16 de abr. de 2010

Convergência digital na fotografia em três tempos. Parte 2 - Processos.

Segunda face da convergência, os processos.

Muda o cenário tecnológico e social de práticas da fotografia. Muda o processo de aprendizagem também. Na sobreposição entre vídeo, cinema e foto que se delineia de modo decisivo, outro sinal dos tempos pode ser detectado.

A Canon, como várias outras marcas, realiza periodicamente programas de treinamento. É uma jogada com um pé no pedagógico e outro no marketing de fidelização. Neste ano, pela primeira vez, o programa de treinamento "explores of light" , traz, vamos dizer assim, no corpo de professores, além dos fotografos, cinco cinegrafistas profissionais de cinema. O time é de respeito, vale conferir abaixo:

• Alex Buono, director of photography for Saturday Night Live.
• Rodney Charters, director of photography for 24
• Crescenzo Notarile, director of photography for Ghost Whisperer
• Russell Carpenter, director of photography for films such as Titanic, True Lies and Charlie’s Angels.

Além do site do próprio explores of light, vale ver a matéria que saiu no PDN. Explicando como será esse curso.

Por que é impontante? Deixa claro que o investimento em plataformas de captura múltiplas é pra valer, e isso, no processo de assimilação tecnológica demanda, destarte, uma capacitação específica, que amplia as gramáticas visuais de quem faz... foto? cinema? vídeo? De quem faz imagem, vamos dizer assim.

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21 de ago. de 2009

Gafe coletiva?

Essa foi boa.

O PDN está com uma sondagem onde o público interessado e conhecedor de fotografia vota, pelo método de indicação espontânea, nos cinco fotógrafos VIVOS mais influentes.

Até ai, tudo bem.

Entre osque foram mais votados estão: Richard Avedon, Ansel Adams and Arnold Newman.

Até que eu saiba, esses três cânones da fotografia mundial continuam mortos.

Urge a necessidade de conhecimento da história da fotografia!!! Ainda bem que o PDN os tirou da lista definitiva...

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6 de jul. de 2009

Foto da morte de Jackson valeu meio milhão de dólares


Capa da OK Weekly.

Saiu no PDN.

Segundo uma fonte confiável, a foto de Michael Jackson morto, ou em processo de morte, que reproduzimos acima, valeu o equivalente a 500.000,00 dólares. A grana foi paga pela revista britânica de celebridades OK, Weekly para ter exclusividade mundial sobre as "últimas fotos" do artista.

Segundo a editora da OK, Sarah Ivens, A imagem de Jackson na capa diferencia a revista do tom de tributo adotado por quase todas as outras revistas semanais e de entretenimento que abordaram a morte do artista.

Problemático? - Sem dúvida. Pra dizer o mínimo: sensacionalismo e oportunismo rasteiros. suspeitíssimo também é a não indicação da pessoa que fez a foto.

Mesmo sendo uma pessoa pública e tendo todo o processo de falecimento colocado em um nível de espetacularização sem precendentes, há limites, ou deveriam haver, para abusos de imagem como este. É o tipo de imprensa que acha que tudo e todos tem o seu preço.

Lamentável.

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26 de jun. de 2009

Jornal Extra, do Rio de Janeiro: a melhor capa.



A dica foi passada pelo Clicio através da lista Fototech. A capa do diário carioca Extra, do grupo O Globo, foi considerada pelo PDN (Photo District News), como a melhor primeira página - em todo o mundo - sobre a morte de Michael Jackson. O site destaca que a capa enfatiza não uma imagem do artista, e sim que ele se foi.

Vale ainda conferir a impressionante capacidade de agendamento do fato, em centenas de primeiras páginas ao redor do mundo. O Newseum traz a coletânea do que foram as capas hoje. Jackson está em quase todas. A capa do Extra também recebeu destaque no Guardian, periódico inglês.

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19 de mar. de 2009

A Crise econômica agora na fotografia: Getty Images demite 110.

Quem tem alcance global, sofre globalmente.

A gigante dos bancos de imagem, Getty Images, está demitindo 5% da sua força de trabalho no mundo, no maior corte desde 2007. O porta-voz da Getty justifica: para continuar o que fazemos temos que nos ajustar o negócio a estes tempos difícies.

Pista para o problema: ainda segundo o porta-voz, o modelo de negócios da Getty já estava sob ataque de competidores de baixo custo quando a economia começou a piorar no ano passado. O modelo da agência é viável em condições de economia aquecida e de demanda por imagens. A recessão levou a cortes no orçamento e diminuição do volume de publicidade que fazem a base do negócio da Getty.

Resta saber se esse quadro para a agência, ou para outras semelhantes do mercado de imagens, permitirá a sustentação desse modelo de negócios, ao menos na escala em que estávamos acostumados a presenciar, em um momento de dificuldades e incertezas imprecedentes.
Com dados do PDN.

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