24 de fev de 2010

Na Burn: I define it as a place.


Foto: Marco Simola.

I define it as a place.

Assim começa no site da burn a descrição do ensaio do fotógrafo italiano Marco Simola. Tema? Metrô. De acordo com o próprio fotógrafo, as imagens foram captadadas entre 2003 e 2005, quando trabahava em Milão e passava, diariamente, quase 1 hora e meia entre idas e vindas pela cidade. Segundo Simola:

In the metro many of the passengers seem to be bored, sad and afraid, looking at empty space in a sort of open eyes dream. I tried to catch the expressions, the movements, the thoughts of these persons. I’ve organized the presentation like a subway travel, from the entrance on the metro, the waiting of the train, the transportation, the stops, the arrival and the way out.

(Tradução livre: No metro muitos dos passageiros parecem estar entediados, tristes e com medo, olhando para o espaço vazio em uma espécie de sonho de olhos abertos. Eu tentei pegar as expressões, os movimentos, os pensamentos dessas pessoas. Eu organizei a apresentação como uma viagem de metrô, a partir da entrada do metro, a espera do comboio, o transporte, as paragens, a chegada e saída.)

Para acessar o ensaio, clique aqui. Pelas imagens, dá pra perceber que a coisa toda não é tão simples quanto parece...

Post enviado por João Guilherme Peixoto.

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20 de fev de 2010

Sessão de domingo: Making of do Calendário Pirelli 2010.

O calendário Pirelli sai todo ano e já tem um histórico próprio que o posiciona como um clássico esperado ano a ano por onde passam as beldades do mundo fashion.

Todo mundo sabe que as fotos do calendário 2010 foram feitas por Terry Richardson, em Trancoso na Bahia em junho de 2009 e contou com a presença das modelos: Miranda Kerr, Catherine McNeil, Abbey Lee Kershaw, Eniko Mihalik, Marloes Horst, Lily Cole, Daisy Lowe, Rosie Huntington-Whiteley, Georgina Stojiljkovic, Gracie Carvalho e Ana Beatriz Barros.

O que todo mundo não sabe, é como foram as sessões. No vídeo abaixo dá pra ter uma idéia. Evidentemente, deve ter sido editado com muito cuidado.



Antes de ver o vídeo do making of achava o Terry Richardson meio picareta, um cafetão da fotografia. Depois de ver fiquei com certeza.

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Para ver o WPP 2010 em alta resolução


Foto: Stefano de Luiggi.

Se você ainda não viu, veja as fotos premiadas do WPP em resolução alta,ideal para tela cheia. Tá no site do Lens Culture. Se tiver tempo, passeie pelo resto do site. É bom.

conferir .

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O nosso carnaval e o deles.


Foto: Alex Almeida/ Reuters. Crianças no Carnaval de Olinda, 13 de fevereiro de 2010.


Mais uma Bela copilação de carnavais. Temos os do Brasil e vários outros, América Latina, Caribe, Europa...

Tudo no Big Picture.

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18 de fev de 2010

Confira Restrepo: documentário feito por fotojornalista com pedigree.

Para por na agenda: Restrepo. A guerra vista de perto.

Tim Hetherington, vencedor do WPP de 2008, passou um ano no Afeganistão, com o jornalista Sebastian Junger, filmando para a ABC News e "Vanity Fair" o cotidiano de um pelotão no vale do Korengal.

"Restrepo" é um documentário com pedigree. Junger escreveu o "best-seller" "The Perfect Storm", que deu origem ao filme "Tempestade Perfeita", Hetherington ganhou o prémio máximo da World Press Photo pelo retrato de um soldado exausto exatamente no mesmo vale afegão.

O título do documentário, "Restrepo", é o nome do posto avançado improvisado em que 15 homens se entrincheiravam, cujo nome foi dado em honra de um paramédico morto no local. O documentário não tem legendas, narração ou brincadeiras gráficas. É cru como a guerra.

O filme ganhou o Grande Prémio do Júri de Sundance na categoria de documentário. Impossível não lebrar do filme de Christian Frei sobre James Nachtwey, war photographer, de 2001. Mas as semelhanças acabam por aqui. Lá era um filme sobre um fotógrafo de guerra. Aqui é um filme sobre a guerra, feito por um fotógrafo e um jornalista.

Conferir trailer abaixo, ou via Youtube, em HD.

Conferir site do documentário.


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Conheça Zoriah e seu workshop dos infernos. Tire suas próprias conclusões.


Aprenda a cobrir tragédias in-loco e faça a conta do Zoriah Miller engordar.

O terremoto do Haiti começa a sair da agenda pública internacional na direta proporção em que outros assuntos ocupam o horizonte da mídia, e claro, o fotojornalismo. Mas vale à pena voltarmos a atenção para este caso.

No centro de toda celeuma sobre a ética dos fotojornalistas cobrindo o Haiti, temos um caso/ um cara que cristaliza o que podemos chamar de vampirismo da situação: Zoriah Miller.

A idéia: oferecer workshops sobre cobertura de tragédias in-loco. No caso, o Haiti. Precinho de cada aluno 4.000,00 dólares por 7 dias de curso. Sem contar, óbvio, com despesas aéreas, hospedagem, comida e suprimentos. No blog do próprio Zoriah, ele justifica:

"donating half of the money to charity and using the other half to cover my expenses and fund future projects is no more exploiting the situation and the Haitian people than the staff and assignment photographers who get paid thousands by major publications for their work".

("doar metade do dinheiro para a caridade e usar a outra metade para cobrir minhas despesas e financiar futuros projetos não é explorar a situação e o povo haitiano mais que as equipes e fotógrafos pautados que são pagos por grandes meios pelo seu trabalho" - tradução livre).

Como assim não é anti-ético? Doar metade da grana para fundos de ajuda às vítimas e ficar com a outra metade para financiar os próprios projetos? Oi, né? Justificar isso como não sendo mais ou menos grave do que os fotógrafos que vendem as imagens para publicações ao redor do mundo é, no mínimo, uma leitura equivocada da realidade, um óbvio nivelamento por baixo. A falta de noção não é só um problema brasileiro...

Perguntinhas adicionais que faria ao Zoriah:

Que outros projetos são esses que ele diz serão financiados pelas inscrições dos alunos? Que/ quem controla, efetivamente as doações, aplicação da grana? No próprio blog, o fotógrafo diz que os 50% do dinheiro serão aplicados por seus "amigos" no hospital San Joseph, em Porto Príncipe. Ah... tá! No caso das fotos do workshop serem vendidas/ negociadas, o dinheiro vai pra quem? Por fim, se algo imprevisto e desagradável, porém possivel de acontecer em situações como a do Haiti, ocorrer com um dos alunos, que responsabilidade Zoriah está disposto a assumir?

Nada disto é colocado de modo claro na porposta do workshop.

O que está havendo? O mercado encolhe? Ou temos, nitidamente, uma possibilidade de novos nichos de pedagogia aplicada ao fotojornalismo sendo deflagrados? E eu que pensava já ter visto de tudo em termos de manobras anti-éticas no fotojornalismo...

Picaretagem pura. Lamentável.

Mais dados sobre o "workshop" no Raw File.

Dica da notícia enviada pelo Guido Cavalcante.

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Compacta superzoom


zoom cavalar que cabe no bolso.

Fotografia digital é conveniente e facilita muito as coisas. Embora que, na história da fotografia, facilidade e conveniência não tenham, necessariamente, gerado obras de relevância.

As compactas digitais até agora sempre tinham a limitação de um zoom restrito.
Pois bem, a Sony lançou uma compacta, a Cyber-shot H55. Uma compacta que tem a conveniência do pequeno tamanho e um zoom respeitável: 1oX.

Mantém a conveniência e facilita. Melhora as fotos? Aí depende da pecinha que fica atrás da camera...

Outros detalhes? 14mega pixel, iso máximo de 3200. Detalhe: a abertura é f. 8.0 no zoom máximo (sofrível).

Não se pode ter tudo ao mesmo tempo, ou, se preferir, no mesmo pacote. Mais detalhes, no DPreview.

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Dicas para cartões de memória

Ter circulado na lista da fototech e é bem útil para quem se preocupa com a integridade dos arquivos digitais, isto é, as fotos que tiramos. Dicas para manter e gerenciar de modo mais adequado os cartões de memória.

cf. > http://www.macworld.com/article/146486/2010/02/sdcardtips.html?lsrc=rss_main

Didático e desmistificador. Só em inglês...

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17 de fev de 2010

Rogério Reis, no Lens.


Foto: Rogério Reis.


Por falar carnaval...

O Lens, o afamado blog de fotografia do NY Times, traz para a web, de modo bem apresentado, bem contextualizado e bem editado o trabalho de Rogério Reis feito no carnaval carioca desde os fins da década de 1980. O mesmo trabalho foi editado em livro, em 2001, pela editora Aeroplano, e está atualmente na galeria Zoom, em Paraty.

"Na Lona" é o estúdio diabólico, segundo o próprio Reis, onde o excesso do carnaval e o que ele quer ver se encontram.

Reconhecimento mais que merecido. Tem o mérito de manter a integridade do trabalho, delimitando o contexto de como foi produzido.

Mais sobre Rogério Reis.

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100 anos da inundação de Paris. Site maravilhoso!



Vale a pena conferir o site/ galeria virtual sobre os 100 anos da inundação de Paris. As imagens são de um valor documental inegável. Para além disso, vale explorar o uso criativo do scroll no mouse. Dica: experimente ampliar a imagem.

Avança na forma de se elaborar e mostrar foto na web. Pra guardar nos favoritos, por no twitter e repassar.

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Haiti reempacotado pela Magnum



A Magnum, para escapar da crise que atinge as agências de imagem, lança mão do seu valioso arquivo, reempacotando material, lançando novos produtos e serviços. Nessa pegada, às vezes, mais parece produtora de vídeos.

Agora, foi ao baú revisitar o que tinha sobre o Haiti, antes do terremoto de grau 7.0 na escala Richter sacudir /destruir o país.

É mais um dos audiovisuais feitos pela agência. Esse tá muito ruim. Tipifica, generaliza e olha o país como exótico. Consegue dispersar e diluir o trabalho de feras como Alex Webb, Abbas, Eve Arnold, Bruce Gilden, Paolo Pellegrin, entre outros.

Chamar de "ensaio" é um atentado a idéia que o termo propõe. Não passa de uma copilação. Isso sem falar no senso de "oportunidade" de lançar um material assim em face à conjuntura específica do momento.

cf. > http://inmotion.magnumphotos.com/essay/haiti

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Sydney Now: Novo Fotojornalismo Australiano.

Documentário bacana produzido em 2007 sobre a nova cena australiana de fotografia/fotojornalismo. Bem interessante, vale a pena dar uma conferida.

Dividido em 03 partes.

Dividimos os links aqui no blog na seqüência: 01, 02 e 03.



Post enviado por João Guilherme Peixoto.

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Sempre Jardim Edite


Foto: Noah Addis.

A desigualdade assunta, até mesmo quem já a observa de perto cotidianamente.

Belíssimo ensaio do fotógrafo Noah Addis na Burn sobre a “desocupação” da favela Jardim Elite, em São Paulo. Lar de mais de 550 famílias, o lugar foi demolido para dar espaço ao que os governantes da terra da garoa apelidaram de “revitalização urbanística”, algo como: esconda-a-sujeira-debaixo-do-tapete-e-cuidado-para-não-sujar-os-sapatos-na-hora-da-saída.

Segundo o texto que acompanha o ensaio,

“In September of 2008, a court order sealed the fate of this tight-knit community when a state tribunal judge said the project could go forward and the occupants should be evicted”.

Quer dizer: o que pesa mais na balança social? É o (des) envolvimento seguindo em frente... Para acessar, clique aqui.

Post enviado por João Guilherme Peixoto.

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15 de fev de 2010

Para a 2a. feira de carnaval.


Foto: Alessandro Bianchi/Reuters.


O mundo dança. no Big Picture. Sensacional!

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14 de fev de 2010

O filme como uma tela em branco. Um texto antigo. Completamente atual.

Essa é para o domingo.

Reorganizando minha caixa de velhas revistas me deparei com esse texto de 1995. 15 anos atrás. O texto fazia parte de uma propaganda da nikon. Vale a pena (re)ler. Para ver como algumas questões permanecem atuais, além, claro, de ser um bela redação sobre o ofício. É só trocar filme por cartão de memória... O resto, parece que foi escrito ontem.

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O filme é uma tela em branco,
uma janela,
um grito esperando por ser ouvido,
uma emoção,
uma opinião,
uma história esperando para ser contada.

Isso é a verdade.

Começa com o filme. A mágica acontece.
Você abre o tubinho, o filme cai na palma da sua mão.

Neste ponto, tudo está na estaca zero.
Você e todos os outros fotógrafos são iguais.

Mas então, as coisas divergem.
A competição começa.
E isso se dá a partir da seguinte questão:
Agora, que você tem o filme, o que você vai fazer com ele?

Um dia, o mundo irá de oferecer uma imagem.
Um sorriso,
um peixe,
um horror,
um buque de plumas,

que ninguém viu ainda desta maneira antes, e que acontece apenas durante uma fração de um piscar de olhos.
E você estará lá.
E se for vigilante, atento, você verá.

E se você tiver o olho certo,
a camera certa,
a lente certa,
você terá a foto.

Não há segunda chances.

Se estiver superexposto,
você dançou.

Se estiver subexposto,
você dançou.

Se estiver fora de foco,
você dançou.

Essa é a regra do jogo da profissão que você escolheu.

Depois, você vê as imagens.
É essa a foto? É isso?
E então, caro colega, aqui está:

Uma garotinha amendrontada no meio de uma rua suja de uma cidade sitiada;
ou um velho homem está contando histórias com seus olhos;
ou uma árvore de natal tirada dos dejetos está sendo arrastada no ombro desse velho contra um vento frio de inverno.

Você fez a foto que é a foto.

Que conta uma história ou revela uma verdade,
E você pensa consigo:
Eu fiz isso?

Da luz, das lentes, do suor e do filme.

Eu fiz isso.

O fime é uma tela em branco. Começe a pintar.

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A difícil tarefa de mostrar a guerra

Texto enviado pelo nosso colega Guido Cavancante.

Em dia pós-prêmio do WPP ilustra muito bem como se ativam os princípios da agenda midiática e do framming, ou seja, como o fato será coberto e, obviamente, fotografado. Bom para pensar. Já fica, de quebra, a segunda dica de premiação para o WPP 2011. A mega-ofensiva no Afeganistão.

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Uma vasta ofensiva está para ser desencadeada em alguns dias mais por milhares de marines, tropas da OTAN e soldados afegãos, para um ataque decisivo contra a cidade de Marjah, na província de Helmand, uma bem defendida posição dos talibãs. Esta está sendo considerada pelos estrategistas como uma ofensiva decisiva na longa guerra do Afeganistão, que já dura oito anos. É nesse contexto de guerra, que surge uma questão para os fotógrafos que estão cobrindo as operações. A maioria das imagens que temos visto da guerra do Afeganistão, são produzidas por fotógrafos “incorporados” às unidades em operação. É o que de uma maneira geral se denomina “embedded journalism”, um termo que tem uma conotação depreciativa, desde quando foi utilizado pela primeira vez em 2003, durante a invasão do Iraque. Esse termo explicita a forma de contrato para obter permissão para acompanhar de perto as operações das tropas na frente de combate. Tal coisa aconteceu depois dos protestos da mídia, impedida na época de cobrir integralmente a 1ª Guerra do Golfo. Posteriormente, na 2ª Guerra, que terminou com a captura de Saddam Hussein, foi estabelecido essa espécie de “contrato”, quando centenas de fotógrafos foram integrados às unidades americanas na frente de combate.

Essa forma de “convivência” entre a imprensa e os militares é tida como uma relação degradada, pois a primeira vítima seria a própria independência do jornalista ou do fotógrafo trabalhando “incorporado” em uma unidade militar. Isso é fácil de entender: para os militares, a primeira tarefa é, simplesmente, ganhar a guerra. Como vencer a guerra da informação é parte integral desse esforço, não é difícil imaginar que a informação e a própria “verdade” venham truncadas, para não beneficiar o inimigo com uma eventual revelação ou informação que ele possa utilizar.

É claro que esse sistema, ainda que os jornalistas e fotógrafos “incorporados” nas tropas continuem a trabalhar com coragem e dedicação, sempre vai permitir algum tipo de censura ou vai limitar a atividade: os regulamentos para incorporação determinam, inclusive, que um fotógrafo só pode vender ou publicar a imagem de um soldado morto ou ferido, depois da permissão dada pelo ferido ou, no caso de morte, somente depois que o exército notificar a família do morto.

O maior problema que o jornalismo “incorporado” sofre é uma perde de perspectiva crítica sobre o que significa realmente uma guerra. Foi o valor dessa mesma perspectiva crítica que permitiu uma cobertura independente e tão decisiva, como foi a cobertura da Guerra do Vietnam, quando jornalistas e fotógrafos entravam livremente nas zonas de combate. Hoje em dia não é mais possível entrar livremente nas zonas dominadas pelo Taliban – uma das consequências da “guerra ao terror”- pois você simplesmente seria morto ou, com muita sorte, na melhor das hipóteses, teria que pagar um bom resgate para salvar a vida. As imagens de combate hoje em dia se ressentem de engajamento crítico na realidade, pois vemos soldados em combate, mas nunca vemos as consequências da guerra sobre a população. São imagens que sentimos como produtos de uma fórmula ou seja, as imagens são parte integral do esforço de guerra. A crítica ao jornalismo incorporado surge então da seguinte forma: têm as imagens produzidas atualmente nas guerras do Iraque e Afeganistão, a incrível proeminência que possuíram as imagens obtidas pelos fotógrafos no Vietnam? Você consegue lembrar de alguma imagem do Iraque ou Afeganistão que tenha produzido o impacto semelhante àquela foto da menina vietnamesa correndo com o corpo queimado por napalm e que comoveu o mundo? Com certeza que não! O que acontece é que muitas imagens são produzidas atualmente, mas nelas nós vemos cada vez menos a grotesca realidade da guerra.


Um exemplo de independência foi o extraordinário trabalho de Peter Turnley na 1ª Guerra do Golfo, quando ele chegou sozinho naquela que ficou conhecida como “a milha da morte” ou a “rodovia da morte”, o trecho da estrada ligando o Kwait ao Iraque, onde o exército de Saddam Hussein estava em retirada depois da derrota diante dos aliados no Kwait. As imagens de Turnley são a verdadeira face daquela guerra que, para a maioria de nós, ficou conhecida apenas como uma guerra de “videogame”. Turnley mostrou a verdadeira face da guerra, que víamos apenas como distantes colunas de fumaça no deserto ou os relâmpagos noturnos nas telas esverdeadas da TV.


http://digitaljournalist.org/issue0212/pt_intro.html


Post enviado por: Guido Cavalcante.

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13 de fev de 2010

20 anos de Photoshop



10 de fevereiro de 1990 é a data de lançamento do photoshop 1.0.

Em 20 anos, certamente, foi o software que mais sintetizou a forma cultural que a fotografia assumiu a partir do momento em que dialoga com a tecnologia digital.

Exagerando um pouco, mudou não só a fotografia, mas a percepção que podemos ter do mundo através da mediação das imagens.

Cult: Para descontrair acompanhe o Blog Photoshop Disasters.
Para rir: veja as meladas mais ridiculas do Photosho em 2009 no BuzzFeed.



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12 de fev de 2010

WPP vai para o Italiano Pietro Maturo, como imagem do começo dos protestos no Irã


FotoÇ Pietro Maturo.

O 53 prêmio do WPP selecionou como imagem do Ano de 2009 uma foto do Italiano Pietro Maturo. A imagem mostra uma mulher em um telhado de Tehran, capital do Urã, protestando.

É uma imagem que faz parte de uma reportagem que antecederam a sequencia de eventos de protestos contra o resutlado das eleições presidenciais no Irã, quando pessoas começaram a gritar e reclamar nos telhados das casas. A repostagem como um todo ganhou na categoria Gente e Notícias.

Segundo o que está na página de resultados do WPP, o presidente Juri justifica o resultado como "uma imagem que mostra o começo de algo, o começo de uma longa história. E adiciona mais perspectiva as notícias. É tocante tanto emocionalmente como visualmente".

No site do WPP ainda tem uma galeria multimídia com entrevistas com membros do Juri e a reação do fotógrafo ao ser comunicado do prêmio.

o Brasil marca presença nesse WPP, com a foto de Daniel Kfouri, ganhando o terceiro prêmio na categoria esportes.

A galeria das fotos premiadas po categoria pode ser conferida aqui.

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10 de fev de 2010

O lado B da cobertura do Haiti.


Foto: AP Photo/Rodrigo Abd.

Dois textos que iluminam a cobertura fotográfica no Haiti. Para além dos clichês do Fotojornalismo.

Clique aqui para ler Showcase: This Isn’t Show Business, de Daniel Morel. Tá no Lens. Daniel é fotógrafo haitiano e estava in loco no momento do terremoto, fazendo as primeiras imagens. O cara está irado com o enfoque da imprensa, ONU, governo (?) haitiano, que, segundo ele, não estariam vendo a situação a partir de "dentro".

Outro texto, menos irritado, mas não menos corrosivo é o "Is to Ethical to Charge People to Photograph Haiti's Earthquake Aftermath?" de Victoria Fine, editora do huffingtonpost.com, denunciando a luta por grana para se obter as imagens.

A dica foi do Guido, leitor assíduo do AutoFoco. Valeu!

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Jornal da foto. 2 novas edições para download.



O pessoal de Natal, Rio Grande do Norte continua na Ativa, pondo nas bancas o Jornal da fotografia.

clique para conferir em pdf - de graça - os números 7 e 8.

Por aqui, continuamos a dar a força de sempre.


Post enviado por João Guilherme Peixoto.
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Obama coloca Freios no Flickr da Casa Branca




A casa Branca põe mais uma barreira nas redes sociais e seriços de imagem. “restringiu a utilização por terceiros das fotografias publicadas em seu perfil do Flickr”, segundo a Folha Online. Segundo a descrição da conta da Casa Branca, as imagens estão disponíveis para organizações de notícias e/ou para uso pessoal dos sujeitos fotografados.

A explicação talvez esteja na parte em que o texto afirma que as fotografias "não poderão ser usadas em materiais, anúncios, produtos ou promoções que de alguma maneira sugiram apoio do presidente ou da Casa Branca".

O que está pegando? os Exemplos: um banner contra uso de peles de animais da ONG Peta, no qual foi usada uma imagem da primeira-dama Michelle Obama. Outro: um outdoor produzido pela The Weatherproof Garmet Co., utilizando uma foto da agência Associated Press com o presidente Barack Obama em que ele parecia apoiar a empresa de casacos.

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Paolo Pellegrin no Haiti. Imagens recém postadas pela Magnum.


Foto: Paolo Pellegrin/Magnum.

Acabou de ser publicado no site da Magnum.

Por aqui, já tínhamos escrito que o Haiti é atualmente um cenário cheio de desgraças. E também de oportunidades. No caso, de emplacar visibilidade a um trabalho calcado (ou vampirizado??) nas custas do agendamento mais que massivo da mídia.

O Haiti está cheio dos "ninjas" do fotojornalismo. Por esse e por outros motivos. Pra bom entendedor...

Vejam o trabalho do Paolo Pelegrini lá. Está no site da Magnum.

Me incomoda a recorrência do Pelegrini a certas soluções estéticas a qual ele já recorreu em ensaios anteriores (contrastes demasiados, contra-luz, dramatização da realidade). Me incomoda também apelos ao horror explícito quando esse viés já está explorado por um largo espectro da mídia.

O fotojornalismo da Magnum não era pra ser diferente?

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Big Picture, colorful India.


Foto: AP Photo/Bikas Das.


Do big picture todos falam muito. A coisa é toda muito bem editada. Nesse caso, o mote é o aniversário da constituição da Índia. Ah.. tá!

Tarefa do dia: conferir esse mais belo showcase. Colorful of India.

Aproveitem.

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Haiti em 3 tempos.


Foto: REUTERS/Carlos Barria.

Ainda no big picture.

A sequência de eventos do Haiti. São três ensaios fortes. Mas essenciais para ver mais sobre o Haiti.

48 horas depois.

6 dias depois

3 semanas depois
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Pra guardar nos favoritos.

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O que o WPP vai premiar? >> Atualizado.

Calma! Não é teste de adivinhação nem jogo de apostas. É uma brincadeira que surgiu conversando com amigos fotógrafos. Tem lá seu cabimento.

Olhando a retrospectiva de prêmios do World Press Photo se observa que os temas dos prêmios vão, invariavelmente, para coberturas em cima do grande agendamento internacional da midia. O agendamento, ou agenda setting, pra quem não sabe, é a teoria desenvolvida por Max McCombs e Donald Shaw, lá nos anos 1970. Segundo os pesquisadores, a relevância do que ocorre no cotidiano é sincrônica à opinião pública. Em breves termos, o agendamento não explica o que você pensa, mas sim, sobre o que você pensa.

O fotojornalismo, claro, não está fora disso.

Pois bem, vamos olhar a agenda midiática de 2009 e fazer alguns prognósticos. Obviamente não iremos acertar tudo. Muito menos quem irá ganhar o WPP, mas sobre que assuntos os prêmios serão distribuídos, isso sim, de algum modo a gente acerta.

Mande seus prognósticos através dos comentários. A gente vai postando.

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Vamos lá, pra começar, lá vai minha lista:

1 - Posse de Obama (Primeiro presidente afro-descendente dos EUA. A cobertura foi hipermidiatizada, estava coalhada de fotógrafos-medalhões e muita expectativa)
2 - Guerras requentadas. Afeganistão, cenário do Iraque, atentados monstruosos, e por ai vai.
3 - A insurgência popular do Irã.
4 - Morte de Michael Jackson. Essa é barbada.
5 - Gripe suína. Mexeu com o noticiário no mundo todo.
6 - Algum problema ecológico que agora não me lembro de pronto, mas o WPP certamente, não esquecerá (aquecimento global, sim, mas qual variante do problema?).

Para 2011 o primeiro grande evento da agenda é o Haiti. Ou vocês não estão percebendo a grande quantidade de 'fotógrafos papa-prêmios' que estão por lá atualmente... Se o "fotojornalismo em crise" e precisa se reinventar, o WPP também.

Do cotidiano se fazem as notícias!

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Lista de João Guilherme Peixoto, co-autor deste blog.

1) Posse Barack Obama -- evento mais que midiatico. Aproveitaram a deixa do cara ser antenado as novidades tecnologicas e soltaram a mão. Muitas imagens espetaculares, outras nem tanto... Mas é premio certo, isso eu aposto.
2) Crise Mundial -- Também evento de proporções globais, a cara do wwp. Premio certo, mas fugindo da cobertura trivial da mídia.
3) 20 anos queda muro de Berlin
4) Irã (reeleição Ahmadinejad)
5) Morte Michael Jackson -- Esse ai ainda vai dar o que falar por muito tempo...
6) Queda do Air France
7) Gripe Suina .

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Atualização em 10 de fevereiro de 2010.

Eduardo Queiroga, nosso colega e também fotógrafo, manda suas apostas:

1- Grande prêmio para situações mais catastróficas, sejam naturais ou bélicas.
2 Guerras requentadas, como a do Afeganistão.
3 - Obama e Michael Jackson vão aparecer nas categorias mais específicas.

Tá anotado. Depois de amanhã a gente confere. Mande suas apostas, ainda dá tempo!

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9 de fev de 2010

Não deu pra Gamma: O grupo francês Eyedea decretou falência da agência.

Era morte anunciada. Já tínhamos levantado a bola em mais uma "morte do fotojornalismo" alguns meses atrás. Mas, desde o dia 2 de fevereiro, a Gamma foi pra caçapa.

Modelo de negócios anacrônico, tentativas de requentar material, falta de adaptabilidade a lógica das redes. Tudo isso pode ser dito. Mas o certo é que com o fechamento/ falência da Agência Gamma mais um sinal de mudança dos tempos está sendo dado. Ao invés da distribuição, a circulação. ao invés da midia massiva, a conexão generalizada. Ao invés da concentração, a multipolaridade de gente fazendo foto e vendo foto.

As informações a seguir são do Portal Imprensa.

"O grupo francês Eyedea decretou falência e anunciou o fim da agência de fotojornalismo Gamma, além de outras sete agências e bancos de imagens.

Com o encerramento do grupo - ocorrido pela diminuição de solicitações dos órgãos de comunicação e pelo não pagamento de conteúdos por parte dos jornais - 56 profissionais foram demitidos.

Na Inglaterra, a agência de fotojornalismo Kent News and Pictures também anunciou seu fechamento, deixando oito fotógrafos, dois repórteres e um freelance sem emprego. Segundo o Sindicato dos Jornalistas de Portugal, o fundador da agência, Chris Eades, também está desempregado."


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8 de fev de 2010

1500 gallery inaugura 4a. feira.




Já tínhamos escrito aqui, alguns meses atrás. Agora é pra valer. Nesta Quarta-feira, em Nova Iorque, terá início as operações da 1500 Gallery, localizada no bairro West Clesea, tradicuional reduto cultural-boêmio de Nova Iorque.
O diferencial é que a 1500 é especializada em fotografia brasileira e, segundo os organizadores, é a primeira no mundo com esse foco específico.

Na abertura, a galeria expõe um time de 17 fotógrafos que exploram o Brasil em forma de imagens de modo tanto conceitual como temático. São eles: Rémy Amezcua, Júlio Bittencourt, Bruno Cals, João Castilho, Marc Dumas, Antonio Augusto Fontes, Bina Fonyat (1945-1985), Eduardo Fraipont, Coletivo Garapa, Christian Gaul, Hiroshe Kitamura, Marc Van Lengen, Murilo Meilelles, Gustavo Pellizzon, Eduardo Queiroga, Vicent Rosenblatt e Jean Stolze.

Para ir mais a fundo, visite o site da galeria: www.1500gallery.com

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4 de fev de 2010

Peter Tunley faz workshop no carnaval do Rio.


Foto: Peter Tunley.

Esquemão. Vá para o Rio de Janeiro, passe o carnaval, faça um workshop fotográfico com um craque do fotojornalismo. Para desavisados, conferir uma amostra do trabalho de Tunley aqui.

O workshop é um misto de tour pelo rio, acompanhando o ambiente e atmosfera do carnaval. No site que informa sobre o workshop tem um monte de informação. O preço que está lá é para quem vem do exterior para fazer o workshop, e inclui passagem, hotel, translados, alimentação, etc. Para quem é do Brasil vale contactar e ver se tem como conseguir um precinho mais em conta...

Mais detalhes em: http://www.peterturnley.com/workshops/rcws.html

Ou sondando diretamente a agência de viagens baseada na Flórida que organiza o pacote.

Stockler Expeditions
10266 NW 4th Court
Plantation, FL 33324
954 472 7163
800 591 2955
E-Mail: stocklers@usa.net


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3 de fev de 2010

Paraty em foco define tema para edição de 2010.

Em reunião de pré-produção, ocorrida em 21 de janeiro, o Conselho Curador do Paraty em Foco 2010 definiu o tema da 6ª edição do festival, que acontece de 14 a 19 de setembro: “Inventários da Terra”.

mais detalhes, aqui.

Fonte: blog do Paraty em Foco.

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Dica do Guido.

Essa dica é ótima!

Veio do nosso leitor o Guido Cavalcante. É uma frase do Bruce Barnbaum:

traditional photographers look and then they shoot; digital photographers shoot and then they look (at the LCD screen on the back of the camera, of course).

O texto completo está aqui.

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Dell compra acervo de fotos da MAGNUM


Foto: Susan Meiselas/Magnum.

Que a célebre Agência Magnum vinha nos últimos anos se contorcendo em criatividade para se manter viva não é novidade para ninguém da área de fotografia. Foram livros, brindes, cópias assinadas, e o magnum in motion, o site de audiovisuais formatados a partir do acervo histórico da agência.

Justamente por falar em acervo, ele acaba de passar de mãos. O Bilionário da Informática, Michael Dell, através da sua companhida de investimentos, a MSD Capital, adquiriu cerca de 185.000 imagens impressas da agência. As imagens são vintage, ou seja, são impressões feitas à epoca em que foram circuladas. Apesar do preço não ter sido oficialmente divulgado, fala-se de 100 milhoões de dólares, o que, de imediato, coloca esssa transação como a mais alta do mercado de fotografia até então feita. Se isso for verdade, cada foto, uma pela outra, saiu a 540,00 dólares. Os negativos continuam de posse da agência.

o acervo foi por sua vez cedido para estudo e exposição ao Harry Ransom Center, na Universidade do Texas, em Austin. Não à toa, um centro ligado a pesquisas em jornalismo. É a primeira vez desde a fundação da Magnum, em 1947, que as mais de 180 mil cópias vintages que compõem o arquivo estarão disponíveis ao público e investigadores.

No acervo adquirido há o trabalho de 103 fotógrafos e imagens até mesmo anteriores a formação da Magnum. O material vai de 1930 até 1998.

Fundada por lendas da fotografia, como Robert Capa, Henri Cartier-Bresson, George Rodger, e David Seymour, entre outros, a Magnum tem uma memória iconográfica única. A venda foi decidida em 2006, numa altura em que a quebra de receitas se acentuava tanto nas agências fotográficas quanto na imprensa, a sua principal cliente. O negócio foi fechado em dezembro, e só agora divulgado.

A venda está sendo encarada como uma entrada de fôlego para a ajudar a agência a reinventar-se. A Magnum, através de nota do seu diretor, Mark Lubell, manifestou o desejo de redirecionar a agência para a Internet, tornando-a menos dependente de publicações, potenciando a sua capacidade para ser ela mesma fonte de informação. Projeto já em curso há alguns anos, quando iniciou-se a digitalização do seu imenso acervo.

Fontes: Público/Portugal / olhavê / image & visions / The new york times.

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