5 de mai. de 2010

AGENDA RECIFE: Marc Riboud na torre Malakoff




Em 50 anos de carreira, o francês Marc Riboud conseguiu registrar mais do que imagens. Produzidas ou ao acaso, suas fotos revelam emoção e arte, que a partir do dia 07 de maio poderão ser conferidas pelos pernambucanos, na exposição que leva o seu nome, montada na Torre Malakoff, Recife Antigo.

A mostra, uma promoção da Aliança Francesa do Recife, será composta por 60 fotos, consideradas das mais representativas na carreira de Marc Riboud, cujo estilo marcou, reconhecidamente, a forma de representar o mundo durante o século XX.

Integrante da tradicional escola francesa de fotografia – grupo que fundou o estilo conhecido como humanista –, Marc Riboud, hoje com 85 anos, terá seus trabalhos expostos na Torre Malakoff, até o dia 20 de junho. Realizada pela Aliança Francesa do Recife, a mostra tem produção da Alliance Française e Ímpar Produções; patrocínio da Câmara de Commercio França-Brasil, Societe Generale e UTE Norte Fluminense; parceria da FUNDARPE, Secretaria de Educação do Governo do Estado de Pernambuco, Prefeitura da Cidade do Recife e Universidade Católica de Pernambuco; apoio da Ambassade de France au Brésil e Ministério da Cultura e Governo Federal; além do apoio cultural da Sherwin Williams.

Biografia – Marc Riboud nasceu em 1923. Durante a Exposição Universal de Paris em 1937, ele realizou suas primeiras fotografias com o pequeno Vest-Pocket que seu pai lhe deu por ocasião de seus 14 anos. Em 1944, participou dos combates de Vercors. De 1945 a 1948, estudou engenharia na Ecole Centrale de Lyon e trabalhou em uma fábrica antes de resolver dedicar-se à fotografia. Em 1953, conseguiu publicar na Revista Life a foto de um pintor da Torre Eiffel. Convidado por Henri Cartier-Bresson e Robert Capa, integrou a equipe da Agência Magnum.

Em 1955, passando pelo Oriente Médio e o Afeganistão, foi por terra até a Índia, onde ficou um ano antes de ir para a China, em 1957. Depois de uma estada de três meses na antiga URSS, em 1960, fez a cobertura das independências da Argélia e na África Negra. Entre 1968 e 1969, realizou reportagens no Vietnã do Sul e também no Vietnã do Norte, onde foi um dos poucos fotógrafos a poder entrar. Nos anos 80, viajou regularmente pelo Oriente e pelo Extremo Oriente e realizou a exposição em Paris, Londres, Nova Iorque, Beijing, Hong Kong, Bilbao...

Marc Riboud publicou vários livros sobre a China, o Tibete e o Camboja. Em 2009, ele lançou “Algérie, indépendance”, pela editora Le Bec em l’air. Foram organizadas duas importantes retrospectivas: em 2004 – na Maison Européenne de la Photographie de Paris – e uma terceira está prevista no Shanghai Art Museum em março de 2010.

Seu trabalho foi exposto em diversos museus. Ele recebeu entre outras recompensas, dois prêmios do Overseas Press Club, o Time-Life Achievement, o Lucie Award, o ICP Infinity Award, e, recentemente, o Sony World Photography Award.


Serviço:

Exposição Marc Riboud
Local: Torre Malakoff (Praça do Arsenal, s/nº - Recife Antigo)
Período: De 07 de maio a 20 de junho de 2010

Horário de visitação:
· De Terça a Sexta – Das 9h30 às 17h
· Sábados e Domingos – Das 14h às 17h
Telefones para agendamento de grupos: (81) 3184.3182 / 3184.3187

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12 de set. de 2009

Morre Willy Ronis, aos 99 anos.


Foto: Willy Ronis.

Com dados da agência AFP.

Morreu hoje em Paris, o Fótógrafo francês, Willy Ronis. Contemporâneo de Bresson e Doisneau,Sua produção remonta aos anos 1930, na revista "Miradas".

Seus primeiros trabalhos sobre os movimentos sociais, principalmente as greves da fábrica Citroën, são co-fundadores do estilo de cobertura que se convencionou chamar de fotografia humanista.

Depois da Segunda Guerra, Ronis participou no renascimento da imprensa ilustrada e, em 1946, fez parte da primeira equipe da agência Rapho. Ganhou em Prêmio Nadar (1981).

Veja fotos de Willy Ronis.

Abaixo, matéria da TV francesa sobre a morte de Ronis, com uma pequena contextualização da sua importância para a história da fotografia.

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23 de dez. de 2008

A primeira exposição da magnum: da photokina de 1956, para o livro de 2008.



A Magnum continua a revisitar o seu valioso baú de imagens e reempacotar fotografias em forma de novos produtos. Desta vez, a primeira exposição da agência que revolucionou o fotojornalismo, é lançada/ revisitada em formato de livro.

Magnum's first trata-se da edição do material da agência exiblido publicamente pela primeira vez em 1956, na photokina de Colônia, na Alemanha. Ná época o tema da exposição era "A fotografia Humanista", idéia que permeou os primeiros anos da Magnum e que consistia no trabalho de toda uma geração de fotógrafos, que fixaram suas fotografias sobre os acontecimentos mais banais do dia a dia, o absurdo, o amor, as festas..., enfim o testemunho de um tempo com um compromentimento social e humano.

O livro reconstrói a totalidade da exposição com 83 fotos em preto e branco dos "grandes" da agência, Robert Capa, Cartier Bresson, ....

Para os interessados com dólares no cartão de crédito, o livro já está a venda na amazon.

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