologia das câmeras e na parte óptica, empresas de TI entram com o desenvolvimento de sensores, softwares embutidos nos equipamentos e tecnologia de imagem.

Temos ainda nessa onda da convergência a hibridização entre linguagens, de vídeo com foto. Mas, por enquanto, isso fica para (muitos) outros posts.

conferir as matérias no BJP (British joural of Photography)

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Helen Levitt, precusora da fotografia de rua, morre aos 95 anos.


FOTO: Helen Levitt. baby carriage.New York, c. 1940.

No último domingo, morreu uma das precussoras da fotografia de Rua, Helen Levitt. Nascida em Nova Iorque em 1913, Levitt começou a fotografar encontrando a poética das ruas na sua cidade. começando como fotógrafa comercial, deixou-se levar pela observação de famílias, vizinhos, multidôes e a própria transformação da metrópole.

Dando preferência ao uso de uma Leica, que notabilizou outro fotógrafo do cotidiano, no caso, Cartier-Bresson, Levitt nunca nego ua influência do mestre francês. Assim, adotava uma postura de descrição, de não invasividade. Desse modo, durante o correr do século XX, a fotógrafa construiu um valioso repertório que serve de referência a fotografia de cotidiano, além de, claro, fazer uma documentação sem precedentes do cotidiano de Nova Iorque.

Para rever Helen Levitt, vale conferir os livros:
A Way of Seeing, de 1965.
In The Street: Chalk Drawings And Messages,
New York City, 1938-1948, ambos de 1987.
Crostown, de 2001.
Helen Levitt. coletânea, de 2008.

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Mercado fotográfico: preços para bolsos nobres

Com dados da agência EFE.

Enquanto a crise financeira infesta todos os setores, o mercado de fotografia parece estar aquecido. É o que se deduz quando se observa o resultado dos preços obtidos no último leilão da Sotheby's, em Nova York. Uma fotografia (da esposa de Moholy-Nagy) , do húngaro László Moholy-Nagy (1895-1946) foi vendida por US$ 242.500.

Entre as peças leiloadas estavam seis lotes de fotografias do mexicano Manuel Álvarez (1902-2002) avaliados em US$ 77 mil e que foram vendidos por US$ 95 mil. Outra das obras principais do leilão foi a imagem do fotógrafo suíço Robert Frank "Nova Orleans (Tranvía)", vendida por US$ 122 mil, acima dos US$ 120 mil calculados.

Além disso, o leilão incluiu várias imagens do polêmico artista nova-iorquino Robert Mapplethorpe (1946-1989), cuja obra "Calla Lily" foi vendida por US$ 92.500.

A surpresa do dia ficou com a fotografia "Woman in Moroccan palace" ("Mulher em um palácio marroquino"), do americano Irving Penn (1918), que não teve lance algum, apesar de ser considerada uma das vedetes do leilão.

Um porta-voz da casa de leilões informou que os 187 lotes leiloados esta segunda-feira alcançaram um total de US$ 2,38 milhões.

É muito? É pouco? Tá inflacionado? Ou tem gente comprando em tempo de vacas magras como investimento?

Tempo, por favor.

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