3 de out. de 2009

Futebol, memória e Pelé


Foto: arquivo Agência Estado.

A dica veio do blog Jornalismo e internet, do professor e amigo Marcos Palácios.

Pelé, o mesmo que ontem, quando o Rio foi escolhido sede dos jogos olímpicos de 2016 falou "o Brasil foi o único país que veio com 'o' Rei e o Presidente" (esquecendo obviamente que o Rei de Espanha, Juan Carlos e o primeiro ministro Zapatero estavam na mesma cerimônia, tsc, tsc); 35 anos atrás, jogava sua última partida pelo Santos.

Em 2 de outubro de 1974, o fotojornalismo de esportes e também de futebol era muito diferente. O estadão montou uma galeria virtual onde isso se verifica. Vale como documento, de como era o fotojornalismo, o futebol, a época, e claro, o Pelé.

Ponto fraco? A não inclusão dos nomes dos fotógrafos da época. Creditar como Arquivo Agência Estado é uma pena.

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6 de jul. de 2009

Foto da morte de Jackson valeu meio milhão de dólares


Capa da OK Weekly.

Saiu no PDN.

Segundo uma fonte confiável, a foto de Michael Jackson morto, ou em processo de morte, que reproduzimos acima, valeu o equivalente a 500.000,00 dólares. A grana foi paga pela revista britânica de celebridades OK, Weekly para ter exclusividade mundial sobre as "últimas fotos" do artista.

Segundo a editora da OK, Sarah Ivens, A imagem de Jackson na capa diferencia a revista do tom de tributo adotado por quase todas as outras revistas semanais e de entretenimento que abordaram a morte do artista.

Problemático? - Sem dúvida. Pra dizer o mínimo: sensacionalismo e oportunismo rasteiros. suspeitíssimo também é a não indicação da pessoa que fez a foto.

Mesmo sendo uma pessoa pública e tendo todo o processo de falecimento colocado em um nível de espetacularização sem precendentes, há limites, ou deveriam haver, para abusos de imagem como este. É o tipo de imprensa que acha que tudo e todos tem o seu preço.

Lamentável.

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27 de jun. de 2009

Evento de escala mundial: galerias sobre quem vela por Jackson


Foto: Adi Weds. EPA para o Lens/NY Times.

A morte de Michael Jackson está na segunda etapa da cobertura midiática: depois do choque, o velório público. O evento é mundial. De Berlin à Índia. De Estolcomo a Toronto. Os jornais e sites começam a elaborar galerias. O AutoFoco acompanha.

El Mundo. Para quem é craque em infográficos, o jornal espanhol deixou a desejar - por enquanto - na apresentação das fotos.

O Boston Globe ainda não preparou um Big Picture sobre o assunto. Enquanto isso faz um "ao redor do mundo".

O UOL está com uma coletânea de agências. É aquela coisa: mostra o que se vê em todo canto.
Melhor do dia:

O lens do New York Times. Investiu mais na qualidade e no inusitado. O times, ainda dispõe duas galerias: o velório globalizado e um de memória da carreira, sacado do banco de imagens.

Enquanto estiver na agenda, a morte de Jackson renderá. Entendam "render" na mais ampla compreensão do termo.

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25 de jun. de 2009

Especiais em multimídia e a morte de Michael Jackson



Se tudo na vida de Michael Jackson era cercado pela mídia e lógica do espetáculo, na sua morte a lógica não será diferente. Mesmo poucas horas após o anúncio do seu falecimento, já constam em sites de alguns jornais online, galerias virtuais fazendo uma retrospectiva da vida/ morte do cantor.

Até agora, (apenas cinco horas do anúncio oficial) nada de muito inusitado ou excepcionalmente criativo. Mas, certamente, ao crescer o volume de imagens sobre o evento, a complexidade do mesmo e as formas de apresentação e exploração visual também devem aparecer. O AutoFoco vai ficar de olho e postar aqui os experimentos mais interessantes.

Por enquanto, da imprensa americana, linkamos a galeria do New York Times, do Chicago Tribune e da CNN.

Na europa, o LeMonde, o Liberation e o El Pais, também entraram com portfolios da vida e obra do cantor. Tudo muito igual, feito no calor da surpresa do acontecimento e provavelmente com imagens de arquivo. O El Mundo, espanhol, que já tem tradição em apresentar conteúdo em formato multimídia, caprichou um pouco mais e fez uma galeria mais eficiente.

Aqui pelo Brasil, o UOL fez um timeline bem pobrezinho, reduzindo fotos a ilustrações. Deve pintar com coisa mais caprichada nas próximas horas.

Tá tudo ainda muito em função da carreira do cantor, que, foi recheada de escândalos e imagens. O evento da morte de Jackson repete a lógica da morte de outros astros pop: viva rápido, morra cedo, deixe um cadáver bonito. Desta vez, com a massiva cobertura via internet, a dimensão de um grande evento, como a morte de outros astros pop, como Elvis, Janis, Hendrix, Lennon e Bob Marley, deverá ser mais ampliada. Como tudo, aliás, relacionado a vida de Jackson.

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