28 de set de 2009

Paraty em Foco: Loretta Lux é boa de se ver.

Fala de encerramento da noite do Paraty em Foco. Loretta Lux, era super esperada. Capa do cartaz, fotos de sua autoria estampavam generosamente o material de divulgação do Paraty em Foco 2009. estrela do festival, e com comportamento idem.

É necessário um desvio aqui. A obra e o autor. O trabalho de Loretta continua diferenciado, com suas crianças meio assustadoras, meio frágeis. Retratos entre a inocência, pela pequenez e força da infância contida nos seus retratos e desconforto, pelo inevitável estranhamento que as imagens causam. Baseado em diversas referências da história da arte, como o Barroco, o manieirismo a obra de Goya, e por ai vai, Loretta tem o mérito de inovar o percurso da fotografia em um dos seus gêneros mais estabilizados: o portrait.

Meticulosíssima, a artista-fotógrafa de Dresden, Alemanha, caminha em passo armado entre a pintura, a fotografia e a tecnologia digital, artificializando o figurativo, porém mantendo o aspecto iconográfico da fotografia. O resultado é ao mesmo tempo, uma nostalgia de uma inocência utópica, ideal, não concreta e a perda do paraíso da infância.

Tudo isso pode ser percebido no seu trabalho. Vale conferir o material que a revista de arte Santa publicou sobre Loretta.

Quanto a fala, bem. A moça é reservada. Não quis ficar em Paraty, não quis dar entrevista nem ser fotografada (o que, obviamente acatamos!), entrou com um texto escrito em inglês para ser lido com um forte sotaque alemão e traduzido para português em outro texto escrito. Laudatória, racionalista, burocrática. Funcionou no melhor esquema: assista uma entrevista, ganhe uma aula de história da arte e, de brinde, saia com sono (o que, aliás, ocorreu as pencas). Foi mais de uma hora de texto, sem interação, sequer emocional. Fria, do mesmo modo como estava fria Paraty naquela noite. Ficamos até o final, na hora das perguntas e bate-papo com o público.

Perguntas. Respostas. Por escrito. Prevenida e milimetricamente planejada, Loretta não da chances ao imprevisto. Detesta surpresas, mesmos as boas. Como já imagina o que se pergunta, já tem tudo escritinho em forma de resposta. Para ser lido.... Ufff.... Chato, tudo muito chato.

Loretta tem base, coerência, fundamentação, domina os conceitos, tem um tom acadêmico (que pessoalmente gosto), sabe de história da arte, coloca tudo no lugar certinho, faz um tremendo trabalho.

É boa de ser ver. E só.

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Paraty em Foco: Ler o invisível a partir da cobertura do visível.


Fotógrafos no Poder: Mesa animada e rica de informações.

Na noite da entrevista "fotógrafos no poder" a mesma estava sendo pressionada pelo tempo, para não atrasar a performance da estrela do festival, Loretta Lux. Questões de agenda à parte, quem experienciou a fala de Orlando Britto e Lula Marques, mediada por Milton Guran e Sérgio Branco, saiu da Casa de Cultura de Paraty com a nítida impressão que o bate-papo poderia ser ainda melhor, se não tivesse sido podada pelo tempo.

Segredo da coisa? Falar de poder, mas pelo viés dos bastidores e decompondo a construção das imagens. Orlando Britto, num portfólio belíssimo e brilhantemente organizado, deixa claro qual são as suas opções de vincular o estético ao informativo da notícia. Percebe-se uma nítida vinculação entre o que Brito, veterano da coberturta dos corredores do poder de Brasília, estabelece entre o valor-notícia do que cobre e como ele fotografa.

"A fotografia tem um que de premonitório", afirma Brito. Sem dúvida, passeando pela sua apresentação tem-se um panorama da história política do Brasil, dos últimos 30 anos, bem como do nosso próprio fotojornalismo.

Valeu a importância da presença de Milton Guran na mediação. Ele próprio fotojornalista, antes de ser pesquisador e professor, falou com Brito e Lula Marques com conhecimento: de causa e das pessoas a quem se dirigia.

Quando a conversa chegou em Lula Marques, a cama feita por Orlando Brito serviu para apoioar de modo mais consistente a contemporaneidade do olhar de Lula. Na sua apresentação, a cor, a camera ágil, o enquadramento dinâmico, por vezes nervoso, dá o tom de um país em transformação, em um pulso que o fotojornalismo pode acompanhar e, de modo atento, dar o diagnóstico.

"A fotografia é uma linguagem muda" . Em algum momento da entrevista essa frase surgiu como um acrônimo, uma síntese do que foi visto naquela conversa. Surgiu como uma amostra que o que e como se vê, no caso da foto de notícia, vai encontrar seu verdadeiro significado tempos depois. É muda, porém não é silenciosa.

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Paraty em Foco: Francesco Zizola - "o fotojornalismo já nasceu morto".


Zizola entre Simonetta e o Garapa: fotografia que nasce da proximidade.



Paraty em Foco, hora de falar em Fotojornalismo com o premiado Francesco Zizola. Na entrevista com Simonetta Persichetti e o coletivo Garapa, Zizola numa demostração de respeito ao público, opta por falar em português e começa ironizando a crise do fotojornalismo "o fotojornalismo já nasceu morto", disse, se referindo a recorrência com que esse tema volta à tona no meio fotográfico de tempos em tempos.

A fala de Zizola foi também muito esclarecedora no sentido de como ele se coloca nas coberturas. Procuro sempre me envolver com as pessoas, com o assunto que abordo. Isso é particularmente sensível na exibição do material do próprio Zizola, Born Everywhere, resultado de 13 anos de reportagens sobre crianças ao redor do mundo.

"Vendo as imagens para a mídia, para pautar a questão da infancia", afimou Zizola, alertando que os grandes temas estão ai, e podem ser tratados visualmente em aliança com a cobertura dos meios. No entando, o fotógrafo italiano reafirmou "não vendo fotos em que haja sofrimento, dor ou questões polêmicas para o mercado de galerias, não gostaria de ter uma foto na parede de alguém ou de uma galeria com alguém sofrendo, não gostaria de ganhar dinheiro assim". Para este setor, o fotógrafo afirma ter uma material específico.

Houve quem criticasse a postura do romano Zizola. "Ele fotografa tudo, em qualquer lugar, sempre do mesmo jeito, estetizando"... Humm... onde será que já ouvi isso antes? 8 prêmios WPP, 4 pictures of the year dão a resposta.

Em um mundo cada vez mais permeado por diferenças e porosidades, o fotojornalismo, sempre que bem feito, sempre terá lugar.

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25 de set de 2009

Paraty em Foco, Dia 3: Encontro rápido...

Encontro rápido com Simonetta Persichetti, em meio a fria noite que se promete. Perguntei para ela, diretora do belo filme "encontros com a fotografia", o que ela percebe como sendo o fundo comum da fotografia brasileira.

- "O documental. Não tem jeito, ele influencia vários regimes de registro. É uma bagagem que a fotografia brasileira vai carregar por muito tempo, talvez para sempre".

Profecia ou diagnóstico? Vale conferir o filme e refletir sobre o assunto.

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Paraty em Foco, Dia 2: Lost Art, fotografia como estilo de vida.


Lost Art: Dupla, casal e coletivo fotográfico.


Entrevista em tom relax, de bem com a vida, despachada. O bate-papo com a dupla do Lost Art, Ignácio Aronovitch e Loise Chin, foi tudo isso e ainda inovou: Clicio Barroso, adotou mediar a entrevista com perguntas que foram coletadas via internet em um momento prévio.

Para entrevistar um coletivo fotográfico, perguntas em coletivo...

Além do tom "fotografia como estilo de vida", onde tudo é fotografado, sendo depois, pensado editado em dupla, o debate valeu por ajudar a compreender a área porosa presente em todo coletivo fotográfico: o limite entre a ação de autoria, individualidade e o projeto em grupo.

Em meio ao que se detectou como sendo uma tendência dos coletivos à uma certa pasteurização do tratamento dos temas e da edição do material, o Lost Art escapa dessa cilada por propor uma produção bem diversa, variada e muito original.

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Paraty em dia frio.


Foto: Afonso Jr.

Sexta feira. Cais de Paraty, fim de tarde. Foto em Cinza e Rosa, Frio, muito frio.

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Paraty em foco, dia 2: fotografia pernambucana em debate


O time da fotografia pernambucana no Paraty em Foco.

Mantendo o tom "em busca da cara da fotografia brasileira" o segundo dia do Paraty em Foco abriu com a mesa temática da fotografia pernambucana. Já na abertura da mesa, Juan Esteves colocou o tom "o Paraty em Foco estava cansado do sotaque carioca e paulista" se referindo a necessidade de se diversificar o festival e permanecer atento a novas matrizes criativas espalhadas pelo país.

Isso não é pouco. Pela primeira vez na história do festival, um estado do país tem uma mesa específica e uma noite de projeções, além da ida da Arte Plural Galeria, que literalmente, montou uma "filial" durante o evento, com exposição de material de fotógrafos pernambucanos.

Na conversa: Pio Figueiroa, Alexandre Belém, Eduardo Queiroga, Luciana Cavalcanti, Rodrigo Braga e Mateus Sá. O percurso recente da FotoPE foi ilustrado, vinculando-se a ações - semana de fotografia, galerias, políticas de fomento - nomes históricos, o surgimento das primeiras agências de imagem do estado - imago, lumiar - ainda nos anos 90.

Na fala da mesa e no debate, o que surgiu como destaque em relação à fotografia pernambucana foi a articulação, lembrada por Rodrigo Braga, em um nível político, que envolve ações como a gerência e a semana da fotografia. Esse aspecto foi retomado por Alexandre Belém quando ele citou a sintonia entre fotógrafos, meios institucionais, faculdades e universidade atrelados em torno do interesse da fotografia como sendo o ambiente que compõe a cena fotográfica atual.

É interessante, todavia, mapear o tom das falas, que, sem pretender ser conclusivo, aponta para uma possível resposta: o que caracteriza a fotografia pernambucana é menos um viés estético comum, do que um movimento estabelecendo-se entre articulação, visibilidade da produção e ações em rede. Uma busca de organização em conjunto, buscando os espaços e contextos produtivos por onde possa escoar a produção da fotografia pernambucana.

É, de certo modo, uma dinâmica balanceada, entre o que se identificou no debate como sendo um "ato heróico", segundo Pio Figueroa, de se buscar uma circulação diferente de outras épocas; e um "controle da ansiedade" de se mostar a produção de modo consolidado, colocado na intervenção de Fernando Neves.

Vale apontar, ainda, que o debate, em alguns momentos, sofreu um pouco devido ao tom auto-referente, onde contextos que são assimilados localmente, e de modo dado, mereceriam uma contextualização mais precisa.

Mas o balanço é positivo: a fotografia de Pernambuco está posta no mapa da visibilidade. Agora e manter o fluxo, alias, ampliar.


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24 de set de 2009

Paraty em foco - I


Abertura do Paraty em Foco 2009. Na agenda: a fotografia brasileira.


Quinto Paraty em foco, sem dúvida, a melhor conjuntura possível para tomar o pulso da fotografia brasileira contemporânea em um único evento, de 5 dias. De quebra, interagir com parte do que se está fazendo de importante no exterior. Noite de abertura, um tom claramente mapeou uma perspectiva do evento.

Na noite de abertura, exibição do filme inédito "Encontros com a Fotografia" dirigido e coordenado pela curadora e crítica de fotografia Simonetta Pesichetti. O filme é muito bonito e bem editado, em nenhum momento cansativo. É movido pelo mote dos 40 dos mais importantes fotógrafos brasileiros da contemporaneidade que passaram pela galeria da FNAC na última década. Foi a FNAC que patrocinou a realização do filme.

O resultado? Tem o grande mérito de fazer um panorama do que pode ser a fotografia hoje no Brasil. Numa leitura mais subjetiva, pode ser assimilado como uma busca de uma identidade fotográfica brasileira. Este percurso é feito em paralelo a definições de questão de autoria, da fotografia documental, de como o digital se incorpora à rotina de trabalho e muitas outras ponderações que simultaneamente propõem o subtexto: pode-se falar em uma cara para a fotografia nacional?

Esse foi um assunto também presente na entrevista que Simonetta fez após a exibição, com Miguel Chikaoka (Belem-PA) e Thiago Santana (Juazeiro-CE). Para Thiago Santana "é uma fotografia pulsante, em busca de espaços". Já Chikaoka atrelou essa busca de definição de uma certa fotografia à necessidade de educação e aprendizagem do visual e do olhar.



Abertura do Paraty em Foco: Simoneta Persichetti entrevista Thiago Santana e Miguel Chikaoka.


Esse tom é positivamente sintomático justamente em um festival que abre um espaço para a produção da fotografia regionalizada (principalmente a pernambucana), sobreposta ao fato de ter na abertura um filme que também se debruça sobre o assunto na escala brasileira e, por fim, tem esse tom mantido na estrevista de abertura!

Amanhã o autofoco sai a campo para verificar o que essas e outras tendências reverberam.
Durante o festival, e depois também, o AutoFoco vai ficar soltando o que viu, entrevistou e percebeu como tendências presentes nos debates e conversas.

E isso foi só o primeiro dia...

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23 de set de 2009

No rumo a Paraty


Foto: Afonso Jr.

Na origem, o Rio de Janeiro.
no Destino, Paraty.
Na janela, por mais de duas horas, mar e montanha.
No ouvido, João Donato.

AutoFoco na estrada!

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19 de set de 2009

Manifestação fotográfica contra a falta de segurança em Natal

Com informações repassadas pelo fotógrafo e colega Alex Gurgel, de Natal.


Motivado pelo assalto a mão armada, ocorrido no Passo da Pátria, fotógrafos natalenses se mobilizam para chamar a atenção das autoridades por segurança pública. No início do mês, três assaltantes levaram 12 câmeras (amadoras e profissionais) arrancadas de assalto, durante uma “expedição fotográfica” pelo centro histórico de Natal.

No próximo sábado, dia 19 de setembro, haverá um “Foto Protesto” no centro de Natal, uma caminhada fotográfica contra a violência que se instalou em Natal e um alerta para a falta de segurança na cidade. A concentração será na Praça André de Albuquerque, em frente a antiga igreja Matriz Nossa Senhora da Apresentação, a partir das 9 horas da manhã.

A manifestação é uma iniciativa da Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) em parceria com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Norte (Sindjorn), com o apoio do Phootocluce Potiguar e da sociedade civil organizada. “É preciso que os fotógrafos possam trabalhar com segurança”, ressaltou Canindé Soares, fotógrafo e diretor do Sindijorn.

A Pedra do Rosário é um local sagrado para os natalenses. Foi naquele local onde encontraram a imagem de Nossa Senhora do Rosário, padroeira de Natal. Além da importância religiosa, o local é um dos principais pontos turísticos de Natal, onde o pôr-do-sol no Rio Potengi encanta os visitantes. “Não há segurança nos pontos turísticos de Natal, imagine nas ruas”, indagou o fotógrafo Hugo Macedo, diretor da Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto).

SERVIÇO:
Foto-Protesto - Caminhada fotográfica contra a violência
Concentração: Praça André de Albuquerque (Cidade Alta)
Horária: a partir das 9 horas da manhã.
Contato
Canindé Soares (Sindjorn) - 9994-2841
Alex Gurgel (Aphoto) - 8896-5436

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16 de set de 2009

Fotojornalismo vivo


Ian Fischer - American Soldier - Fotojornalismo na web em boa forma.

Quanto mais se fala que o fotojornalismo morreu, mais aparecem exemplos que apontam o oposto.

Ian Fischer - American Soldier, é um especial (põe especial nisso!!) editado pelo Dever Post. Guia de uso, jogo rápido:

1. Descontem o tom patriotada do conteúdo. Ok...

2. Observem a complexidade narrativa que eles criaram: 10 vídeos, 8 galerias de fotos e uma penca de extras. O material levou 27 meses (isso mesmo, você não leu errado), 3 repórteres, e um fotógrafo - Craig Walker.

3. Eles acompanharam Ian Fischer do dia 31 de maio de 2007, quando conclui a “high school” e se alista no exército; até a volta pra casa, no dia 21 de agosto de 2009.

4. E isso num jornal tipicamente secundário, de Denver, Colorado. Prova que o uso criativo dos meios faz - muito - a diferença.

5. Confiram! É uma viagem proporcionada pelo fotojornalismo. Cada vez mais, a Internet é o lugar da fotoreportagem que se renova. Os desdobramentos disso, inclusive, incidem nos formatos tradicionais. O Denver Post impresso publicou a matéria de modo sequênciado em cadernos, por três dias seguidos.

E ai, de novo a pergunta, o que está morrendo? É o fotojornalismo ou o esquema: pautinha, 3 matérias por dia, fotinha no jornal e volta pra casa?

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Canon 7D. Em modo vídeo...

Para quem tem curiosidade no resultado que uma DSLR com vídeo em HD pode gerar.

Perya (Town Fair) - a Canon 7D Short from Jason Magbanua on Vimeo.



É Perya (algo como "parque de diversões" - em dialeto lá das Filipinas), dirigido por Jason Magbanua. Trata-se um vídeo de curta duração feito com a Canon 7D, como promocional do seu lançamento.

Nada de glamour. Mas muito bem gravado (em apenas dois dias) e bem editado. O oposto do tom pretencioso e megalômano do filme de lançamento da 5D mark II.

Mas como este blog não é sobre crítica cinematográfica, vale conferir, sobretudo, as potencialidades do brinquedo. No site do filme, tem a ficha técnica. O vídeo foi capturado em 24p, com resolução de 1920 x 1080. Capricharam, sobretudo, nas objetivas utilizadas. Abaixo, reproduzimos a lista.

16-35 mm 2.8
17 mm TS
35mm 1.4
50 mm 1.4
85mm 1.4
100 mm 2.8 macro
70-200 mm 2.8

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15 de set de 2009

Confira este mês na Continente Multicultural: A melancolia do velho mundo


Foto: Camilo Soares.

A revista Continente traz, este mês, uma série de fotografias do diretor de fotografia de cinema e professor daUniversidade Federal de Pernambuco, Camilo Soares. O tom das fotos é como ele enxerga a França. "“É uma nação muito rica cultural e historicamente, mas velha. Tanto Paris como as cidades interioranas me provocaram a mesma sensação.” Afirma o fotógrafo.

O modo como Camilo enxerga a França é fruto da sua vivência naquele pais, onde morou nos últimos seis anos e teve oportunidade de captar imagens, feitas em andanças por várias regiões e cidades do interior.

O resultado pode ser conferido na edição 105 da Revista Continente.

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14 de set de 2009

Black Snapper - Sua dose diária de inspiração fotográfica



A idéia é boa e o conteúdo surpreende. Black Snapper é um site / portal da Holanda direcionado a apresentação de - bons - portfólios de fotógrafos. A cada dia, um portfólio com texto de apresentação / contextualização escrito por um curador responsável pela seleção.

Eles organizam por semana, chamando um fotógrafo para coordenar. Esta semana é dedicada à fotógrafos brasileiros.

Vale também conferir o portfolio apresentado de Christian Cravo.

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Salgado fala sobre o Gênesis


Foto: Marcos de Paula/AE
Sebastião Salgado, 65 anos, em entrevista sobre seu projeto Gênesis.


Sábado último, dia 12, saiu uma entrevista no Estado de São Paulo, com Sebastião Salgado. As idéias de Salgado não mudaram muito, mas ele falou sobre o novo projeto "Genesis", sobre edição do seu volumoso material, sobre tempo para fazer projetos e retratos, patrocínio de projetos, manipulação digital e a entrada do seu acervo no mercado de arte.

Confira aqui a entrevista e matéria na íntegra.

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13 de set de 2009

Alexandre Severo ganha prêmio SESC - Marc Ferrez


Foto: Alexandre Severo "Pequeno Vaqueiro".

Com dados do JC Online.

2009 tem sido um ano de vento a favor para a fotografia pernambucana. O movimento em torno da arte de fotografar vem crescendo e ganhando dimensão.

Nesse contexto, Alexandre Severo, do JC Imagem, tem sido particularmente feliz. Hoje, foi divulgado o prêmio SESC - Marc Ferrez de Fotografia e o trabalho do fotógrafo intitulado "Pequeno Vaqueiro" foi contemplado como vencedor.

A entrega do prêmio foi realizada na noite deste sábado (12), no Sesc Presidente Dutra, em Brasília. Alexandre foi um dos dois únicos pernambucanos na final, que reuniu 40 trabalhos - o outro era Marcos Michael, também da equipe do JC Imagem.

É um reconhecimento de peso. Vem se juntar ao trabalho do jornal e do Próprio Alexandre que recentemente fotografou uma matéria sobre crianças albinas da favela V9 em Olinda, que obteve repercussão internacional e deflagrou um processo de solidariedade e de apoio as crianças. Em agosto, o mesmo fotógrafo foi responsável por um caderno especial sobre o sertão e como essa região se configura diante das mudanças do século XXI.

O AutoFoco parabeniza Alexandre e a equipe do JC. Acreditamos que o prêmio é importante e não acontece por acaso nem de modo isolado do contexto que a fotografia tem asumido no estado nos últimos anos. Apostamos que outros reconhecimentos de renome virão.

Avance/ Avante!

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12 de set de 2009

Big Picture: Índia sem estereótipos


Foto: Kevin Frayer/ Associated Press.

Depois de 6 meses de visões tipificadas e estereotipadas da Índia, patrocinada pela novela da Globo, agora dá pra ver, um pouco mais de perto, um pouco mais real, a relação dos indianos com a religiosidade.

No Big Picture, tem um ensáio que mostra os diferentes festivais celebrados, incluindo o Ganesha Chaturthi, que dura 10 dias em louvor do Deus da prosperidade e da boa sorte. O interessante da galeria é centrar em torno do Hinduísmo, que é predominante na Índia. As imagens impressionam: multidões e rituais de adoração feitos no Nepal, Indonésia, Inglaterra e claro, na Índia, que, como se vê, vai além das suas fronteiras.

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Morre Willy Ronis, aos 99 anos.


Foto: Willy Ronis.

Com dados da agência AFP.

Morreu hoje em Paris, o Fótógrafo francês, Willy Ronis. Contemporâneo de Bresson e Doisneau,Sua produção remonta aos anos 1930, na revista "Miradas".

Seus primeiros trabalhos sobre os movimentos sociais, principalmente as greves da fábrica Citroën, são co-fundadores do estilo de cobertura que se convencionou chamar de fotografia humanista.

Depois da Segunda Guerra, Ronis participou no renascimento da imprensa ilustrada e, em 1946, fez parte da primeira equipe da agência Rapho. Ganhou em Prêmio Nadar (1981).

Veja fotos de Willy Ronis.

Abaixo, matéria da TV francesa sobre a morte de Ronis, com uma pequena contextualização da sua importância para a história da fotografia.

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Cuba vista por dentro.


Foto: Orlando Luis Pardo Lazo.

Vale conferir o Boring Home Utopics, blog prá lá de crítico e corrosivo sobre Cuba mantido por Orlando Luis Pardo Lazo, que se define como "escritor e fotógrafo errado". O blog é mais um dos seus ativismos literários.

Que Cuba é analógica e é um fóssil-vivo em termos de organização política e social, todo mundo sabe, mas através das fotos de Orlando, tem se uma documentação irônica e visceral, que vai além do estilo street-photography para explorar as contradições - sociais e visuais - da ilha.

Cuba via blog é como a Cuba de carne e osso: ambas podem ser experiências virtuais.

Post enviado por André Carvalho de Moura.

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"um taxista à espera de um destino"


Foto Elliott Erwitt.

Ele tem 81 anos, já fotografou por mais de meio século, é um dos decanos da Magnum e continua na ativa. Mas, como se define, é um "taxista à espera de um destino", mais do que um criador na fotografia.

Vale conferir a entrevista que Elliott Erwitt deu à Folha de São Paulo, publicada na segunda-feira, dia 7. O motivo: a vinda do fotógrafo para a feira SP Arte/ Foto. Na imperdível entrevista, ele diz como fotografou Marilym Monroe, Guevara, Fidel, Simone de Bouvoir, Arnold Schwarzenegger, pastores alemães, pit-bulls e muitas praias.

Estranhamente a entrevista não circulou muito, nem foi muito comentada nas listas.

Se você assina o uol, clique aqui para ler a entrevista.
Se você não assina o uol, clique aqui, para ler a mesma entrevista no blog do Gabriel Lordelo, o mosaico imagem.

Imperdível.

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9 de set de 2009

LEICA M9, Saiu o precinho...



Saiu no site da PHOTO, edição francesa.

Precinho da nova M9: 5.500,00 Euros. (14.630,00 reais, fora, claro, taxas e impostos).
Só o corpo, claro. Outros volumosos recursos devem ser reservados para comprar as objetivas.

Fetiche, fetiche...

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Christian Poveda é assassinado em El Salvador



A notícia apareceu no Blog do Festival de Perpignan e depois em vários blogs e sites, inclusive no Lens. Christian Poveda, fotógrafo e documentarista franco-espanhol foi assassinado em El Salvador. Seu corpo foi achado no último dia 3, no norte da cidade de San Salvador.

Autor independente do documentário e especializado em América Latina, assinou artigos em diversas publicações de prestígio, como El País, L'Observer, New York Times, Paris Match, Stern ou Time Magazine.

Atualmente registrava a vida dos Maras, gangues hiperviolentas e globalizadas, que entranham-se em vários países da américa latina. No fim deste mês, estréia a "Vida louca", um longa metragem de 90 minutos, justamente sobre os Maras (ver cartaz abaixo).



O documentarista nunca deixou de carregar sua máquina fotográfica, com a qual fez reportagens sobre o Sendero Luminoso no Peru, a queda de Ferdinand Marcos nas Filipinas, ou as touradas. O assassinato está sendo investigado e acompanhado pela imprensa internacional.

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Convergência: Iphone se transforma em controle remoto para SLR digitais


OnOne lança software que transforma Iphone em controle remoto e
base de trabalho para Digitais Reflex.

Convergência é quando a gente percebe que perdia um bocado de tempo fazendo algo que dependia de vários dispositivos e que agora pode ser feito junto, de modo simples, rápido e intuitivo.

Convergência tem a ver com dispositivos móveis e hipermidiáticos. Mas também tem a ver com hábitos e novo aprendizado sobre como ver o mundo.

1. Pegue um Iphone.
2. Baixe um software chamado "dslr remote".
3. Conecte uma DSLR compatível. Por enquanto, só alguns modelos de Canon ou Nikon...
4. Pague a licença, instale, siga os precedimentos.
5. Voilá: um controle remoto para cameras! Via Iphone.

Vantagens: live view e disparo à distância, regulagem de foco, exposição, rever as fotos na hora, balanço de branco, ISO, etc, etc...


Convergência, é quando percebemos que tudo, inclusive as câmeras estão, de modo generalizado, conectados. Uma camera fotográfica hoje é, também, uma câmera online.

Assustado? Confere aqui.
É o site da onOne. Lá tem demo, tutorial, vídeo, download do software, lista de câmeras compatíveis, tudo enfim.

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8 de set de 2009

Leica apela para a numerologia e lança a M9


09.09.2009 é o dia da M9!

A série M da Leica já pertence à mitologia da fotografia. Foram "M"s as cameras de Cartier-Bresson, Robert Capa e uma penca de fotógrafos influenciados pela sua excepcional qualidade óptica, simplicidade de operação, robustez e infabilidade.

Tudo isso criou uma aura em torno da série M. A coisa é séria mesmo, tenho uma M5, fabricada em 1974 que funciona como um relógio. Semana passada fiz um rolinho de filme (sim, isso ainda existe!!!) e saiu impecável. Precisa, confiável e longeva, atributos incorporados em quase 1kg de aço industrial alemão. Nada de plástico, nada de policarbonato, nada da idéia que uma câmera fotográfica tenha que ser descartável.

Pois bem, depois de uma ligeira pisada na bola, com a primeira série M digital, a M8, a Leica anuncia amanhã a M9, programada a ser lançada exatamente no dia 09.09.2009.

O pacote promete: 18 Mpx de resolução, sensor full-size 24×36mm, obturador super silencioso (coisa que toda Leica série M se caracteriza), ausência de filtro anti-moiré, o que garante maior nitidez e gama de ISO de 80 a 2500. A M9 ainda faz a captura Raw no formato DNG, 16 bits por cor. vem ainda com o Adobe Lightroom, como aplicativo padrão.

É um lançamento de peso que vem na sequência da Leica S2, a médio formato com sensor, resolução e preço astronômicos. Para segurar a lenda e mantê-la viva, seguramente a Leica atentou para uma queda siginificativa de sua participação no mercado (ver quadro abaixo). Segundo a nota que saiu na Amateur Photography, (de 5 de setembro), no ano passado, a marca alemã sofreu com a crise geral mas por também estar meio "parada" no cenário, sem uma sequencia de lançamentos que impactasse positivamente no mercado.

Bem, além dos predicados dessa nova Leica, vamos ver se a numerologia mística do número 9 ajuda os números concretos e realistas da sustentabilidade financeira da tradicional marca alemã. Agora é olhar os "reviews" e ver se realmente a M9 impressiona!

Precinho... nada divulgado ainda. Só rumores que, como tudo da Leica, é cara, muito cara! Comprando ou não, dá para ir se deliciando com o prospecto em PDF que a Leica disponibiliza online.


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7 de set de 2009

Fotógrafo polonês, Wojciech Grzedzinski, ganha o VISA D'or em Perpignan


Foto: Wojciech Grzedzinski.

Com dados do BJR e do Site do festival de Perpignan.

O VISA Pour L'image, o mais consolidado festival/ evento de fotojornalismo no mundo, anunciou que o fotógrafo polonês,
Wojciech Grzedzinski ganhou o prêmio VISA D'or, na categoria, imprensa diária. O trabalho de Wojciech já tinha sido premiado, em terceiro lugar em dois renomados concursos: no WPP deste ano e no Sony World Photography Awards.

Este ano, Walter Astrada também concorria com o polonês na lista de indicados, com o trabalho sobre os conflitos em Madagascar, que fez para a agência France Presse. A reportagem de Wojciech foi realizada para a - ainda não tão conhecida - agência NapoImages, baseada na Polônia.

Isso é outro indício que, mais de que a morte do fotojornalismo, temos a diversificação dos canais e bases de produção. O que está em crise, isso sim, é o modelo falido de produção-distribuição baseado numa lógica um-todos.

Um datalhe que não pode passar despercebido. A reportagem vencedora de Wojciech foi sobre os conflitos Rússia-Geórgia, no ano passado, enquanto, no mesmo momento, aconteciam os jogos olímpicos de Pequim. Às vezes, para ter uma boa matéria é preciso fugir no comportamento de manada do agendamento midiático.

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2 de set de 2009

VISA Pour L´image tem premiação para fotojornalismo em formato web.


VISA Pour Límage - Fotojornalismo para Web tem prêmio específico.


Com a internet e os recursos multimídia , a fotografia adquire uma nova dimensão narrativa. slideshows de reportagens, documentários, ensaios,moda, etc. cada vez mais apelam para as possibilidades de convergência entre o fotográfico e o digital, a rede, a as possibilidades de se mostrar/ contar uma história.

Numa clara percepção do sinal dos tempos que isso representa, o Visa Pour L´image, o mais consolidado festival de fotojornalismo da atualidade, inaugurou, nesta 21a edição, uma nova categoria de prêmiação: o Prêmio para Web Documentário.

Os critérios para premiação: Tema, originalidade e uso inovador das ferramentas multimédia.

Em tempos onde se prega a bobagem da morte do Fotojornalismo, o festival de Perpignan dá mostras que a prática da fotografia - notícia, se oxigena e se renova com os tempos, as tecnologias e as novas culturas de consumo de conteúdo.

Quem partrocina o prêmio é a rede de TV Francesa RFI. Nesta primeira edição, 9 documentários foram indicados entre os mais de 100 enviados e analisados por um Juri.

Vale vera página desta premiaçao e, claro, conferir e analisar os trabalhos concorrentes. Fotojornalismo do bom, com temas atuais e relevantes. Vale ir preparando material e editando para o festiv

Abaixo, a lista dos indicados, capturada diretamente da página do festival.

Bearing Witness: Five Years of the Iraq Warby Ayperi Ecer et Jassim Ahmad / Reuters with collaboration of MediaStorm
The Places We Liveby Jonas Bendiksen / Magnum Photos
Adoma, House or Home?by Thierry Caron
Words of War in Eastern Congoby Cédric Gerbehaye / Agence VU
Imprisoned Bodyby Collective Work / Le Monde Interactif
Iron Curtain Diary, 1989-2009by Beccogiallo, On/Off, PeaceReporter, Prospekt|Photographers
Listening to the Homelessby Matthieu Mondolini
Notes from Beijing: from Mao to the Olympic Gamesby Charlie Buffet / Arte Geie / Hakari Productions
Tiananmen GenerationPatrick Zachmann production Narrative


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ENTREVISTA: Fotojornalismo potiguar em alta.


Jornal da Fotografia de Natal/RN - 3a. Edição.

Há pouco tempo, divulgamos aqui no blog uma iniciativa louvável em tempos de, como falam por ai, “crise do fotojornalismo”: o Jornal da Fotografia, uma publicação independente, sem tutela política editorial ou empresarial, voltado para o segmento das artes visuais no Rio Grande do Norte.

O AF de Autofoco apresenta agora uma breve entrevista com a trinca de peso do fotojornalismo potiguar que comanda a linha de frente desta publicação: João Maria Alves, Brum e Marcus Ottoni.

AF de Autofoco - Como surgiu o projeto "Jornal da Fotografia"? E com que objetivos ele chega as bancas?

João Maria - O Jornal surgiu da necessidade de se criar um órgão que informe tudo que diga respeito a fotografia e artes visuais, em geral. Ele chega as bancas com objetivo de mostrar o grande potencial que o estado possui em valores profissionais da imagem. E também de alertar o público o cuidado que se deve ter com o patrimônio histórico da fotografia como parte da história de um lugar.

Brum – Nós queríamos fazer um jornal que fosse direcionado ao publico que curte fotografia, amador ou profissional e que pudesse levar informação de qualidade para esse publico, que cresce a cada segundo.

Marcus Ottoni – Acredito que o jornal seja uma das três ferramentas que ancoram um projeto foco que é conscientizar os fotógrafos, amadores ou profissionais, da importância da fotografia como registro histórico de um tempo, um momento, um personagem , uma cidade, um estado com todas suas características sociais, culturais, étnicas, religiosas e urbanas. Isso compreende entender a fotografia e valorizar quem dela faz uso, seja para ganhar a vida ou apenas como hobby. Para isso se faz necessário unir as pessoas deste segmento para que, a partir do debate aberto, se possa criar diretrizes e metas para que a memória visual do nosso povo seja, efetivamente, preservada para as gerações futuras, sendo, também, uma das prioridades dos gestores públicos em suas administrações.

AF - Para voce(s), essa é uma proposta viavel para a fotografia e para o fotojornalismo no Brasil?

Brum - Com certeza. Com um veiculo como esse, além de divulgar os profissionais e amantes da fotografia, ele ainda mostra a estes profissionais seus direitos, deveres, como proceder, onde ir e principalmente, faz a união dos amantes da fotografia, fortalecendo cada vez mais esta categoria.

MO - Toda vanguarda é viável e positiva para qualquer nação. Quebrar os paradigmas e estabelecer novos conceitos e valores nas ações cotidianas das pessoas é uma forma de viabilizar um novo tempo de trabalho com um novo conjunto de ações elaboradas sob uma nova ótica que, nesse caso, é a busca pela preservação da memória visual da sociedade potiguar. A inércia, em qualquer situação, só é revertida com um movimento, seja ele físico, intelectual, material e profissional.

JM – Acredito que a proposta do Jornal é viável, sim. E além da própria publicação, agregamos a nossa proposta o site do phootoclube e aulas de fotografia, cuja meta, além de ensinar o recurso mais básico da fotografia, com noções de fotojornalismo, é a conscientização do valor histórico que esta se propõe.

AF - Qual a formação de voces? Como chegaram a fotografia?

JM - Sou auto-didata na profissão, mas com experiência de 30 anos no exercício desta. Comecei fotografando festas de confraternização entre parentes e amigos. Depois, com militância em movimentos sociais, passei a registrar as atividades relacionadas as entidades de classes, passando por publicidade e o fotojornalismo, onde exerço até hoje.

Brum - Eu sou formado em publicidade e direção de arte. Na verdade eu sou ilustrador, e a foto sempre esteve presente em minha vida, só que do outro lado da câmera, pois desde que comecei a vida profissional, qualquer coisa que vou fazer tem uma foto envolvida para que eu manipule ou trate.

MO - Eu sou jornalista desde 1975, quando comecei a trabalhar no extinto “Diário de Brasília” na época em que existia o registro provisionado, que nos era dado pelo Ministério do Trabalho com prazo de um ano. Após esse período de atuação ininterrupta na profissão, o registro era substituído pelo registro profissional. Tive a oportunidade e a honra de aprender com profissionais de alto nível, como Luiz Humberto, Marcos Santille, Jamil Bittar, Salomon Cytroniwic, Orlando Brito, entre outros. E ajudei no aprendizado de profissionais que hoje são referência nacional como Sérgio Marques, Lula Marques, Antonio Cruz, entre outros.

AF - Não há duvidas de que a internet é uma ferramenta que auxilia na produção e na circulação das imagens produzidas hoje na cadeia fotojornalista no mundo. Voces planejam lançar essa proposta do "Jornal da Fotografia" na rede?

Brum - O jornal da fotografia já nasceu com o suporte do nosso site, do Phootoclube. Assim podemos divulgar nosso trabalho além do RN.

MO - Nós já atuamos na rede mundial de computadores. Antes mesmo do jornal nascer, criamos as duas outras ferramenta: o Phootoclube Potiguar e o site www.phootoclube.com.br. O primeiro tem o objetivo de congregar os fotógrafos, descobrindo novos talentos e aproximando os mais antigos da nova geração através de projetos e ações na área. O segundo (que está fora do ar por causa de algumas anomalias apresentadas na sua configuração – deve voltar em setembro) é o divulgador mundial dos trabalhos que vamos e estamos realizando, além de estreitar as relações do pessoal do Rio Grande do Norte com os fotógrafos do resto do mundo e as novidades na área da fotografia mundial.

AF – Por falar no fotoclube, gostaria que você(s) falassem um pouco a respeito dele. Quando surgiu? Qual a importancia de um coletivo como esse para a produção fotografica / fotojornalistica da cidade?

Brum - È de uma importância tremenda, pois muitas vezes os profissionais não conhecem os seus direitos ou ficam de fora de eventos e cursos que acontecem por ai. E quando conhecem, muitas vezes não tem onde se apoiar.

MO - O Phootoclube Potiguar é uma associação de fotógrafos (profissionais, amadores, hobbistas etc) que tem como objetivo propor debates sobre os problemas do segmento no estado e realizar ações e eventos relacionados com a fotografia, não apenas nas datas comemorativas. Além disso, o Phootoclube é uma ferramenta de congregação do segmento e da descoberta de novos talentos em todas as vertentes da fotografia. Isso faz do clube uma entidade importante para o segmento porque, além de reunir, debater, criar eventos ele também vai ancorar ações de consciência fotográfica e pressão junto aos gestores públicos para que a memória visual das cidade do estado e do próprio estado seja vista como uma prioridade de governo e não como um instrumento de promoção pessoal do gestor, guardando para as gerações futuras apenas e tão somente os momentos em que o gestor visita comunidades, inaugura obras ou recepciona autoridades.

Entrevista feita por email por João Guilherme Peixoto.

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AGENDA NATAL: Funcarte Promove Concurso fotográfico

A Prefeitura Municipal do Natal, através da Fundação Cultural Capitania das Artes – Funcarte, promove 1º Concurso de Fotografia Literatura Potiguar. O tema do concurso é “Escritores Potiguares Vivos”. Os interessados poderão participar com fotografias de escritores vivos e atuantes (romancistas, poetas, contistas, cronistas, etc) ou algo que remeta às obras dos mesmos. Cada participante poderá concorrer com até 3 fotografias.

As inscrições estarão abertas até o dia 25 de setembro, na biblioteca Esmeraldo Siqueira, na Capitania das Artes, das 9h às 17h. Ao ganhador, será oferecido um prêmio de R$ 1.000,00 (hum mil reais),além da exposição de suas fotos em forma de painéis, que serão distribuídas em diversos pontos da cidade. Isso acontecerá durante o IV Encontro Natalense de Escritores, promovido pela Fundação Cultural Capitania das Artes – Funcarte, no mês de novembro. Maiores informações através dos telefones : 3232-4944 ou 9103-5285.

Post enviado por por João Guilherme Peixoto.

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1 de set de 2009

Assalto em Natal: Fotógrafos recuperam parte das câmaras roubadas durante aula prática

Ontem, demos nota de um assalto que aconteceu na manhã de domingo quando 15 alunos e três professores participavam de aula prática sob a responsabilidade da Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) e foram rendidos por três adolescentes que portavam armas de fogo.

Alunos e professores que foram assaltados na Pedro do Rosário neste domingo, 30, compareceram 'a Delegacia de Furtos e Roubos (Defur), recebendo seis câmaras fotográficas tomadas durante a ação. Foram recuperadas três máquinas profissionais e três compactas.

“Podemos dizer que os alunos e professores estão conseguindo receber seus equipamentos graças à obstinação dos professores Hugo Macedo e Plínio Sanderson, que desde o momento do assalto acionaram a Polícia e ficaram cobrando resultados”, disse a médica Simone Sodré, aluna do curso.

Pressão
Diante da pressão os bandidos, ainda não identificados, mas que aparentavam serem menores e estarem drogados, entregaram os equipamentos fotográficos a terceiros para que fossem devolvidos diante da pressão que a Polícia exerceu nas imediações da Pedra do Rosário, Passo da Pátria.

O professor Hugo Macedo disse que as câmaras foram entregues intactas. “Eles apenas mexeram para apagar as fotos, provavelmente com medo de terem sido fotografados durante a ação”, destacou o professor.

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Canon 7D, com muitos recursos no pacote



Está lá, no próprio site da Canon.

A Canon anunciou hoje o lançamento da EOS 7D digital SLR. 18mega de resolução, sensor aps-c (aquele que dá um fator de crop de 1.6) iso até 12.800 e até 8 fotos por segundo. Vem com um visor de 100% de campo de visão e grava vídeo fullHD em 30 e 24 qps.

É um pacote de peso, que não pode ser entendido apenas como uma reflex para amadores avançados. Trata-se de uma versão com menos resolução, com sensor menor, mas com recursos que lembram muito a 5D mark II.

Precinho: a Canon sugere 1.700 dólares. No site da BH a camera já aparece com preço, mas ainda sem previsão de chegada. Consulte aqui os recursos da camera, num raio-x completo feito pela Dpreview.

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Setembro: definitivamente, o mês da Fotografia em São Paulo.


Foto: Edgard Scandurra, por Eduardo Nicolau.

Bresson, Elliott Erwitt, O fotojornalismo por 10 autores do Estado, terceira edição da feira SP-Arte/Foto... Para quem acha que fotografia neste mês de setembro tem apenas um endereço (Paraty), ai vai uma seleção de algumas exposições e mostras importantes que movimentarão (e muito) a cidade de São Paulo.

A dica é da repórter Camila Nolina, do Estado de São Paulo. Para acessar a matéria completa, clique aqui.

Post enviado por João Guilherme Peixoto.

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À flor da Pele foi citado na Reuters.

Normalmente, no AutoFoco, não requentamos material. Mas, como fomos um dos primeiros a comentar o ensaio "A Flor da Pele", damos prosseguimento.

O trabalho de Alexandre Severo (fotos), Sidcley Sobral (edição) e João Valadares (texto) , foi listado no Editor´s choice, da Agência Reuters, seção fotografia. É uma reverberação internacional de importância. Basta para isso ver os temas que geralmente estão nessa seção da renomada agência de notícias.

O texto que acompanha a nota, contudo, não enquadra, como na matéria, o ambiente e as dificuldades das crianças albinas. Prefere, tratar o assunto com o enfoque de uma variação genética. Nem de longe atinge a qualidade do texto de João Valadares.




"Albino siblings Esthefany Caroline (L) and Kauan Fernandes (R) play with their cousin Taina (C) outside their home in the V9 slum of Olinda, in the northeastern state of Pernambuco, August 25, 2009. Three of five of the Fernandes family’s children are albinos, which according to genetics professor Valdir Balbino of the Federal University of Pernambuco is a very rare occurrence considering the parents and two children are dark-skinned Afro-Brazilians. REUTERS/Alexandre Severo-JC Imagem .

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