10 de fev. de 2010

Paolo Pellegrin no Haiti. Imagens recém postadas pela Magnum.


Foto: Paolo Pellegrin/Magnum.

Acabou de ser publicado no site da Magnum.

Por aqui, já tínhamos escrito que o Haiti é atualmente um cenário cheio de desgraças. E também de oportunidades. No caso, de emplacar visibilidade a um trabalho calcado (ou vampirizado??) nas custas do agendamento mais que massivo da mídia.

O Haiti está cheio dos "ninjas" do fotojornalismo. Por esse e por outros motivos. Pra bom entendedor...

Vejam o trabalho do Paolo Pelegrini lá. Está no site da Magnum.

Me incomoda a recorrência do Pelegrini a certas soluções estéticas a qual ele já recorreu em ensaios anteriores (contrastes demasiados, contra-luz, dramatização da realidade). Me incomoda também apelos ao horror explícito quando esse viés já está explorado por um largo espectro da mídia.

O fotojornalismo da Magnum não era pra ser diferente?

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9 de fev. de 2010

Não deu pra Gamma: O grupo francês Eyedea decretou falência da agência.

Era morte anunciada. Já tínhamos levantado a bola em mais uma "morte do fotojornalismo" alguns meses atrás. Mas, desde o dia 2 de fevereiro, a Gamma foi pra caçapa.

Modelo de negócios anacrônico, tentativas de requentar material, falta de adaptabilidade a lógica das redes. Tudo isso pode ser dito. Mas o certo é que com o fechamento/ falência da Agência Gamma mais um sinal de mudança dos tempos está sendo dado. Ao invés da distribuição, a circulação. ao invés da midia massiva, a conexão generalizada. Ao invés da concentração, a multipolaridade de gente fazendo foto e vendo foto.

As informações a seguir são do Portal Imprensa.

"O grupo francês Eyedea decretou falência e anunciou o fim da agência de fotojornalismo Gamma, além de outras sete agências e bancos de imagens.

Com o encerramento do grupo - ocorrido pela diminuição de solicitações dos órgãos de comunicação e pelo não pagamento de conteúdos por parte dos jornais - 56 profissionais foram demitidos.

Na Inglaterra, a agência de fotojornalismo Kent News and Pictures também anunciou seu fechamento, deixando oito fotógrafos, dois repórteres e um freelance sem emprego. Segundo o Sindicato dos Jornalistas de Portugal, o fundador da agência, Chris Eades, também está desempregado."


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24 de jan. de 2010

Unilateralidade e dependência informativa. As agências de imagem e o Haiti

Uma das leis mais sólidas da relação entre jornais e agências de notícias/ imagens é que quanto mais dependente um veículo está dessas fontes, mais unilateral é a cobertura e, consequentemente, a construção da realidade.

Da teoria à prática. 4 exemplos. Terremoto no Haiti e o agendamento internacional do fato.







Acima: Temos capas de veículos do Brasil, Inglaterra e Canadá. Todos redundando a mesma foto.
Falta de imaginação? Acomodação? Não é tão simples assim. O jornalismo opera acionando alguns códigos no seu regime de construção. Lançar mão de fotos que sejam síntese de um fato é um desses recursos.

Os 4 exemplos acima são um exemplo disto e também uma possibilidade de entender o fotojornalismo sob as luzes da prática jornalística, além das possibilidades estéticas envolvidas na fotografia.

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15 de jan. de 2010

Primeiro Post de 2010 - Terremoto no Haiti e imagens falsas da tragédia.

Ainda estou de férias, mas aos poucos voltando à postar...

Estava em casa, fim da tarde desta 5a. feira, quando o Telefone toca, do outro lado da linha é o jornalista Valmar Filho, do Jornal A Tarde, de Salvador/BA.

Ele queria saber minha opinião como pesquisador sobre o que tinha ocorrido.

O que tinha ocorrido?

Vamos, lá: em meio a hiper-tragédia do Haiti (que se soma às tragédias políticas, humanitárias e sociais que o mesmo país tem passado), circularam fotos de outros terremotos. A confusão, segundo o jornalista da Tarde, é que as imagens foram repassadas por agências como oriundas de celulares de pessoas que fotografaram os acontecimentos no Haiti in loco.

Em meio à avalanche de imagens, haviam fotos dos terremotos da China que foram "plantadas". Alguns órgãos de imprensa caíram na mega-pegadinha. A Tarde, inclusive. Segue abaixo reprodução da primeira página, que ilustra os escombros resultantes dos tremores do Haiti com uma foto que, na verdade, é do terremoto da China, de 2 anos atrás.


Primeira página do jornal A Tarde de Salvador. 14.01.2010.
Foto do terremoto da China, de 2008, como sendo do Haiti, de 2010.


Minha modesta opinião: Esse tipo de problema se dá dentro de um quadro complexo. Primeiro, todos tem, atualmente, uma câmera no bolso, acoplada a um celular, que também é um dispositivo de internet. Monta-se assim, o circuito: imagens digitais circulam em espaços cada vez mais amplos, com mais rapidez e facilidade.

Segundo: a cultura das redações sempre foi impulsionada de modo à ver na velocidade com que se publica um fato, um valor-notícia. Reduzir ao máximo o ciclo de publicação, sincronizando aos acontecimentos é a própria razão competitiva do jornalismo. Ao se somar essa característica da imprensa à uma rede de dados hiper capilarizada e instantânea, temos outro ingrediente: ser rápido é, por vezes, tão importante quanto ser preciso.

Terceiro: o terremoto acontece em um mês geralmente fraquíssimo de notícias: Janeiro. Isso aumenta a relevância do fato e atenua ainda mais os cuidados necessários à pratica jornalística. Em outras palavras: checar informação em mais de uma fonte, fotográfica, inclusive, é procedimento cada vez mais recomendado em tempos de redes digitais, mobilidade, tempo real, onipresença.

Quarto: Fatos que ocorrem em locais distanciados colocam órgãos de imprensa em uma posição de dependência unilateral das agências de notícias e de imagens, como a Reuters, AFP, AP, etc. Fica muito difícil conferir a veracidade.

Montado o cenário, está explicado o que ocorreu. Solução? Ampliar ainda mais a formação e competências necessárias à formação de fotógrafos e jornalistas capazes de entender a extema complexidade da formação da cadeia de notícias atual.

NOTA: Este texto está sendo publicado apenas na 6a. feira, 15 de janeiro, respeitando o jornal A Tarde, que detectou previamente no dia 14.01 o ocorrido. Por isso acreditamos que, a prioridade do relato do engano, da respectiva correção, e publicação da errata cabe ao Jornal.

ATUALIZAÇÃO EM 16 de Janeiro. >> TEXTO DA TARDE:

Foto publicada na quinta-feira, (14/01), em incontáveis jornais e sites do Brasil e do mundo para ilustrar a matéria sobre o terremoto ocorrido na última terça no Haiti é falsa. A imagem, na verdade registra um sismo ocorrido em maio de 2008, na China. O material fotográfico foi distribuído pelas agências de notícias AFP e EFE e reproduzidas em meios de comunicação em diversos países. O autor da descoberta da fraude foi o jornalista Marcelo Rech, diretor da RBS – rede de comunicação gaúcha responsável pela edição do jornal Zero Hora, que publicou a fotografia na página 3 da edição de quinta. “Desconfiei da imagem e lembrei que tinha visto a mesma foto no Dailly Telegraph, em janeiro, numa matéria sobre o terremoto na China. Coloquei ‘Earthquake (terremoto) China’ no google imagens e estava lá”, disse. Rech conta que até quinta, à noite, diversos veículos, a exemplo dos respeitáveis Washington Post e Daily News, não haviam percebido o equívoco. Inúmeros jornais estamparam a foto na capa da edição de ontem, como o Diário do Comercio (SP), Hoje em Dia (MG), Diário de Natal (PB), A Tarde (BA), Ottawa Citizen (Canadá), El Mercurio (principal jornal do Chile). Outros publicaram a mesma foto com destaque em páginas internas, como Correio (BA) e Extra (RJ). A responsável pelo setor comercial da agência de notícias AFP, Magali Gonzalez, reconheceu que houve erro no envio da fotografia. Fonte: A Tarde.

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11 de ago. de 2009

NY Times levanta a bola da crise ou morte do fotojornalismo

Dentro da história do fotojornalismo o termo crise tem estado atrelado de modo constante nas últimas décadas. A competicão da televisão (anos 60 e 70), os bancos de imagem on-line (anos 80 e 90), e finalmente, a internet.

A matéria do Times repercutiu, saiu em listas e em blogs. O gancho é a bancarrota da agência Gamma, que recentemente abriu concordata. Na reportagem desta segunda-feira (10/08) os motivos adicionalmente alegados são: a concorrência dos fotógrafos profissionais com amadores na internet, além da recessão e cortes de despesas nos orçamentos de revistas e jornais. O tom, se não chega a ser alarmista, é sombrio.

Dias atrás, a própria notícia da crise da Gamma circulou no meio de fotógrafos e jornalistas. A agência está em concordata de seis meses, período quando a Eyedea Press -proprietária da agência- se reestruturar. No texto, a porta-voz da empresa justifica a crise no setor e faz um alerta: " O modelo de negócio não está funcionando hoje. Portanto, sem mudanças, não funcionará amanhã. O problema é que o Fotojornalismo acabou. Vamos parar de cobrir assuntos diários e partir para temas mais profundos", disse Olívia Riant.

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8 de ago. de 2009

Black Star e os garotos da cola: Tema ignorado ou pauta requentada?



A dica veio do colega Eduardo Queiroga.

O site a agência de fotojornalismo Black Star, estampa, na página destinada a ilustrar os acontecimentos e/ ou coberturas de atualidade, uma reportagem sobre os "Glue Kids", garotos da cola, numa tradução livre; cheira-cola, numa tradução corrente.

A reportagem foi feita em Recife, pelo fotó-repórter Tyrone Turner. A propósito, Recife está se tornando notória por representações visuais atreladas à problemáticas sociais. Neste ano, no prêmio de 2009 do WPP, uma foto de Eraldo Peres - veja no fim do post - mostrando um cadáver na favela do coque foi premiada na categoria "Daily Life" (vida cotidiana).

A questão que esse tipo de material fotojornalístico suscita transcende os próprios fatos. Até que ponto, a Black Star, uma agência de renome, ao agendar uma cobertura sobre os "Glue Kids" não está repetindo uma pauta exaustivamente exercitada desde os anos 1980?

Chover no molhado neste caso, nos faz pensar no outro lado da moeda: se não há incômodo ou sensação de novidade com esse fato, o que ocorre? Já há uma insensibilização generalizada diante desses valores-notícia visuais? Ou, noutra hipótese, a nossa violência é diferente da agendada internacionalmente e se coloca como um modelo exótico, uma macumba pra turista, souvenir macabro do modo brasileiro de ser violento?

Nenhuma dessas imagens, nem de Tyrone, nem de Eraldo, é muito novidade para quem habita Recife. Além disso, fotos de cobertura de assuntos semelhantes, muito mais impactantes, já foram feitas e habitam os jornais da cidade. Algumas delas, inclusive, participaram do mesmo WPP deste ano, sem serem premiadas ou mencionadas.

Mas isso é assunto para outro post...

Pensem, reflitam e postem comentários aqui!


Foto: Eraldo Peres.

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28 de jul. de 2009

Agência Gamma com o pé na cova



Com dados da Reuters

A crise financeira, que também atinge a mídia, parece estar fazendo sua nova vítima. A agência fotográfica francesa Gamma, que ficou famosa documentando o levante estudantil de maio de 1968 em Paris e a Guerra do Vietnã, anunciou nesta terça-feira que sua sobrevivência está em risco.

Com a concorrência da Internet desafiando a mídia impressa tradicional, cuja circulação vem caindo em praticamente toda parte, os editores vêm tendo menos dinheiro para gastar com imagens de agências como a Gamma. Some-se a isto a crise financeira internacional e a queda dos anunciantes da mídia impressa, e o cenário está montado.

Fundada em 1966, a Gamma encabeçou a geração de ouro do fotojornalismo francês, cujas imagens premiadas de eventos mundiais ganhavam as capas da influente revista Paris Match e as primeiras páginas de jornais em todo o mundo.

A Gamma hoje emprega cerca de 55 profissionais, 14 dos quais são fotógrafos. Se a gamma fechar as portas será o fim de uma agência onde militou gente do porte de Raymond Depardon, Gilles Caron, David Burnett e Françoise Demulder, a primeira mulher a ganhar um WPP, em 1976, com a foto abaixo, feita durante a guerra do Líbano.


Foto: Françoise Demulder/ Gamma.

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19 de mar. de 2009

A Crise econômica agora na fotografia: Getty Images demite 110.

Quem tem alcance global, sofre globalmente.

A gigante dos bancos de imagem, Getty Images, está demitindo 5% da sua força de trabalho no mundo, no maior corte desde 2007. O porta-voz da Getty justifica: para continuar o que fazemos temos que nos ajustar o negócio a estes tempos difícies.

Pista para o problema: ainda segundo o porta-voz, o modelo de negócios da Getty já estava sob ataque de competidores de baixo custo quando a economia começou a piorar no ano passado. O modelo da agência é viável em condições de economia aquecida e de demanda por imagens. A recessão levou a cortes no orçamento e diminuição do volume de publicidade que fazem a base do negócio da Getty.

Resta saber se esse quadro para a agência, ou para outras semelhantes do mercado de imagens, permitirá a sustentação desse modelo de negócios, ao menos na escala em que estávamos acostumados a presenciar, em um momento de dificuldades e incertezas imprecedentes.
Com dados do PDN.

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17 de mar. de 2009

Magnum in motion: novos ensaios



A consagrada agência de fotografia Magnum já vem a algum tempo explorando as possibilidades da convergência digital+internet+audiovisual para dar uma repaginada nos seus conteúdos, gerando (sub)produtos da sua atividade que, por vezes, são muito interessantes.

Para quem ainda não se cansou das reverberações pós-Obama, a Magnum editou três ensaios interessantes. O primeiro, de Bruce Gilden, é o Faces of Joy, explorando o gênero do retrato em modo queima-roupa (como não poderia ser diferente). Ainda no clima otimista, de esperança, e longe dos números da economia americana, o fotógrafo faz o registro das caras e vozes do povo que esteve presente em washington em 20 de janeiro.

Ainda dentro de um clima épico, ou quase isso, Paolo Pellegrin, no ensaio, Washingtong DC, explora a cidade de Washington como local / epicentro de poder, mas mesclando cenas do dia-a-dia, gente nas ruas e a atmosfera da capital americana. O ensaio é bom justamente por conseguir sobrepor o tempo histórico da posse de Obama ao tempo cotidiano, das coisas comuns.

Já Bruno Barbey, em Obamania, encontra o evento da posse com a massificação das imagens, das multidões, da onipresença sígnica e imaginária de Obama. O ensaio vai passando e deixando de modo sutil a questão: poderá o presidente americano ser maior que sua própria imagem?

Vale conferir pois são feras do fotojornalismo, cada um com seu estilo, variando sobre o mesmo tema. Depois de tudo isso, JURO, não por mais posse de Obama nesse blog!

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7 de jan. de 2009

Magnum III: Paolo Pellegrin no epicentro da crise financeira


Foto: Paolo Pellegin.
A Agência Magnum acaba de disponibilizar através do Magnum in Motion o ensaio de Paolo Pellegrin: Wall Street: The Downward Spiral (algo como: wall street, a espiral da queda, em uma tradução livre).

Trata-se da cobertura do mês de outubro de 2008, quando as operações da bolsa de valores de Nova Iorque tiveram quedas históricas. Pellegrin esteve na bolsa na semana subsequente ao "crash", "exatamente após a pior semana desde a crise de 1929. Um clima tenso e de estupor, com um senso de choque enchia a atmosfera, que variava de um ambiente negativo ao otimismo tímido em segundos", declara o fotógrafo sobre a experiência de cobrir Wall Street.

Percebe-se este clima tenso também na opção do fotógrafo em trabalhar em tons preto e branco dramáticos, com altos níveis de contraste. Detalhe: Ao contrário de outros clipes da Magnum in Motion, neste ensaio a narração não é de um fotógrafo, e sim de George Soros, megainvestidor/ especulador que explana sobre a complexidade do quadro atual dos mercados financeiros.

Este ensaio também é importante por reativar o Magnum in Motion, que, nos últimos tempos, estava meio parado.

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4 de dez. de 2008

Magnum vende folhas de contatos em formato de presente




A renomada agência de fotografia Magnum, encontra mais uma alternativa para reempacotar conteúdo do seu imenso banco de imagens e gerar receita, diante de um horizonte cada vez mais competitivo de bancos de imagem.

A sacada agora é vender reproduções das folhas de contato originais de alguns dos seus fotógrafos mais prestigiados. A reprodução é tal qual se encontra aquivada, ampliada para papel 40 x 50 cm.

Seis folhas de contato foram selecionadas para este lançamento: Eve Arnold e suas fotos de Marilyn Monroe; As fotos de Che Guevara feitas por René Burri; James Dean, clicado por Dennis Stock; A seqüência do templo Maiji, feita por Werner Bischoff; uma série de cachorros feita por Elliot Erwitt; e sequências de Ceroge Rodger feitas nas tribos africanas.

As folhas são luxuosamente embaladas, com proteção em caixa e folhas de acetato, com a marca em chanfro da Magnum. Presente chique e de bom gosto para o natal dos fissurados em fotografias, e para a Magnum, mais uma alternativa de fazer caixa.

Precinho do mimo: 175 libras, algo como 700,00 reais.
Ao menos uma prévia do material pode ser conferida pela internet. Na imagem abaixo, a reprodução da folha de contato das fotos de Che Guevara, feitas por Rene Burri, em 1963.

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16 de nov. de 2008

Fotoreportagens da Getty, Corbis e Reuters.



Na semana passada coloquei o post da entrevista com Stanley Greene, fundador da agência Noor, que não se poupou de criticar agências como a Getty, Reuters e a Corbis, como sendo: supermercados de fotojornalismo. Pois bem, o blog foi até lá verificar como anda a coisa. Não é que encontramos algo de interessante!


A Getty tem uma galeria de fotoreportagens especiais, sobre temas de interesse atual e muito bem editados.
A Reuters também cede espaço para fotoblogs dos seus fotógrafos.
E a Corbis, possui em seu sistema online uma ”boutique criativa” (seja lá o que isso signifique!!) , onde temas comuns são explorados.

Entre a postura de Stanley Greene da Noor e os espaços autorais dos exemplos que ele mesmo cita, ficamos nem tão ao mar, nem tão a terra. O que temos nos dias de hoje é a prevalência de espaços dados por fenômenos como a internet que não nos permitem totalizações a partir de raciocínios unilaterais.

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