2 de jul. de 2009

Por que fotografia? # 4.

Por que Fotografia? # 4. Danilo Russo.

Dando continuidade a série "por que fotografia?" , agora é a vez de Danilo Russo.

Genovês de nascimento, dez anos de Brasil, fotógrafo de moda, é formado pelo Instituto Europeu de Design, em Milão, e tem no portfólio trabalhos para: W América, Vogue, Harper´s Bazaar Uomo, Elle, entre outras. No Brasil, fez editoriais para as revistas Audi Magazine, Elle e Marie Claire. Recentemente, reformulou e estuturou sua ação na área de treinamento e educação em fotografia, com o Instituto Internacional de Fotografia, em São Paulo.

Quando você se interessou por fotografia?

Na adolescência. Querendo satisfazer o desejo de expressão artística e não tendo dotes manuais para pintura, escultura. Encontrei na fotografia uma maneira para satisfazer o sentimento artístico. Depois disso, na hora de escolher a carreira Profissional como uma opção e, desde esta época, vivo com ela e dela.

Pra quem está começando, o que você diria?

Treine a visão. Descondicionem o olhar. Procurem além da superfície, ofereçam múltiplos planos de leitura nas suas imagens. Criem um repertorio, uma biblioteca de imagens se alimentando de imagens.
Ah, e para concluir: Não esqueçam que a fotografia se aprende praticando: Fotografem, fotografem , fotografem.

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18 de mai. de 2009

Por que fotografia # 3.

Por que fotografia? # 3. Eduardo Queiroga.

Eduardo Queiroga fotografa profissionalmente desde 1990. É jornalista. Foi repórter fotográfico do Jornal do Commercio (1992-1995). Criou e atuou nas agências Lumiar e Algaroba. Atualmente coordena o projeto Fotolibras (projeto de fotografia participativa com jovens surdos), ensina no bacharelado em fotografia da AESO, e realiza o projeto: Inventário Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais de Pernambuco. Está com a exposição "sobreposições" na Arte Plural Galeria, em Recife.

AF: Quando você se interessou por fotografia?

Meu primeiro interesse por fotografia não é algo marcante. Não houve glamour ou um impacto, um tapa. Foi uma espécie de envolvimento aos poucos. Algo que já vinha da infância, aquela curiosidade mesmo de pegar a câmera (geralmente uma kodak de plástico) e registrar comemorações ou passeios. Eu comecei a trabalhar bem cedo. Não era tempo integral, mas me permitia juntar uns trocados. Antes ainda da faculdade. Aí botei na cabeça que iria juntar dinheiro para comprar uma câmera. O primeiro investimento foi em livros. Lembro que entrei numa livraria e comprei todos os livros que pude sobre fotografia. Aqueles tipo "aprenda fotografia sem mestre" ou "fotografia em 10 lições". Como eu não sabia direito das coisas, acabei incluindo também alguns outros mais avançados, técnicas de revelação e teóricos. Então lá estava eu, aprendendo fotografia sem câmera, autodidaticamente e somente na teoria. Enquanto juntava dinheiro para minha primeira Praktica (marca disponível no mercado, fabricada na Alemanha ainda "oriental"), lia muito. Lembro que li 13 livros logo nos primeiros momentos. Muitos se repetiam, mas sempre traziam algo de novo. Revistas também foram muitas.

Depois eu fui me interessando pela linguagem e me envolvendo cada vez mais. Fiz jornalismo exatamente por ser um curso que oferecia contato com a fotografia. Hoje eu só sei que quero aprender. Acredito que meu interesse esteja sempre sendo renovado.

AF: Pra quem está começando, o que você diria?

Estude, pesquise e não perca a chance de tornar sua fotografia divertida. Não digo o resultado, mas a sua relação com ela. Eu perdi muito tempo e quebrei a cara muitas vezes por conta do meu processo autodidata, onde eu não tinha contato com outros fotógrafos, tirava minhas próprias conclusões, muitas vezes na direção errada. Hoje as condições são outras, existem cursos, fóruns, toda uma internet na sua frente. Essa relação positiva está também em ir atrás de todas as possibilidades que a fotografia te oferece, que são muitas.

E se está começando profissionalmente, comece com o pé direito. O mercado da fotografia é regulamentado pelo fotógrafo. É o comportamento de cada um que faz esse mercado ser mais justo, leal, ou não.

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30 de mar. de 2009

Por que Fotografia? # 2

Por que Fotografia? # 2. Roberta Guimarães.

Fotógrafa pernambucana, trabalhou como fotojornalista e fundou, juntamente com 4 outros fotógrafos, no final dos anos 1980, a agência Imago fotografias. Possui no currículo várias exposições e livros. Atualmente ensina no bacharelado em fotografia da AESO.

AF. Quando você se interessou por fotografia?

Roberta - Quando iniciei o curso de jornalismo. No primeiro ano descobri que queria seguir com imagens e não com textos. Antes de iniciar a disciplina de fotojornalismo eu já fazia minhas saídas fotográficas. Lembro que uma das primeiras foi um acampamento de sem-terra na Praça da República, em frente ao Palácio do Governo.

AF. Pra quem está começando, o que você diria?

Roberta - Leia muito. Veja imagens( fotografia e cinema). E fundamentalmente fotografe.

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27 de mar. de 2009

Por que Fotografia? # 1

Por que Fotografia? # 1. Clício Barroso.

A partir desse post, o AutoFoco começa uma série de perguntas e respostas: Por que fotografia?
A idéia foi adaptada de algo semelhante feito com os fotógrafos da Magnum, pelo fotógrafo Alec Soth. Como tenho curiosidade e sempre fiz essa pergunta de um modo ou de outro aos colegas, veio junto a idéia de blogar as experiências-respostas de fotógrafos mais próximos a nossa brasileira-realidade. Afinal, conhecimento é uma das poucas coisas que, quando você partilha, se multiplica.

Caso seja fotógrafo e queira dar sua contribuição a curiosidade coletiva dos que visitam este blog, por favor, responda e envie.

O primeiro a responder é Clicio Barroso. Fotógrafo, professor, consultor, desenvolvedor, presidente de associação (Fototech), enfim, Clício são muitos.

AF. Quando você se interessou por fotografia?

Clicio: Quando trabalhava como assistente de camera de cinema, em 1972 em SP.

AF. Pra quem está começando, o que você diria?

Muita paciência, muito estudo, muito museu, e fotografar todos os dias, não importa o que, não importa como, não importa com qual equipamento.

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