24 de set. de 2010

Mais uma barbeiragem: Mubarak à frente de Obama

Não sei o que se passa na cabeça dos editores de foto de jornais quando pensam em manipular uma imagem e imaginam que, em pleno tempo de web, a coisa não vai vazar.

O mais novo exemplo da conjunção manipulação/ jornalismo/ internet já está circulando nas redes. A vítima dessa vez: O eterno presidente-faraó-califa egípcio Hosni Mubarak.


O Al-Ahram, o principal diário oficial egípcio, publicou nesta terça-feira nas edições impressa e digital uma imagem manipulada do início das negociações de paz entre palestinos e israelenses, que aconteceu no começo do mês na Casa Branca.

Na foto se vê o presidente do Egito, Hosni Mubarak, 82 anos, caminhando em um tapete vermelho, seguido pelo presidente americano, Barack Obama, pelo primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pelo rei Abdullah da Jordânia e pelo líder da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas.

A imagem verdadeira, tirada pelo fotógrafo Alex Wong para a agência Getty, mostra Obama liderando a comitiva. Na imagem alterada a silhueta de Mubarak foi cortada, girada e levada para primeiro plano.

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29 de jun. de 2010

A chuva e as fotos

Vale conferir o vídeo montado pelo Jornal do Commercio de Recife que mostra a documentação feita pela equipe do jornal na cobertura das chuvas diluvianas que atingiram e causaram grandes danos aos Estados de Pernambuco e Alagoas.

A edição ficou por conta de Arnaldo Carvalho. Da equipe do JC e vice-editor de fotografia.


#SOS_Pernambuco from JCIMAGEM on Vimeo.



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3 de jun. de 2010

Revisitando a operação Condor. No Lens.


Foto: João Carvalho Pina.

Para quem não conhece a recente história da América Latina, a operação Condor foi uma ação conjunta de diversos países mergulhados em regimes totalitários que povoaram o continente entre os anos 1960 até os anos 1980.

A operação visava dar combate ao que se achavam terroristas, comunistas, subversivos, com troca de informações por parte dos países que compartilhavam regimes militares.

No lens, o blog de fotografia do New York Times, Tracing the Shadows of Operation Condor, é o nome do ensaio feito pelo fotógrafo português João de Carvalho Pina, revisitando os lugares que foram palco de torturas e assassinatos, bem como pessoas envolvidas e parentes dos desaparecidos.

A concepção do fotógrafo, segundo nota, para fazer este trabalho partiu da percepção que a geração dos avós dele está desaparecendo, e com isso parte da história, pois não há documentos sobre isso.

Documentar o passado, contudo, é uma idéa paradoxal. As coisas, pessoas e objetos não estão mais vinculadas, as ocorrências se foram. O que pode ser feito? No caso, João de Carvalho Pina aposta na possibilidade de levar aos observadores uma sensação de estranhamento ao se ver imagens que evocam eventos desaparecidos.

É possível e ele consegue. Confira e tire suas conclusões.

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5 de mai. de 2010

AGENDA RECIFE: Marc Riboud na torre Malakoff




Em 50 anos de carreira, o francês Marc Riboud conseguiu registrar mais do que imagens. Produzidas ou ao acaso, suas fotos revelam emoção e arte, que a partir do dia 07 de maio poderão ser conferidas pelos pernambucanos, na exposição que leva o seu nome, montada na Torre Malakoff, Recife Antigo.

A mostra, uma promoção da Aliança Francesa do Recife, será composta por 60 fotos, consideradas das mais representativas na carreira de Marc Riboud, cujo estilo marcou, reconhecidamente, a forma de representar o mundo durante o século XX.

Integrante da tradicional escola francesa de fotografia – grupo que fundou o estilo conhecido como humanista –, Marc Riboud, hoje com 85 anos, terá seus trabalhos expostos na Torre Malakoff, até o dia 20 de junho. Realizada pela Aliança Francesa do Recife, a mostra tem produção da Alliance Française e Ímpar Produções; patrocínio da Câmara de Commercio França-Brasil, Societe Generale e UTE Norte Fluminense; parceria da FUNDARPE, Secretaria de Educação do Governo do Estado de Pernambuco, Prefeitura da Cidade do Recife e Universidade Católica de Pernambuco; apoio da Ambassade de France au Brésil e Ministério da Cultura e Governo Federal; além do apoio cultural da Sherwin Williams.

Biografia – Marc Riboud nasceu em 1923. Durante a Exposição Universal de Paris em 1937, ele realizou suas primeiras fotografias com o pequeno Vest-Pocket que seu pai lhe deu por ocasião de seus 14 anos. Em 1944, participou dos combates de Vercors. De 1945 a 1948, estudou engenharia na Ecole Centrale de Lyon e trabalhou em uma fábrica antes de resolver dedicar-se à fotografia. Em 1953, conseguiu publicar na Revista Life a foto de um pintor da Torre Eiffel. Convidado por Henri Cartier-Bresson e Robert Capa, integrou a equipe da Agência Magnum.

Em 1955, passando pelo Oriente Médio e o Afeganistão, foi por terra até a Índia, onde ficou um ano antes de ir para a China, em 1957. Depois de uma estada de três meses na antiga URSS, em 1960, fez a cobertura das independências da Argélia e na África Negra. Entre 1968 e 1969, realizou reportagens no Vietnã do Sul e também no Vietnã do Norte, onde foi um dos poucos fotógrafos a poder entrar. Nos anos 80, viajou regularmente pelo Oriente e pelo Extremo Oriente e realizou a exposição em Paris, Londres, Nova Iorque, Beijing, Hong Kong, Bilbao...

Marc Riboud publicou vários livros sobre a China, o Tibete e o Camboja. Em 2009, ele lançou “Algérie, indépendance”, pela editora Le Bec em l’air. Foram organizadas duas importantes retrospectivas: em 2004 – na Maison Européenne de la Photographie de Paris – e uma terceira está prevista no Shanghai Art Museum em março de 2010.

Seu trabalho foi exposto em diversos museus. Ele recebeu entre outras recompensas, dois prêmios do Overseas Press Club, o Time-Life Achievement, o Lucie Award, o ICP Infinity Award, e, recentemente, o Sony World Photography Award.


Serviço:

Exposição Marc Riboud
Local: Torre Malakoff (Praça do Arsenal, s/nº - Recife Antigo)
Período: De 07 de maio a 20 de junho de 2010

Horário de visitação:
· De Terça a Sexta – Das 9h30 às 17h
· Sábados e Domingos – Das 14h às 17h
Telefones para agendamento de grupos: (81) 3184.3182 / 3184.3187

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14 de abr. de 2010

American Soldier ganha o Pulitzer de Fotografia.


Foto: Creig Walker, American Soldier, para o Denver Post.

O Prêmio Pulitzer já está na sua 94ª edição. Não se pode chamá-lo de Oscar do jornalismo porque, na verdade, ele é mais antigo que o prêmio de cinema. É concedido pela Universidade de Columbia, internacionalmente aclamada como uma das mais importantes em ensino e pesquisa de jornalismo. Logo, o prêmio vem referendado com conceito.

São distribuidos Pulitzers para várias categorias. Nas de foto, Categoria Fotografia factual venceu a fotógrafa Mary Chind, do jornal "The Des Moines Register", que fez o registro de um resgate dramático de uma vitima das enchentes.



Foto: Mary Chind, "rescue" para o The Des Moines Register.

Na categoria Fotografia não-factual venceu Craig F. Walker do "The Denver Post", com o ensaio Ian Fischer, American Soldier. Não é um ensaio clássico, e sim um material em multimídia espalhado por 10 vídeos, 8 galerias de fotos e uma penca de extras. O material levou 27 meses, 3 repórteres, e um fotógrafopara ser produzido.

Já tínhamos falado do ensaio assim que ele foi publicado. Mais que nunca, vale conferir. Gol para o fotojornalismo pensado e executado em formato multimídia.

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27 de mar. de 2010

Entrevista Noah Addis e o Jardim Edite


Foto: Noah Addis.

Nós já postamos aqui no site algumas notas sobre o ensaio "Sempre Jardim Edite", do fotografo norte americano Noah Adidis. Agora, em entrevista exclusiva para o AF de Autofoco, Noah fala sobre o início do seu trabalho, sobre fotografia documental e outros temas.

Sobre o entrevistado (extraido do site www.noahaddis.com):

NOAH ADDIS, formado em Fotografia pela Universidade de Drextel, na Filadélfia, tem trabalhado como fotojornalista profissional e fotógrafo documental há mais de quinze anos. Seu trabalho tem sido publicado em grandes jornais e revistas como o The New York Times, Time, Newsweek, People, E.U. News & World Report, Year's Life in Pictures e muitos outros.

Noah cobriu histórias como o crescimento do cristianismo na África e na guerra no Iraque. Ele já ganhou vários prêmios regionais e nacionais, incluindo o New Jersey Fotógrafo do Ano por três vezes. Em 2001 ele foi o vice-campeão na categoria portifólio da National Press Photographer’s Association Best of Photojournalism.


AF de Autofoco - Quando a fotografia começou a fazer parte da sua vida? Noah Addis – Quando eu era jovem, queria ter uma carreira em ciências ou engenharia. Durante o ensino médio, fiz uma viagem à Madrid e comecei a tirar fotografias de uma maneira diferente do que eu fazia antes – agora, eu estava pensando sobre a composição e a luz. Quando cheguei em casa e revelei os filmes, percebi que a câmera que eu estava usando estava quebrada e nenhum dos filmes eu tinha colocado corretamente. Nenhuma das fotos saíram, mas a experiência tinhas suscitado um interesse pela área em mim. Depois, meus pais me deram uma câmera SLR no meu aniversário e eu decidi que fazer fotografia era o que eu queria fazer na minha vida

AF – No seu site (www.noahaddis.com), nós podemos ver alguns dos seus projetos. Em “Serving the Nation”, há uma pequena descrição sobre o conceito que você usou para elaboração. Você escreveu: “I hope to bring attention to the fast-moving word outside of the Windows which otherwise migth go unnoticed”. Voce pode explicar esse conceito para nós?

NA – Eu comecei esse projeto enquanto viajava entre algumas cidades dos Estados Unidos. Trens, especialmente no nordeste dos Estados Unidos, tendem a percorrer bairros muitos interessantes e diversificados. Eu acho que muitas pessoas que viajam de trens não prestam muita atenção ao que está do lado de fora. Muitos dos trens viajam por áreas que antes eram ocupadas por indústrias, bem como por bairros operários. Agora, que a economia destas áreas tem se afastado da produção industrial, muitas das áreas industriais e antigos bairros residenciais prósperos estão desaparecendo. De certa forma os trens fornecem uma ligação interessante da história econômica dos Estados Unidos.


Foto: Noah Addis.


AF – Em “Wall Strett”, você nos mostra algumas cenas não muito comuns daquele lugar. Que tipo de história você busca nos contar?

NA – O distrito financeiro de Nova York é um lugar fascinante. Assim, muitas decisões são feitas lá que afetam a todos nós. Quando a extensão da crise financeira começou a ficar clara, em setembro de 2007, voltei minha atenção para Wall Street, para algo que aguçasse minha curiosidade.

Nessa época, eu ainda estava com o pessoal do jornal, de modo que este foi um projeto pessoal feito no meu tempo livre. Eu queria observar e fotografar a vida cotidiana daquela área. Eu não estava interessado na “news photo” – os comerciantes sobre o piso da bolsa de valores, por exemplo. Eu queria ter uma noção do lugar, da rotina diária dos trabalhadores daquele local.


Foto: Noah Addis.


AF – Fale um pouco sobre o seu trabalho “Sempre Jardim Edite”. Nós podemos dizer que você trabalha a representação de um novo modelo de êxodo urbano no Brasil?

NA – “Sempre Jardim Edite” é uma pequena parte de um projeto em andamento sobre as pessoas que vivem em comunidades de favelas urbanas em todo o mundo. Eu tenho um grande interesse em estudos urbanos, desenvolvimento e arquitetura. A teoria social tradicional acredita que a urbanização seguiria a industrialização. No entanto, muitas das megacidades no mundo, especialmente as do mundo em desenvolvimento, estão passando por um crescimento em massa da população, ao mesmo tempo em que estão experimentando uma perda de empregos na área industrial, conseqüência da estagnação da economia. Devido a agricultura mecanizada, o agronegócio em escala industrial, a guerra civil e inúmeros outros fatores, muitos cidadãos tendem a procurar oportunidades em outros centros urbanos no mundo. Fotografando os moradores das cidades contemporâneas, bem como o ambiente construído para e pelos moradores, espero adquirir uma maior compreensão das questões com que as cidades estão se deparando. O que acontece nas cidades do mundo - questões de saúde global, migração, desenvolvimento econômico, crises de refugiados e preocupações com a segurança - afetam a todos nós.


Foto: Noah Addis.


AF – Seu trabalho mistura algumas características da fotografia documental com o fotojornalismo. Para você, existe uma barreira entre esses dois conceitos? Como você enxerga essa relação?

NA – Eu não acho que deveria haver uma barreira entre o fotojornalista e o fotógrafo documental. Realmente eles são a mesma coisa, talvez com intenção e um publico um pouco diferente.

Comecei minha carreira trabalhando como fotojornalista em um grande jornal. Saí do trabalho pouco mais de um ano atrás para prosseguir com os meus próprios projetos pessoais e para fazer trabalhos “freelance”. Agora que estou trabalhando principalmente com projetos em longo prazo e com uma tendência mais autoral, acredito que provavelmente eu me encaixe mais na categoria de um artista ou um documentarista

Tento manter a integridade intelectual e a objetividade necessárias para o jornalismo quando eu faço projetos pessoais de longo prazo. A principal diferença é que, agora, estou livre para trabalhar em histórias que não estão nas manchetes e posso ter uma visão mais ampla. Acho que estou realmente tentando fornecer um contexto mais amplo para o meu trabalho.

Na verdade, acredito que aprendi a dar na carreira alguns passos atrás, literal e figurativamente falando. Eu não preciso mais me preocupar com a criação das imagens dramáticas ou aquelas que irão atrair a atenção de um leitor em uma página ocupada. Felizmente, eu também não preciso me preocupar em ilustrar idéias pré-concebidas por um escritor ou um editor. Estou tentando desenvolver um trabalho que é mais sutil e interpretativo.

Entrevista por João Guilherme Peixoto.

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15 de mar. de 2010

Miséria do jornalismo: Jornal A Tarde, de Salvador, quer que jornalista abra mão do direito autoral e de sua própria imagem

A fonte é o sinjorba (sindicato dos jornalistas da Bahia). O exemplo é péssimo, mas serve para se antenar e não deixar essa tendência "pegar".

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O jornal A TARDE entregou de forma individual aos jornalistas (fotojornalistas também) que prestam serviços a empresa um contrato individual, personalizado, através do qual o profissional abre mão do seu direito sobre a produção autoral e até sobre o direito de sua própria imagem.

O jornal chamou os profissionais em reunião e propôs mudança no critério de pagamento dos conteúdos integrados. Quando veio o resultado, verificou-se se tratar de um acordo do tipo guilhotina e pescoço que retira direitos dos profissionais.

Reunida hoje pela manhã e após ouvir os colegas de A TARDE na última quarta, a diretoria do Sinjorba decidiu algumas ações para impedir que o jornal vá à frente nessa iniciativa.

Manter a orientação aos colegas para não assinar o documento;
Pedir reunião com a empresa;
Solicitar mediação à SRTE (antiga DRT);
Denunciar o fato a APIJOR (já feito);
Procurar o Ministério Público do Trabalho, caso não haja recuo da empresa.

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14 de mar. de 2010

Um bom link para fotojornalismo



Essa é sob medida para quem pesquisa, acompanha, tem curiosidade sobre fotojornalismo.

Uma lista de links, atualizada diariamente, com novidades sobre o assunto: photojournalismlinks.

Vale conferir, navegar e derivar.

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Shooting War: fotojornalismo de guerra


Foto: Bagdad, por Stephanie Sinclair.

Para quem acompanha o fotojornalismo, vai aqui a dica do blog, jornalismo e internet.

Uma galeria de imagens fortes, mostrando o caos da guerra e como as pessoas lidam com isso no dia-a-dia, mesmo no cenário de conflitos. A galeria vem com o contexto de cada cena/foto.

Vale conferir.

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Peter Tunley e a borda do carnaval


Foto: Peter Tunley.

Em fevereiro escrevemos sobre o workshop que o fotógrafo Peter Tunley ofereceria durante o carnaval, no Rio de Janeiro.

O resultado pode ser visto aqui. A opção de Tunley foi ficar na franja, na beira, captar o entorno, a sobra do carnaval. É uma boa dica, vale conferir o resultado do projeto do fotógrafo. No link tem fotos de 2010 e de anos anteriores.

Dica enviada pelo Guido Cavalcante.

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9 de mar. de 2010

A verdade por trás: a venda dos arquivos da Magnum para a Dell


Foto do René Burri, São Paulo, dos anos 1960, com as anotações no verso.

A dica é do Amigo Paulo Munhoz, fotógrafo e professor, baseado em Salvador, via twitter.

No começo de fevereiro deste ano o mundo da fotografia foi sacudido pela notícia de venda de parte do acervo de fotos da agência Magnum para a Dell computers, que, por sua vez, cedeu o direito de uso e arquivamento a Universidade do Texas, em Austin.

Pois bem, depois de muita especulação, vale conferir o texto de Pete Brook publicado na RAW file, a coluna de fotografia da revista Wired, a bíblia do mundo digital. A matéria é bem completa e cheia de detalhes sobre a transação que, estima-se, girou em torno de 100 milhões de dólares.

Dentro das hipóteses levantadas por Brook, três são bastante plausíveis.

1 - A Magnum nunca foi um primor de saúde financeira. O valor repassado seria destinado ao pagamento de pendências. A agência teria assistido atentamente o debacle da Gamma, que entrou numa espiral descendente até fechar as portas por estar infestada de dívidas.

2 - Parte iria para o financiamento das novas estratégias de produção e circulação do conteúdo da agência. Reforçando, por exemplo, o Magnum in Motion.

3 - Por fim, a agência economizaria recursos de arquivamento e manutenção adequada. Algo nada barato de se fazer, tratando-se, no caso, de 185.000 imagens. Ao depositar o acervo numa biblioteca reconhecida internacionalmente, se garante a integridade do acervo.

Vale conferir o texto e aprender um pouco sobre os bastidores do mercado de fotografia.

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3 de mar. de 2010

Pediram o RAW... e o ucraniano Stepan Rudik bailou...


Foto/photoshop: Stepan Rudik.


Circulou hoje e causou um pequeno sismo no mundo do fotojornalismo. O World Press Photo "despremiou", se é que essa palavra existe, o ucraniano Stepan Rudik, da edição 2010 do WPP. O fotógrafo tinha conquistado o terceiro lugar na categoria "Sports Features" com a série de fotografias intitulada “Street fighting”.

O júri tinha suspeitado que o fotógrafo tinha alterado elementos no material sa série. Então, pediu os arquivos RAW (arquivos brutos, do modo com são captados pela câmera) e constatou que Rudik manipulou uma das fotografias.

Rudik caiu em desgraça por mexer em algo canônico dentro do World Press Photo, onde apenas são permitidos retoques, ajustes ligeiros na imagem, e não alterações profundas. Numa tacada só: não fará parte do catálogo anual nem da exposição itinerante e já foi retirada do site oficial do concurso.

Geralmente, o combinado sai barato.

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20 de fev. de 2010

Para ver o WPP 2010 em alta resolução


Foto: Stefano de Luiggi.

Se você ainda não viu, veja as fotos premiadas do WPP em resolução alta,ideal para tela cheia. Tá no site do Lens Culture. Se tiver tempo, passeie pelo resto do site. É bom.

conferir .

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17 de fev. de 2010

Sydney Now: Novo Fotojornalismo Australiano.

Documentário bacana produzido em 2007 sobre a nova cena australiana de fotografia/fotojornalismo. Bem interessante, vale a pena dar uma conferida.

Dividido em 03 partes.

Dividimos os links aqui no blog na seqüência: 01, 02 e 03.



Post enviado por João Guilherme Peixoto.

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Sempre Jardim Edite


Foto: Noah Addis.

A desigualdade assunta, até mesmo quem já a observa de perto cotidianamente.

Belíssimo ensaio do fotógrafo Noah Addis na Burn sobre a “desocupação” da favela Jardim Elite, em São Paulo. Lar de mais de 550 famílias, o lugar foi demolido para dar espaço ao que os governantes da terra da garoa apelidaram de “revitalização urbanística”, algo como: esconda-a-sujeira-debaixo-do-tapete-e-cuidado-para-não-sujar-os-sapatos-na-hora-da-saída.

Segundo o texto que acompanha o ensaio,

“In September of 2008, a court order sealed the fate of this tight-knit community when a state tribunal judge said the project could go forward and the occupants should be evicted”.

Quer dizer: o que pesa mais na balança social? É o (des) envolvimento seguindo em frente... Para acessar, clique aqui.

Post enviado por João Guilherme Peixoto.

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12 de fev. de 2010

WPP vai para o Italiano Pietro Maturo, como imagem do começo dos protestos no Irã


FotoÇ Pietro Maturo.

O 53 prêmio do WPP selecionou como imagem do Ano de 2009 uma foto do Italiano Pietro Maturo. A imagem mostra uma mulher em um telhado de Tehran, capital do Urã, protestando.

É uma imagem que faz parte de uma reportagem que antecederam a sequencia de eventos de protestos contra o resutlado das eleições presidenciais no Irã, quando pessoas começaram a gritar e reclamar nos telhados das casas. A repostagem como um todo ganhou na categoria Gente e Notícias.

Segundo o que está na página de resultados do WPP, o presidente Juri justifica o resultado como "uma imagem que mostra o começo de algo, o começo de uma longa história. E adiciona mais perspectiva as notícias. É tocante tanto emocionalmente como visualmente".

No site do WPP ainda tem uma galeria multimídia com entrevistas com membros do Juri e a reação do fotógrafo ao ser comunicado do prêmio.

o Brasil marca presença nesse WPP, com a foto de Daniel Kfouri, ganhando o terceiro prêmio na categoria esportes.

A galeria das fotos premiadas po categoria pode ser conferida aqui.

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10 de fev. de 2010

O lado B da cobertura do Haiti.


Foto: AP Photo/Rodrigo Abd.

Dois textos que iluminam a cobertura fotográfica no Haiti. Para além dos clichês do Fotojornalismo.

Clique aqui para ler Showcase: This Isn’t Show Business, de Daniel Morel. Tá no Lens. Daniel é fotógrafo haitiano e estava in loco no momento do terremoto, fazendo as primeiras imagens. O cara está irado com o enfoque da imprensa, ONU, governo (?) haitiano, que, segundo ele, não estariam vendo a situação a partir de "dentro".

Outro texto, menos irritado, mas não menos corrosivo é o "Is to Ethical to Charge People to Photograph Haiti's Earthquake Aftermath?" de Victoria Fine, editora do huffingtonpost.com, denunciando a luta por grana para se obter as imagens.

A dica foi do Guido, leitor assíduo do AutoFoco. Valeu!

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Paolo Pellegrin no Haiti. Imagens recém postadas pela Magnum.


Foto: Paolo Pellegrin/Magnum.

Acabou de ser publicado no site da Magnum.

Por aqui, já tínhamos escrito que o Haiti é atualmente um cenário cheio de desgraças. E também de oportunidades. No caso, de emplacar visibilidade a um trabalho calcado (ou vampirizado??) nas custas do agendamento mais que massivo da mídia.

O Haiti está cheio dos "ninjas" do fotojornalismo. Por esse e por outros motivos. Pra bom entendedor...

Vejam o trabalho do Paolo Pelegrini lá. Está no site da Magnum.

Me incomoda a recorrência do Pelegrini a certas soluções estéticas a qual ele já recorreu em ensaios anteriores (contrastes demasiados, contra-luz, dramatização da realidade). Me incomoda também apelos ao horror explícito quando esse viés já está explorado por um largo espectro da mídia.

O fotojornalismo da Magnum não era pra ser diferente?

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Big Picture, colorful India.


Foto: AP Photo/Bikas Das.


Do big picture todos falam muito. A coisa é toda muito bem editada. Nesse caso, o mote é o aniversário da constituição da Índia. Ah.. tá!

Tarefa do dia: conferir esse mais belo showcase. Colorful of India.

Aproveitem.

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Haiti em 3 tempos.


Foto: REUTERS/Carlos Barria.

Ainda no big picture.

A sequência de eventos do Haiti. São três ensaios fortes. Mas essenciais para ver mais sobre o Haiti.

48 horas depois.

6 dias depois

3 semanas depois
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