27 de abr de 2010

AGENDA RECIFE: Hoje: É do Coco, é do coqueiro



Roberta Guimarães e Fred Jordão, possuem um percurso destacado na fotografia pernambucana nos últimos 20 anos. Fizeram parte de uma geração que entre outros (Breno Laprovítera, Jarbas Jr, Daniel Berinson, Gleide Selma,... páro por aqui para não cometer injustiças!!) reoxigenou o fotojornalismo dos anos 1980. Depois dessa etapa, formaram a Imago, uma agência que, ao seu tempo, formatou uma configuração interessante de trabalho, atuando de modo múltiplo em documentação, fotopublicidade, editoriais e outros gêneros da fotografia.

Passados alguns anos dessa caminhada, a Imago se reformulou, saíram alguns sócios, mas, de algum modo, o viés documental da agência, voltado para o registro dos elementos regionais de modo diferenciado, permanece.

Prova disso é o lancamento do projeto É do coco, é do coqueiro, dos fotógrafos Roberta Guimarães e Fred Jordão. O livro, tem como proposta percorrer a cadeia produtiva e cultural em torno do coqueiro, elemento indissociável da paisagem pernambucana e nordestina. O interessante é perceber como, na obviedade da presença na paisagem deste elemento, o projeto dos dois fotógrafos consegue se impor pela originalidade da proposta e pelo cuidado visual.

É um trabalho importante por uma série de motivos: documenta uma parcela da cultura atrelada a um pertencimento social e econômico, demonstra a viabilidade de se trabalhar no eixo de projetos fotógraficos documentais de longa duração, possui inserção contemporânea e delimita a "civilização do coco" sem se propor a abordar esse tema como algo exótico.

O projeto teve o financiamento do Governo do Estado de Pernambuco, através da chamada pública e concorrencial do Funcultura, o programa de leis de incentivo a cultura do Estado, mantido pela FUNDARPE - Fundação do Patrimônio Artístico de Pernambuco.

A realização é da Relicário Produções Culturais. O projeto tem ainda apoio da Gráfica Santa Marta, notabilizada pelos acabamentos impecáveis com que imprime.

Amanhã, demos o prosseguimento da cobertura trazendo as impressões sobre o livro.

SERVIçO:

É do coco, é do coqueiro.
Torre MAlakoff, pça. do Arsenal, Recife Antigo.
28 de Abril de 2010 - Quarta-feira, 19h.

Informações e detalhes: 81-3184.3180 e 81-3226.2366
relicarioproducoes@terra.com.br

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18 de abr de 2010

SAPE. África chique.


Foto: Héctor Mediavilla.

SAPE é a Sigla para Societé de Ambianceurs et Persones Elegantes. (Algo como: Sociedade dos atmosferistas e pessoas elegantes) Fica baseada em Brazzaville, na república do Congo. Trata-se de um clube de homens que capricham pra valer na vestimenta.

Vale conferir o ensaio de Héctor Mediávilla sobre os sapeurs, os descolados da SAPE. Até que enfim um ensaio sobre a África que não é sobre fome, guerra, safaris, ecologia ou tribos perdidas.

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Post de Domingo: Brincadeira no comercial da Canon.

Vale conferir. É misto de pac-man, esconde-esconte, pega-gelou, guerra de paint ball... tudo incorporado no comercial da Canon.


CANON Commercial - Freeze Tag from Saman Keshavarz on Vimeo.



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"O digital é realmente uma ruptura com a natureza da fotografia" - André Rouillé, professor.

Vale conferir a entrevista de André Ruillé, professor da universidade Paris 8,
diretor do site Paris-Art.com, e ex editor da revista La Recherche Photographique.

A entrevista, concedida a Walter Sebastião, pode ser conferida no site da focus foto.

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Prepare sua camera...pinhole.


Domingo que vem é o dia internacional da fotografia pinhole.

Há 10 anos, a brincadeira consistem em que, qualquer pessoa, de qualquer parte do mundo, faça uma fotografia pinhole no último domingo de abril. Depois o passo éescanear e enviar para o site do evento. A partir daí, fará parte da galeria on-line anual de celebração do dia mundial da fotografia pinhole.

O último Dia Mundial da Fotografia Pinhole foi celebrado ao redor do mundo em 26 de abril de 2009. Visite a galeria para ver as fotografias pinhole feitas naquele dia por participantes de todo o mundo.

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Hitler P... da vida com o fim dos filmes.

A piada só muda de alvo. Hitler, no filme "A queda" já se indignou com tudo, agora, ele fica P. da vida com a Kodak e Fuji... Vale rir de mais essa apropriação!



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16 de abr de 2010

Convergência digital na fotografia em três tempos. Parte 1 - Produtos.


Foto: Todd Heister, The New York Times.

Três notícias que chegaram no mesmo dia e que podem ser entendidas como vinculadas ao mesmo pano de fundo. As profundas modificações pelas quais passa a fotografia nesse começo de século XXI.

Na verdade, não olho mais esse conjunto de fenômenos como rupturas, quebras entre o passado e o agora. Já passei dessa fase. O que ocorre, mesmo, é o surgimento esporádico e sem controle de elementos (sejam de ordem tecnológica, ou de apropriação das tecnologias, ou seja, uma cultura de uso) que aos poucos inserem mudanças graduais, que vão sendo assimiladas, ou rejeitadas, ou negociadas.

O AutoFoco hoje abre três posts para o mesmo problema: como a convergência digital atua de modo múltiplo. Seja nos produtos narrativos, nos processos de aprendizagem, no surgimento de sistemas.

É uma cultura de uso, que se desdobra, também para a fotografia.

Exemplo 1: Os produtos. Slideshows via web trazendo fotografias. Nada de novo, já é formato consolidado. Digital-web-slideshow trocam a tríade analógico-parede de galeria-exposição como víes de circulação da imagem.

Exemplo? Vale conferir esse aqui.

Haiti: de novo, novamente... Mas com bom gosto.

Em tempos de mídia convergida, nada mais oportuno, para fugir da obviedade, que investir em projetos menos repetitivos, que busquem integrar mídias e conceitos em ambiente de rede. Para o campo da fotografia, uma oxigenação bacana, que trás novos debates e discussões para a área.

Pensando em explorar algumas destas potencialidades, Todd Heisler, fotógrafo do New York Times, visitou o Hati, um mês após o violento terremoto que devastou aquele país para documentar a vida dos sobreviventes que escolheram ficar e reconstruir o país.

“Choosing to stay, Fighting to Rebuild” (este é o nome do projeto) pode ser visto no site do Times. Para acessar, clique aqui.

Nada de ousado na forma de apresentação. Continuo a pensar e a procurar algo que seja bacana pelo fato de "ser" digital. Esse slideshow ainda é transposição, cópia do modo de organização de foto em moldes analógicos. Neste exemplo gosto principalmente da idéia de fazer no timeline da narrativa, uma incorporação das miniaturas, o que alia o aspecto linear ao não linear na forma de ver o slideshow, isso no mesmo produto.

Mas o conteúdo é bom. Tá bem editado e o assunto permanece forte, mesmo 3 meses após o ocorrido, e quando o terremoto do Haiti sai, pouco-a-pouco da agenda da mídia. O produto, no caso, nasce das possibilidades mais abertas de um material desse nível e problematização poder circular e ser proposto de modo mais independente dos canais tradicionais.

Poderia ser o Ipad, ou ao menos a idéia que o Ipad traz, uma das galerias de foto em um futuro próximo?

Não sou adivinho. O futuro vem do futuro.

Post enviado por João Guilherme Peixoto e transformado por Afonso Jr.

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Convergência digital na fotografia em três tempos. Parte 2 - Processos.

Segunda face da convergência, os processos.

Muda o cenário tecnológico e social de práticas da fotografia. Muda o processo de aprendizagem também. Na sobreposição entre vídeo, cinema e foto que se delineia de modo decisivo, outro sinal dos tempos pode ser detectado.

A Canon, como várias outras marcas, realiza periodicamente programas de treinamento. É uma jogada com um pé no pedagógico e outro no marketing de fidelização. Neste ano, pela primeira vez, o programa de treinamento "explores of light" , traz, vamos dizer assim, no corpo de professores, além dos fotografos, cinco cinegrafistas profissionais de cinema. O time é de respeito, vale conferir abaixo:

• Alex Buono, director of photography for Saturday Night Live.
• Rodney Charters, director of photography for 24
• Crescenzo Notarile, director of photography for Ghost Whisperer
• Russell Carpenter, director of photography for films such as Titanic, True Lies and Charlie’s Angels.

Além do site do próprio explores of light, vale ver a matéria que saiu no PDN. Explicando como será esse curso.

Por que é impontante? Deixa claro que o investimento em plataformas de captura múltiplas é pra valer, e isso, no processo de assimilação tecnológica demanda, destarte, uma capacitação específica, que amplia as gramáticas visuais de quem faz... foto? cinema? vídeo? De quem faz imagem, vamos dizer assim.

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Convergência digital na fotografia em três tempos. Parte 3 - Sistemas.


Agora é a vez de observar como a hibridização dos dispositivos reorienta a produção do setor. A toda poderosa e afamada fábrica de objetivas e elementos óticos, a Carl Zeiss (que tradicionalmente equipa a Hasselblad) está lançando uma série de lentes especialmente desenhadas para a captura de cinema, mas em corpo de DSLR's.

A tradicional fábrica apresentou um conjunto de lentes intercabiáveis com encaixes para Canon, Nikon e Arriflex. Está última, tradicional fabricande de câmeras de material de cinema.

A novidade da Carl Zeiss é que ela introduz a troca da baioneta na lente, ou seja, a mesma objetiva pode ser usada em diferentes marcas de câmera, trocando apenas o elemento de encaixe traseiro. Simples, não?


Na foto: Objetiva zoom Carls Zeiss com baioneta intercambiável para cameras de cinema ou DSLR's.

A novidade é que o lançamento já considera a captura de imagem em movimento usando DSLR's não mais uma tendência, mas um fato consolidado.

Para saber mais, aqui.

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14 de abr de 2010

American Soldier ganha o Pulitzer de Fotografia.


Foto: Creig Walker, American Soldier, para o Denver Post.

O Prêmio Pulitzer já está na sua 94ª edição. Não se pode chamá-lo de Oscar do jornalismo porque, na verdade, ele é mais antigo que o prêmio de cinema. É concedido pela Universidade de Columbia, internacionalmente aclamada como uma das mais importantes em ensino e pesquisa de jornalismo. Logo, o prêmio vem referendado com conceito.

São distribuidos Pulitzers para várias categorias. Nas de foto, Categoria Fotografia factual venceu a fotógrafa Mary Chind, do jornal "The Des Moines Register", que fez o registro de um resgate dramático de uma vitima das enchentes.



Foto: Mary Chind, "rescue" para o The Des Moines Register.

Na categoria Fotografia não-factual venceu Craig F. Walker do "The Denver Post", com o ensaio Ian Fischer, American Soldier. Não é um ensaio clássico, e sim um material em multimídia espalhado por 10 vídeos, 8 galerias de fotos e uma penca de extras. O material levou 27 meses, 3 repórteres, e um fotógrafopara ser produzido.

tínhamos falado do ensaio assim que ele foi publicado. Mais que nunca, vale conferir. Gol para o fotojornalismo pensado e executado em formato multimídia.

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DSLR Conceitual.

Responda rápido: por que uma camera digital lembra, em sua forma, tanto os modelos analógicos?

Uma máxima do design é que a forma segue a função. Uma camera 35mm tinha sua razão de ser em função do transporte de deslocamento do filme, da justaposição das objetivas e dos sistemas de medição de luz, focalização, etc.

Por que, então, as DLSR's atuais lembram tanto as SLR's? Por que além da função, os dispositivos dizem muito do que são pela familiaridade.

Até que... Olhando o blog The Coolist, nos deparamos com a concepção do Designer Eric Fong, que apresenta uma DSLR, com lentes intercambiávis, mas um formato inusitado. Veja abaixo.


A idéia de Fong é que o formato da câmera pode mudar de acordo com a função demandada. Os manetes podem ser alternados (maravilha pros canhotos), agupados em um só, formando uma munhequeira, e estabelecendo um controle físico maior sobre a câmera. Afinal, estamos manuseando um objeto pensado para ser usado pelas mãos, e não o contrário, onde mãos tem que segurar uma caixa.

No começo do século XX, os automóveis eram chamados "carruagens sem cavalos". Uma metáfora, sem dúvida, para ajudar na compreensão, da época, do que poderia ser aquele veículo.
Hoje, nem de longe se pode pensar em um automóvel como um prolongamento ou aperfeiçoamento de uma carruagem.

A idéia é que o Conceito de DSLR pode ir se moldando, se libertando da imagem de metáfora que ainda o inspira. A Nova DSLR de Fong, ainda é protótipo, pode ser que o design e proposta dela não pegue. Mas, daqui a 10 anos, as DSLR's serão bastante diferentes do que temos hoje.



A razão? Estarão sendo projetadas para fotógrafos que estão, agora, nascendo e crescendo em meio a games, celulares, plataformas móveis de conteúdo, etc. Isso mudará a fotografia, pois cada câmera fotografa de um jeito que dialoga com cada tempo e a cultura que se molda ao redor. Isso não tem freio ou indústria que segure, isso é uma dinâmica que vem da apropriação social que as pessoas fazem dos aparelhos.

Estou curioso pra ver isso!!!

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Jornal da Fotografia. Número 10.



Nossa parceria com o pessoal de Natal, RN que publica o Jornal da Foto, continua ativa.
Abaixo o link para mais um número, o 10, do jornal.

Neste número, destaque para o surgimento da RPCFB - Rede de Produtores Culturais de Fotografia do Brasil - Uma matéria sobre a Páscoa no Oriente Médio, e o lançamento do Livro dos fotógrafos mineiros João Rosa e Leo Drummond "Harpia" que é o nome da maior águia das américas.

É baixar e conferir. Pela internet, em PDF.

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Faça sua pinhole, a partir do papel.



Varios modelos. De graça, na web.
Imprima, recorte, cole, monte e saia fotografando. Para ir se preparando para o World International Pinhole Day. Já falamos aqui no AutoFoco, no Pinhole day de 2009.

Tudo via o blog The Coolist.

Dica enviada via twitter por Paulo Munhoz.

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Ipad: Por que não tira fotos?

Que a convergência digital chegou, não é novidade. Vejam o vídeo abaixo. É uma criança de 2 anos pilotando o recém lançado Ipad da Apple. Reparem na primeira pergunta da criança (por volta dos 35 a 40 segundos no vídeo): Por que não tem tira fotos?



É... tratando-se da Apple, fica difícil imaginar uma resposta para uma pergunta tão óbvia, ainda mais nos tempos de hoje.

"de quebra" o Ipad NÃO dá suporte a RAW, NÃO tem perfil de impressão, NÃO tem usb, e o bluetooth é limitado a dispositivos Apple...

Lição: Não se admite mais, no modelo cognitivo atual de uso das mídias, o desenvolvimento de dispositivos multimediáticos e móveis que não tenham captura de imagem.

É, a cultura da convegência chegou.

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13 de abr de 2010

5D mark II da Canon Filma episódio de House



Com dados via Twitter e do meio bit.

tá circulando em várias fontes no twitter e na web. O último episódio da atual temporada de House foi filmado inteiramente com uma Canon 5D mark II. É a primeira vez que uma DSLR com capacidade de gravação de vídeo é utlilizada como plataforma base para a produção de uma das grandes séries americanas.

O dito episódio foi filmado em alta definição com 24 quadros por segundo, usando apenas lentes prime, além de uma 24-70mm e de uma 70-200mm. O episódio vai ao ar no dia 17 de maio e deve estar provocando sorrisos de orelha a orelha nos executivos da Canon.

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11 de abr de 2010

AGENDA SÃO PAULO > Lili Rose


Foto: Lili Rose.

Com dica do blog Jornalismo e Internet.


"O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa/ era a imagem de um vidro mole que fazia uma/ volta atrás de casa./ Passou um homem depois e disse: Essa volta/ que o rio faz por trás de sua casa se chama/ enseada./ Não era mais a imagem de uma cobra de vidro/ que fazia uma volta atrás de casa./ Era uma enseada./ Acho que o nome empobreceu a imagem." (Manoel de Barros)

O instantâneo captura a plenitude. É assim que podemos descrever o belíssimo trabalho de LiliRoze, fotógrafa franco-suíça que chega a São Paulo esta semana para inaugurar sua primeira exposição no Brasil.

Em 2009, ela ganhou o maior prêmio de foto de moda na França, pela APPPF (Agence Pour la Promotion de La Photographie Profissionelle en France). Sob a lente da câmera Sinar 4x5 e filmes de Polaroid, LiliRoze expressa suas visões coloridas ao mundo. Para ela, todo o seu feito é imbuído de intimidade. A ideia do desnudamento, da fragilidade e do abandono são suas maiores fontes de inspiração.

Vele conferir o porfólio da fotógrafa. Delicado e onírico. Muito acima da média.

Serviço:
Exposição As fabulosas cores de LiliRoze ― De 9 de abril a 12 de Maio, no Espaço de Arte Trio ― Rua Gomes de Carvalho n°1759, Vila Olímpia ― São Paulo
Telefone: 11 3757-3333
Horário de funcionamento: 12h às 15h ― Grátis.

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No MOMA de NY > Um Cartier-Bresson Inédito.


Foto: Henri Cartier-Bresson. Geórgia, 1972.

A partir de hoje, no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, está aberta a exibição, Henri Cartier-Bresson: O século moderno. É a primeira grande retrospectiva do trabalho de Bresson, nos EUA, nos últimos 30 anos.

A mostra além de trazer os clássicos do fotógrafo, responsáveis por influienciar levas e levas de profissionais e amadores, traz de quebra um pequeno tesouro: mais de 60 imagens inéditas ao grande público. Algumas das imagens inéditas podem ser vista no blog Lens.

É uma demonstração da força do olhar de Bresson, que continua a moldar e ser referência de um tipo de olhar muito específico sobre a realidade. É resultante, também, de um manancial que parece ser inesgotável, os trabalhos inéditos do fotógrafo.

Revisitar os bancos de imagem e conseguir articulações de visibilidade e exibição de material inédito, está sendo, pouco-a-pouco, um viés do mercado da fotografia que está se consolidando. Nem Bresson, aliás, principalmente ele, estão livres dessa abordagem.

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Marcos Bonisson é destaque no site ParisArt e em exposição


Foto: Marco Bonisson.

O site ParisArt, direcionado a Arte Contemporânea e dirigido Por André Ruille (o mesmo pesquisador que escreveu A Fotografia entre o documento e a Arte Contemporânea, Senac, 2009) , dá destaque ao trabalho-exposição-retrospectiva do fotógrafo Marcos Bonisson.

Nas palavras do Site:

"No caso, o trabalho de Bonisson é voltado para o registro do Arpoador, trecho de praia no Rio de janeiro. Durante anos o fotógrafo trabalha sistematicamente na fotografia de figuras humanas, imagens de corpos esculturais, saltos, acrobacias, mergulhos que se sucedem em modo de um caledoscópio gigante das praias do Rio diante das objetivas de Marcos Bonisson".

Espaço importante conseguido pela fotografia brasileira. Em tempo: o trabalho de Bonisson também está fazendo parte da Maison européenne de la photographie.

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Chuvas no Rio e Fotojornalismo Colaborativo


Foto: Danielli Carvalho para o G1. Enchente em condomínio em São Gonçalo.

Não é novidade para ninguém o horizonte de tragédias ocorrido essa semana no Rio de Janeiro. Mas, uma cobertura alternativa pode ser visualizada aqui.

O site do globo montou várias galerias virtuais com fotos obtidas de modo colaborativo,enviada pelos leitores. São mais de 300 imagens que servem como documento do castigo sofrido pelo estado e demonstram uma tendência do fotojornalismo contemporâneo, assimilando processos de colaboração na geração de conteúdos.

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9 de abr de 2010

Nas Bancas semana que vem: DIGITAL PHOTOGRAPHER BRASIL



Uma nova publicação para o mercado editorial de fotografia no Brasil.

É um bom contraponto ao sumiço de algumas publicações, como o que ocorreu com a photographos.

A Digital Photographer é originalmente publicada na Inglaterra, e aqui no Brasil ela será de responsabilidade da Editora Digerati, que também é responsável pela publicação das revistas Photoshop Creative e Mac+.

O diferencial: ser focada em quem começou na fotografia com a tecnologia digital. Sinal dos tempos. É possivel contar a história da fotografia também a partir das revistas de foto. A Digital Photographer é para o público que provavelmente até sabe o que é um filme, mas já está clicando em outra base tecnológica, a dos bits.

No release da revista o pacote prometido vem recheado de clichês do mercado editorial, tipo: "ser uma fonte de informação relevante tanto para o público amador quanto para o público profissional", "notícias", "artigos com temáticas variadas" (o que é isso mesmo??!!) "tutoriais para técnicas fotográficas e as seções de dúvidas dos leitores e explicação das funcionalidades das câmeras".

Ok. Vamos conferir tudinho.

No mais, o mesmo release informa que 70% do material da edição de estrétia serão transubstanciados da versão britânica e, 30% será conteúdo nacional, e progressivamente ir balanceando isso com o tempo, e claro, com as demandas e pressões naturais do mercado editorial (anunciantes, concorrência, assimilação de vendas, distribuição, etc).

A notícia é positiva, sim. Ainda mais percebendo o fato de lançar revista em um momento em que canais múltiplos e mais ágeis de informação estão disponíveis ao clicar de um mouse, ou a um toque na tela de um celular. A coragem é, de certo modo, assumir a necessidade de uma política de conteúdo que não repita o que, por vezes, já é de conhecimento da comunidade de fotógrafos semanas ou meses antes da revista chegar às bancas.

Vamos conferir!

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8 de abr de 2010

AGENDA RECIFE: É HOJE > Exposição de João Castilho, na Fundaj do Derby.




Vale a pena visitar e conhecer mais um pouco do trabalho de João Castilho, em exposição que integra a edição 2009 do projeto trajetórias. Para quem não lembra, ele já esteve em Recife em 2008 na Semana de Fotografia, numa palestra com outros dois fotógrafos mineiros sobre o projeto em conjunto: Paisagem Submersa.

A Abertura será as 19h. Com um bate-papo com o fotógrafo as 20h.

Serviço:
João Castilho. Galeria Vicente do Rego Monteiro. Fundaj do Derby.
Visitação de 9 de abril a 16 de maio. De terça a domingo das 15 as 22h.

Endereço:
Rua Henrique Dias, 609. Derby - Recife / PE
Info: 81 3073.6692
www.fundaj.gov.br

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7 de abr de 2010

Associações de fotógrafos processam Google por digitalizar imagens

Um dos traços marcantes da cultura da convergência é a batalha travada no terreno dos direitos autorais. A lógica é simples: o campo tecnológico muda, permitindo um modelo de circulação de dados e informações além do alcance das concepções legais e jurídicas vigentes. Em outras palavras: a velocidade de se gerar problemas no campo da mídia, e também na fotografia, é maior que a de pensar soluções.

Os precedentes não são novos e já existem desde o século XVII quando leis de copyright foram desenvolvidas a fim de preservar o direito de cópia e circulação dos livros, numa época em que pirataria editorial era mais regra que exceção. Daí para criar noções de propriedade intelectual foi um percurso quase inevitável. Na verdade, a noção de autor e autoria moderna nasceu a partir da tecnologia impressa. Elisabeth Eisenstein e Perter Burke explicam isso bem melhor que eu.

Alguma semelhança com problemas de hoje? Todas. Na verdade, trata-se, no pano de fundo, de um choque de concepções. É o que Jenkins, no seu livro, cultura da convergência, vai falar de colisão entre concepções de mídia, e consequentemente, de como se vê o mercado e também, as questoes de propriedade intelectual.

Nesse choque, a coisa sobrou pro Google! Vejam a matéria do IDG NOW!

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Associações profissionais de fotógrafos nos EUA anunciaram ter entrado nesta quarta-feira (7/4) com um processo contra o Google, pela publicação na web de imagens protegidas por direito de autor.

Na ação de classe, as entidades American Society of Media Photographers (ASMP), Graphic Artists Guild, Picture Archive Council of America, North American Nature Photography Association, Professional Photographers of America, além de um grupo de fotógrafos e ilustradores, acusam o Google de digitalizar ilegalmente milhões de livros e outras publicações que contêm imagens protegidas por lei, e mostrá-los ao público sem respeitar os direitos de seus criadores.

Segundo a ASMP, o processo foi aberto depois que a Justiça norte-americana negou seu pedido de participar de outra ação de classe em curso, que questiona o projeto Google Library. Ela foi aberta por representantes dos escritores e que tem indenização avaliada em 125 milhões de dólares.

Em comunicado, o conselheiro geral da ASMP Victor Perlman disse que "buscamos justiça e pagamento justo para artistas visuais cujos trabalhos aparecem em 12 milhões de livros e de outras publicações que o Google digitalizou ilegalmente até agora".

Em 2005, o Google foi processado por um grupo de editoras norte-americanas e por sindicatos de autores, que apresentaram queixa semelhante. Um acordo entre o Google e os reclamantes foi assinado em 2008, mas um pedido de revisão foi apresentado em 2009. A Justiça ainda não se pronunciou sobre a validade deste acordo.

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Retorno. O problema na verdade, não é o Google. Ele é a janela por onde se vê uma questão muito maior: a situação de xeque em que se situa uma noção nascida no meio da cultura editorial clássica que começa a ser minada por um modelo de circulação e disponibilidade de imagens que é ponto a ponto, não é mais totalmente massivo, é descentralizado e incerto. Mas que o público acena e está a fim que se torne hegemônico: o acesso a tudo, de modo rápido, em qualquer plataforma online.

Não se pode culpar a janela pela existência da paisagem. Os tempos mudam, e com eles, a cultura da mídia e visual que os cerca e é também cercada pelo momento. Esse problema é de todos os produtos do campo da mídia. A música, ou melhor, a indústria do disco implodiu na última década e o horizonte para quem produz som já tem um ajuste completamente diferente.

Mas fotografia é outro caso. Vale, a título de complementação, dar uma olhada em um texto (Pulga na cauda longa) que Clício Barroso publicou no seu blog. É uma reflexão precisa sobre outro sintoma que está surgindo: os DVD's com milhoões de imagens em modo de royalty-free.

Remédios? Soluções? Não tenho nenhuma. Prefiro acreditar que a fotografia é um fenômeno capaz de assimilar todas essas alterações, pois isso é a sua própria história de arranjos e diálogos com as inovações do campo tecnológico. Ela se ajustou ao mercado de revistas, a competição com a televisão, tira resultantes (positivas e negativas) do diálogo com a internet. Só pra citar alguns exemplos, por que isso aqui não é tese, é blog!

Disso, certamente emergerá um modelo. (Creative commons???!!!)

Mas as coisas estão em trânsito, a resposta, está sendo soprada nos ventos da mudança (...the answer is blowing in the wind...).

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6 de abr de 2010

Encontro de coletivos fotográficos euroamericanos


Via blog do Garapa.

Tá no ar o site do encontro euroamericano de coletivos fotográficos. o ECO Será em maio, em Madri e em Soria, cidadela perto da capital espanhola. Do Brasil estarão presentes os coletivos Cia da Foto e Garapa.

Falar de coletivo é abordar uma tendência contemporânea de produção e circulação de fotografia.
Definir coletivo é um trabalho diverso, já que na própria história da fotografia o sentido gregário de fotógrafos sempre esteve presente como viés de aglutinar possibilidades de produção, de reoxigenar o horizonte de práticas.

O tema do encontro é: “Novas estratégias de produção e circuitos de visibilidade alternativos para projetos fotográficos”. Nada mais atual e no foco. Oportunidade para discutir e alargar os circuitos da fotografia e superar a perspectiva que lugar de foto é apenas em livro e parede de galeria.

É em Maio... tá em cima para se articular pra ir. Mas vale a pena conferir o site do encontro de ver os desdobramentos.

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Brega, demasiadamente brega...



Wedding Photography, ou fotografia de casamento já virou gênero fotográfico, mega-setor de mercado, sustenta muita gente e tem belos profissionais.

Mas, o nível parece se desigual. Clício Barroso, via Twitter nos brinda com esse delicioso portfólio, das bandas da Hungria (logo lá, que tem uma tradição em fotógrafos!!! Uhhh....) que é de vomitar, ou de rir bastante.

Tudo muito brega. Maravilhosamente imundo, incomparavelmente cafona...

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"Nunca se mente tanto: antes de uma eleição, depois de uma pescaria e durante uma guerra". - Otto V. Bismarck



O vídeo vazou do pentágono e foi parar no Wili Leaks, Youtube e rodou o mundo. Saiu do âmbito secreto militar através de fontes descontentes com o andamento da guerra no Iraque. É autêntico e ultrajante. Nele, se mostra a morte, ou melhor, assassinato, de 15 civis no bairro de New Bagdad em julho de 2007, incluindo o fotojornalista Namir Noor-Eldeen, 22, e seu assistante e motorista Saeed Chmagh, 40, ambos trabalhando para a Reuters.

A posição da Reuters tem sido de exigir do exército americano uma investigação completa do incidente. A pressão não é pouca. A Reuters é a maior agência de notícias do mundo, opera desde 1851, sendo a líder em informações financeiras e possuindo uma das maiores redes privadas de dados do mundo. O poder de cobertura da agência é enorme, e consequentemente, de também atrair ou repelir boa vontade sobre o caso. Posso afirmar isso por que na minha tese de doutorado pesquisei a Reuters.

O vídeo é auto-explicativo. Câmeras são confundidas com armas, as vítimas, todas, estavam desarmadas, pessoas foram assassinadas enquanto tentavam prestar socorro. Crianças foram feridas e enviadas a hospitais iraquianos, ao invés de serem atendidas em hospitais militares americanos. O palavreado dos soldados e oficiais envolvidos e o tom, é revoltante. Se aproxima mais do êxtase de adolescentes jogando videogame.

Vergonha para a humanidade. No aniversário de 7 anos da guerra do Iraque, os EUA mandam lembranças.

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