30 de mai de 2009

Domingo tem Visor Plural: Chanteclair, A Dama da Noite


A Arte Plural Galeria exibe o documentário Chanteclair, a Dama da Noite, dentro do projeto Visor Plural. O filme é construído em torno de depoimentos de frequentadores da "dama da noite" como o edifício era chamado. A diretora Mariângela Galvão elabora uma reconstituição do glamour e prazer da chamada “época de ouro”, nos anos 50, até a decadência do edifício, na década de 80. A sessão está marcada para este domingo, 31, às 18h, e é aberta ao público.

A película, foi feita em 16mm, e reúne basicamente duas vertentes sobreviventes dos idos do Chanteclair. De um lado, os boêmios e curiosos do prazer de classe média, hoje, formados médicos, advogados, políticos ou empresários. Do outro, prostitutas, ex-prostitutas, ex-donos, ex-dançarinas e garçonetes da casa.Uma referência obrigatória para compreender o processo urbano do bairro do Recife e do próprio Chanteclair, ainda em meio a uma interminável reforma.

Serviço:

Visor Plural: Chanteclair, a dama da noite.
Onde: Arte Plural Galeria: Rua da Moeda, 140 - Bairro do Recife 3424.4431.
Quando: Domingo, 31 de maio, 18h.
Quanto: Entrada gratuita.

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A guerra em pijama cor-de-rosa!


Foto: David Guttenfelder, para Associated Press.

Foi veiculada na semana passada, no New York Times, e também no blog Lens, do próprio Times, é já é uma das imagens mais memoráveis de cobertura de guerra no século XXI. A cena aconteceu no Afeganistão, no vale do Korengal.

O soldado foi identificado. É Zachery Boyd, tem 19 anos e é texano. O motivo de estar vestido de pijama cor-de-rosa, sandálias de dedo, camisa vermelha, capacete, mochila e colete militar, pilotando um fuzil, é que foi arrancado do sono por colegas para uma ação contra-ofensiva. O soldado temeu, depois da foto publicada, pelo fim imediato de sua carreira militar. O Efeito, no entanto, foi exatamente o contrário, tendo recebido elogios do secretário de defesa.

Fora isso, é uma imagem que conta uma história de uma guerra pra lá de complicada, em uma dimensão esteticamente surpreendente e inesperada. Em tempos que se alega quase todo dia que o fotojornalismo está morto, exemplos assim reoxigenam a discussão.

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28 de mai de 2009

Burn. Ensaios e fotografia capitaneados por David Alan Harvey


Foto: Michael Christopher Brown.
Fui verificar o que David Alan Harvey estava fazendo. O cara foi, durante anos fotógrafo da National Geographic, tendo feito ensaios belíssimos, um deles o "âme patargé" com muitas imagens de Salvador/ BA. Por acaso, fui apresentado, por uma colega fotógrafa, ao Alan Harvey quando morei na Bahia e, na época, não tinha a dimensão do trabalho dele. Mas isso é história pra outro post...

Pois bem. Localizei o blog dele, o road trip, onde indicava ter encerrado as atividades de postagem desde o ano passado, e que estaria se dedicando ao projeto Burn. A idéia é ser um jornal-espaço, para abordagens fotográficas emergentes que explorem o meio visual com ousadia e criatividade. Alan Harvey, que também é professor de fotografia, elaborou o site com a dimensão que é através dos jovens fotógrafos que os processos e linguagens da fotografia se renovam.

Pois bem. Sob curadoria de Alan Harvey, que também é da Magnum, o site é um espanto! Simples de navegar e com imagens fora-de-série. Vale conferir. Os ensaios são belíssimos. A foto que ilustra esse post é do ensaio Sakhalin de Michael Christopher Brown. No caso, trata-se de uma pequena ilha nos confins da Rússia, isolada boa parte do ano por conta do frio e do gelo e que, nem está na era do comunismo, nem representa interesse na atual era russa. Um lugar em uma especie de não-tempo histórico.

No texto de apresentação do site tem uma parte que é bem militante, mas deixa claro a postura do projeto:

burn is born from an educational imperative and to bring strong photographic essays and powerful text to not only photographers, but to anyone fascinated by a visual and literary interpretation of our complex planet. Your interpretations may be either journalistic in nature or esoteric subjective pieces. I hold all artists in high regard. With me as editor/curator you need never think “what does he want or like?” I will push you to do your thing, not mine…

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CRESCER é Brasil no Photoshop Disasters!!!

Dando continuidade ao interesse por disastres no Photoshop, fui consultar a bíblia das tranqueiras da edição de fotografias, o photoshop disasters. Olha só o que encontrei por lá, uma capa de revista brasileira, A Crescer. O texto do site é pra lá de escrachado, perguntando se trata-se de um cartaz de filme de terror ou uma revista sobre pais e filhos. Também pudera: com essa criança imitando Chuky...



É o photoshop à brasileira ganhando notoriedade. Com sinal trocado, é claro.

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Fotorio, a partir de 1 de junho.



Vai acontecer no Rio de Janeiro, a partir do dia 1 de junho. Confiram a programação abaixo e o site. Tem muita coisa boa nesta edição.

Exposições

- 1º de junho - "Mario Baldi - fotógrafo austríaco entre índio brasileiros" - curadoria de Marcos F. B. Lopes - Arquivo Nacional (Praça da República, s/s) - Abertura com mesa redonda às 15hs ;

"In-Urbanos", fotografias de Roberto Machado Alves
- Mezanino do Bar Ernesto (Largo da Lapa, 41 - Lapa)a partir das 19hs.

- 2 de junho - "Ao povo futebol e circo", fotografias de Moskow e Luiz Frota - Hotel Castelinho (Galeria do Hotel Castelinho 38, Santa Teresa), a partir das 18:30hs.

- 3 de junho - "Fotografias Urbanas", de José Alvarenga - Espaço de Artes Al-Farabi (Rua do Rosário, 30-32, Centro)a partir das 19hs.

- 4 de junho - "Andalucía 1935", fotografias de Pierre Verger - curadoria de Jesus
Cañete - Museu Histórico Nacional (Praça Marechal Âncora - Próximo àPraça XV - Centro - Rio de Janeiro - RJ), a partir de 12:30hs;

"Instantes: um olhar
sobre outro, sobre outros", fotografias de Renata Richard e Sílvia Magalhães - Espaço Imaginário (Avenida Gomes Freire, 453 Lapa)a partir das 19hs.

- 6 de junho - "O Efêmero e o Eterno", fotografias de Kryka Pujol e Liliane Marinho, e "Um click no quase invisível", fotografias de Henrique Cafundó - Parque Nacional da Tijuca (Estrada da Cascatinha, 850 - Alto da Boa Vista)a partir das 11 horas.

Cursos e seminários

- 2 a 4 de junho - "Fotografia e História", realização do Laboratório de História Oral e Imagem da UFF e Casa de Oswaldo Cruz e coordenação de Ana Maria Mauad (LABHOI / UFF), Museu Histórico Nacional de 10 às 12h - será fornecido certificado a quem comparecer às três mesas redondas:

2 de junho - Fotografias da Guerra do Paraguai, com Ricardo Salles (palestrante) e Ana Maria Mauad (debatedora) e mediação de Milton Guran.

3 de junho - Fotografia e História da Ciência, com Aline Lacerda e Rogério Reis (palestrantes) e Milton Guran (mediador e debatedor)

4 de junho - Pierre Verger, um olhar nômade na Espanha de 1935, com Jesus Cañete (palestrante) e Silvana Louzada (debatedora) e mediação de Milton Guran

- 2 a 30 de junho - "Fotografia: arte e memória" , com Milton Guran, Joaquim Marçal de Andrade, Ana Maria Mauad, Joel Birman e Paulo Sérgio Duarte, na Casa do Saber - inscrições abertas, vagas limitadas, consultar www.casadosaber.com.br

- 3 a 8 de junho - "Composição de imagens: o exemplo dos grande mestres" com André Dorigo - Ateliê da Imagem (Avenida Pasteur 453 Urca)- consultar www.ateliedaimagem.com.br

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26 de mai de 2009

The Commons: flickr, Fotografia e memória coletiva.



Saiu no blog Images&Visions, do Fernando Rabelo, e o AutoFoco foi conferir.

É Um projeto super interessante está sendo hospedado e conduzido pelo flickr. The Commons.

A idéia é disponibilizar fotos de acervos iconográficos, como por exemplo, a renomada Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, para que usuários ajudem a identificar e classificar, de acordo com vivências, reconhecimentos e memórias, elementos presentes nas imagens. Assim, elas podem ser melhor organizadas e mais facilmente encontradas.


Marinheiros do navio de guerra Minas Gerais. Imagem captada de negativo de vidro.
Biblioteca do Congresso dos EUA.


Em um segundo momento, o projeto visa, ainda, permitir que, com a adição de imagens dos usuários, o acervo possa ser enriquecido. Um exemplo dessa possibilidade é a própria foto acima.
Inicialmente sem identificação, como consta na página onde se encontra, a foto foi comentada por alguém que alega que o navio de guerra brasileiro, Minas Gerais, visitou os EUA em 1913, levando o ministro de relações exteriores de então, Lauro Severiano Muller. Desse modo a memória iconográfica pode sofre processos acumulativos e contínuos dos usuários.

Vale a pena dedicar algumas horas e se deliciar com os tesouros fotográficos que tem por lá. Já de cara, na parte da Biblioteca do Congresso, o internauta se depara com um time de primeira: Dorothea Lange, Walker Evans e Gordon Parks. Show de web!

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Capa da Veja. Veja que bizarro!!!

A tranqueira foi cometida na capa da Veja desta semana.
Foi assunto na internet em TODAS as listas de discussão de fotografia.
Assunto da semana e candidata nacional ao photoshop disasters... Piada pronta para mesa de bar e de maníacos por photoshop.



Confiram e tirem suas conclusões sobre a perna direita da modelo.
Nota: A chamada da édição é sobre dieta... Ai fica a pergunta: A revista abre 42 páginas de espaço para o assunto e paga um vacilo desse na foto de capa? Bronca pro editor de fotografia da revista ou pro editor geral? Tsc, tsc... Lamentável!

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Digitais. Um jeito de ver os brasileiros


Material exclusivamente online: Brasileiros em ensaios audiovisuais


A convergência entre fotografia, internet e cruzamentos com outras mídias, continua parindo experiências interessantes. Vale conferir o site que a revista brasileiros desenhou para exibir ensaios que mesclam fotografias e narrativas textuais, sonoras em um estilo que, se é fotojornalismo, também foge do factual óbvio e direto da cobertura direta dos jornais.

O foco dos ensaios? Nós mesmos, os brasileiros, em histórias comuns e, ao mesmo tempo, singulares. Um bom exercício de alteridade e complexidade cultural que o Brasil incuba de modo permanente.

Para conferir, aqui.

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24 de mai de 2009

AGENDA ARACAJU: Romeiros de Fé.


Foto: Alejandro Zambrana, fotógrafo sergipano, expõe universo dos romeiros do Padre Cícero.

Romeiros da fé é um mergulho no mundo das romarias de Juazeiro do Norte, no Ceará. A exposição começa terça-feira, dia 26 de maio, a partir das 19h30, na galeria Jenner Augusto, situada na Sociedade Semear. A exposição fica aberta ao público até o dia 16 de junho.

Em 2006, Alejandro Zambrana iniciou sua busca por imagens dos romeiros de Cícero Romão Batista, o Padre Cícero. Naquele ano, o material seria destinado ao projeto de pesquisa e exposição na conclusão do curso de Rádio e TV pela Universidade Federal de Pernambuco. Desde então Juazeiro do Norte passou a ser destino constante na agenda do fotógrafo.

Uma multidão de romeiros segue anualmente para aquele centro de devoção. Movidos pela fé, vão agradecer ao Padrinho Cícero pelas graças alcançadas - algo que sempre intrigou o fotógrafo. O trabalho foi todo realizado em equipamento analógico, tendo como suporte o cromo, que resulta numa paleta de cores especial, bem saturada.

“Fico fascinado com o jeito como eles se relacionam com a fé”, afirma Zambrana, que não esquece vários momentos especiais que lhe chamaram a atenção durante as viagens.

“Quando estava indo a um dos locais de peregrinação em um ônibus coletivo, ouvi um romeiro dizer que, quem vai a Juazeiro, tem sofrer. Isso me marcou muito”, (...) “Para chegar lá foi desgastante: horas a fio dentro de um ônibus, sol escaldante. Durante o processo você sofre mesmo, mas para o romeiro isso não é sacrifício, é uma satisfação”, diz.

Outro aspecto que chamou sua atenção foi a transformação da cidade nos períodos das romarias, que acontecem nos meses de fevereiro, julho, outubro e novembro. “Os caminhoneiros colocam ornamentações em seus veículos e entram na cidade; as ruas ficam tomadas de crianças, o cenário muda completamente”, comenta.

Zambrana também já expôs imagens sobre o tradicional teatro popular do Lambe-sujo e os Caboclinhos da cidade histórica de Laranjeiras (SE).

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Serviço:
Exposição Romeiros de Fé
Quando: Abertura dia 26 de maio às 19h30. Visitação de 26 de maio a 16 de junho, de 8h às 12h e das 14h às 18h.
Onde: Galeria Jenner Augusto, na Sociedade Semear - Rua Vila Cristina, 148 – Aracaju – SE

Mais informações:
Alejandro Zambrana – (79) 9964 1890 / azambrana78@yahoo.com.br
http://flickr.com/photos/alejandrozambrana

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23 de mai de 2009

Um trabalho de 39 anos sobre um mesmo lugar: O Louvre.


Foto: Alécio Neves.

Quanto tempo é possível tocar um projeto na fotografia? Temos exemplos variados. Sebastião Salgado fotografa durante 7, 8 anos o mesmo tema. Na outra ponta do processo, há trabalhos feitos em fins de semana isolados.

Porém, o trabalho sobre o Louvre, de brasileiro Alécio de Andrade, ultrapassa toda essa escala. Durante 39 anos ele fotografou o Louvre, gerando um acervo de 12 mil imagens. Parte desse material está em exposição Em São Paulo, no Instituto Moreira Salles.

Louvre é o museu onde se encontram a Monalisa, a Vitória de Samotrácia e a vênus de Milo. E é lá também onde Alécio passeou por quase 39 anos, a partir de 1964. Morou em Paris deste anos a té a sua morte, em 2003.

A mostra de Aécio integra a programação do Ano da França no Brasil.


Serviço:
Onde: Rua Piaui, 844, 1° andar, Higienópolis.
Quando: de 24 de abril a 21 de junho de 2009.

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22 de mai de 2009

AGENDA MACEIÓ: I Encontro Estadual de Fotojornalismo



O Grupo COMULTI realiza no dia 03 de junho o I Encontro Estadual de Fotojornalismo, no Auditório da Biblioteca Central da Ufal, das 16 às 20:30 horas. a Intenção do encontro, segundo o release dos organizadores, é "diminuir a distancia entre a teoria e a prática do fotojornalismo, onde estudantes e profissionais terão a oportunidade de conversar a respeito do ofício, sobre o que é o trabalho do fotojornalista e os conceitos do processo de realização da imagem para a imprensa.

As inscrições podem ser realizadas no Diretório Acadêmico do Curso de Comunicação Social, no horário das 15 às 21 horas, no valor é de R$ 5,00.

Contato: encontrofotojornalismo@hotmail.com

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21 de mai de 2009

Fotógrafo Italiano ganha prêmio do NYPH com livro sobre Cuba



Cuba ocupa um lugar no imaginário de muito fotógrafo. É como documentar um fóssil-vivo, uma sociedade única e anacrônica dentro da selva globalizada. Um celeiro de contradições e singularidades. Cuba é como um não-lugar, algo que se tem que provar a existência. Talvez por isso, suscite tanta curiosidade.

Uma Cuba analógica e em preto e branco, fora do clichê do colorido digital, é o grande mérito do fotógrafo italiano Ernesto Bazan, que acaba de faturar o prêmio de melhor livro de fotografia do NYPH - New York Photo Awards 2009.

O livro foi produto de 14 anos de andanças pela ilha, de destroçamento dos clichês. O próprio lançamento do livro é muito incomum, quase improvável: ele conseguiu publicar o livro graças à vontade de um grupo de alunos que mobilizaram uma pré-venda da edição limitada do livro. Assinada e numerada pelo autor. O livro conta com 280 páginas e 118 fotografias divididos em seis capítulos.

Conferir em: www.bazanphotos.com e também www.bazancuba.com

Você pode conferir também os demais vencedores do do NYPH.

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20 de mai de 2009

AGENDA CURITIBA: O tempo da cor, autocromos dos irmãos Lumière


Foto: Irmãos Lumière.

Com dados do portal Bem Paraná.

Mais uma exposição ligada as atividades do Ano da França no Brasil. É a primeira vez que os trabalhos exposição Autocromos Lumière – O tempo da cor serão exibidos na América Latina. A mostra estará no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Os autocromos foram patenteados como novo processo de fotografia em 1903, sendo, portanto, um processo pioneiro no registro da fotografia em cor.

Ao todo são 70 imagens que tiveram origem nos autocromos de Augusto e Luís Lumière, engenheiros que revolucionaram a fotografia pondo cor às imagens captadas. O evento se competa com uma pintura, películas para a projeção de filmes produzidos pelos irmãos e um autocromo original. A mostra é uma parceria do MON com o Institut Lumière, em Lyon, na França.

Mais que um documento histórico, os autocromos são uma experiência de temporalidade da fotografia, estabelecendo uma ponte entre hoje e uma certa compreensão da cor, existente no começo do século XX. São imagens de um caráter bucólico, de tom marcadamente impressionista, uma fotografia marcada por forte diálogo com as tendências visuais e plásticas da época.

Serviço
Autocromos Lumière – O tempo da cor . Abertura: dia 20.
Até 13/09. R$4 e R$2.
Museu Oscar Niemeyer
(R. Marechal Hermes, 999)

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Avedon, no ICP com iniciativa do New Yor Times


Vídeo-retrospectiva de Avedon, no NYTimes.

Quem estiver passando por Nova Iorque ou puder dar uma "esticada" (simples, né??!!) até lá e, se nisso tudo, dar valor a fotografia de beleza, vale conferir, no ICP (International Center of Photography), a iniciativa do New York Times (de novo, eles! cabe perguntar se isso é uma nova estratégia do jornal em função da fotografia) de realizar a exposição “Avedon Retrospective”.

A mostra está por lá até 6 de setembro. Mas na internet, o jornal montou um bom especial de apresentação da expo. Quem conferir, ao vivo ou via web, vai se deparar com uma longa viagem através da fotografia de moda de Avedon. A mostra documenta o percurso de Avedon de 1944 até 2000, 56 anos de carreira onde se percebe, ao mesmo tempo, a história do fotógrafo, parte da história da moda e também da fotografia de moda.

Vale a pena conferir e se informar. Avedon não era apenas um Gênio da fotografia. Era um criador de padrões, estilos, e abordagens inconfundíveis em relação aos modelos e a compreensão visual da moda. Foi muito imitado ao redor do mundo. O que, de certo modo, serve de elogio.

Enquanto isso, fiquem com a vídeo-retrospectiva no próprio site do New York Times.

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19 de mai de 2009

Lens. O blog de fotojornalismo do The New York Times


NYT lançou blog de fotojornalismo que reune varias funções

Para quem é ligado em fotojornalismo, o New York Times lançou Lens, um blog que promete ser uma referência quente e passar a habitar os favoritos, rss, delicious de muito fotógrafo ou interessado em fotografia.

A idéia do blog, que levou mais de um ano em desenvolvimento, é ser um "showcase" dos projetos pessoais dos fotógrafos do jornal. Ou seja, o que está no blog não necessariamente está ligado a uma pauta ou cobertura do times. Fora isso, agrega também imagens publicadas no impresso, a agência de fotos do jornal, material em vídeo e imagens que podem ser utilizadas sem custos, as conhecidas "royalts-free".

As referências deste formato - imagens em tela-cheia, organização temática, conteúdo fotográfico convergido com áudio-visual, e ineditismo do material - remetem diretamente a dois experimentos: o Big Picture, do Boston Globe e o Magnum in Motion, da celebrada agência magnum. O Big Picture foi pioneiro em imagens de tela-cheia, o Magnum in Motion em retrabalhar e reenpacotar conteúdos, por vezes históricos, com narração dos fotógrafos, música e uma estruturação mais atrelada à técnicas de narrativa.

Em tempos de convergência digital, essa tem sido uma saída, ou um achado: reorganizar material, gerando novas formas, remediatizando o processo para alcançar novos eixos de audiência ou visibilidade.

Uma inovação do Lens é a interface, feita em Adobe Flash. A navegação é feita através de deslizamentos acionados por setas. Simples, intuitivo e funcional.

Obrigatório.

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18 de mai de 2009

Dima Gavrysh, festival de Holi e como uma camera sobreviveu para contar a história


Foto: Dima Gavrysh.

Fotografias do festival de Holi, na Índia, circularam na internet, em alguns blogs, demos uma nota aqui no AutoFoco, e teve duas páginas na popular photography, edição de maio de 2009. As fotos de Dima Gravysh fornecem uma boa idéia da singularidade do evento. Fotografando a partir de dentro da folia, a relação de proximidade é evidente.

O colorido do ensaio e a situação do festival são espetaculares. Mas, vendo o caos de cores, dá pra imaginar como foi fotografar nesse carnaval. As cores são fruto de pó colorido que as pessoas jogam umas nas outras em celebração ao nascimento de Krishna, na cidade de Mathura, local de nascimento da divindade, na crença hindu.

No entanto, o que não se sabe muito bem é o que o fotógrafo passou. Com a brincadeira é generalizada e não se poupa ninguém, a quantidade de pó colorido deixava o ar quase irrespirável. Para proteger a camera, uma Canon EOS1D mark II, o fotógrafo tentou de tudo: Sacos plásticos, que não funcionavam po "dificultar o manuseio dos controles". Rapidamente a sujeira chegou à camera, que, resistiu bravamente.

No final do dia, para limpar a camera, os métodos tradicionais não funcionaram. Então Gavrysh literalmente, lavou a camera e a limpou com escova de dentes! A vedação da camera garantiu a integridade da parte eletrônica.

A lente, uma 24mm tilt-shift, foi usada de modo a estabelecer campos de foco restritos. Segundo o fotógrafo, como o festival é muito fotografado, ele optou por esse recurso para estabelecer um registro mais subjetivo e diferenciado.

Bem, abaixo tem uma foto de como a camera terminou o dia. Segundo Gavrysh, depois dessa "surra" a EOS1D continuou a operar normalmente. Mas, por via das dúvidas, não tente repetir esses testes com seus equipamentos.

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Polaroid imita a si mesma e lanca camera digital com impressora embutida.


Polaroid PoGo: Fotografia de impressão instantânea de base digital.


A Polaroid, sim, ela mesma, a top-of-the-mind quando se pensa em fotografia instântanea, acaba de lançar uma camera com impressora embutida.

A imitação dela mesma, afinal, no suporte analógico, desde os anos 1950 ela ja fazia isso. A polaroid PoGo vem em forma de uma camera de 5 megapixels, com uma impressora embutida. A tecnologia de impressão é a ZINK - Zero ink (tinta zero), patente da polaroid, que ela alega ser a equivalência digital dos filmes instantâneos. A camera não carrega tintas, todo o processo de impressão vem embutido no cartucho dos papéis.

O processo, segundo a polaroid, leva menso de 60 segundos. A impressão tem 5x7,5cm e pode-se deletar, imprimir a mesma foto várias vezes, realizar recortes antes de imprimir, colocar bordas, datas e eliminar olhos vermelhos.

O preço? em torno de 230 libras (foi lançada primeiro na europa), algo em torno de 650 reais.

Será que pega? Ou o conceito de foto impressa instantânea foi superado?

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Big Picture: Gripe Suina em fotos


Foto: Joe Raedle/Getty Images.

A receita do Big Picture é manjada: ajustar um ensaio coletivo com imagens tiradas ao redor do mundo e com um tema de interesse e relevância. Isso é uma questão de agendamento, aquela teoria da mídia que diz que: se os noticiários não tem o poder de dizer o que você pensa, ao menos contribuem para configurar sobre o que você pensa, em termos de visão do mundo.

Pois bem, dessa vez, a Gripe Suína, H1N!, é o tema do ensaio do Big Picture. O mérito está em mostrar as diferentes formas de impacto que essa epidemia deflagrou/ deflagra por onde passa. Em termos de fotojornalismo, tem coisa boa, como a foto acima, de Joe Raedle, de um casamento no México à base de máscaras e precaução.

Paranóias midiáticas e sanitárias à parte, é bom lembrar que uma tendência dos prêmios de fotojornalismo internacional ultimamente tem sido premiar segundo a agenda midiática, e não pelo valor-imagem (vide os últimos Word Press Photo, Sony photo awards, festival de fotojornalismo de Perpignan, França, e por ai vai). Nesse eixo, a cobertura da gripe suína tem cara de aposta...

Vamos esperar por fevereiro de 2010, quando sai o resultado do WPP, pra começar a conferir!

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Por que fotografia # 3.

Por que fotografia? # 3. Eduardo Queiroga.

Eduardo Queiroga fotografa profissionalmente desde 1990. É jornalista. Foi repórter fotográfico do Jornal do Commercio (1992-1995). Criou e atuou nas agências Lumiar e Algaroba. Atualmente coordena o projeto Fotolibras (projeto de fotografia participativa com jovens surdos), ensina no bacharelado em fotografia da AESO, e realiza o projeto: Inventário Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais de Pernambuco. Está com a exposição "sobreposições" na Arte Plural Galeria, em Recife.

AF: Quando você se interessou por fotografia?

Meu primeiro interesse por fotografia não é algo marcante. Não houve glamour ou um impacto, um tapa. Foi uma espécie de envolvimento aos poucos. Algo que já vinha da infância, aquela curiosidade mesmo de pegar a câmera (geralmente uma kodak de plástico) e registrar comemorações ou passeios. Eu comecei a trabalhar bem cedo. Não era tempo integral, mas me permitia juntar uns trocados. Antes ainda da faculdade. Aí botei na cabeça que iria juntar dinheiro para comprar uma câmera. O primeiro investimento foi em livros. Lembro que entrei numa livraria e comprei todos os livros que pude sobre fotografia. Aqueles tipo "aprenda fotografia sem mestre" ou "fotografia em 10 lições". Como eu não sabia direito das coisas, acabei incluindo também alguns outros mais avançados, técnicas de revelação e teóricos. Então lá estava eu, aprendendo fotografia sem câmera, autodidaticamente e somente na teoria. Enquanto juntava dinheiro para minha primeira Praktica (marca disponível no mercado, fabricada na Alemanha ainda "oriental"), lia muito. Lembro que li 13 livros logo nos primeiros momentos. Muitos se repetiam, mas sempre traziam algo de novo. Revistas também foram muitas.

Depois eu fui me interessando pela linguagem e me envolvendo cada vez mais. Fiz jornalismo exatamente por ser um curso que oferecia contato com a fotografia. Hoje eu só sei que quero aprender. Acredito que meu interesse esteja sempre sendo renovado.

AF: Pra quem está começando, o que você diria?

Estude, pesquise e não perca a chance de tornar sua fotografia divertida. Não digo o resultado, mas a sua relação com ela. Eu perdi muito tempo e quebrei a cara muitas vezes por conta do meu processo autodidata, onde eu não tinha contato com outros fotógrafos, tirava minhas próprias conclusões, muitas vezes na direção errada. Hoje as condições são outras, existem cursos, fóruns, toda uma internet na sua frente. Essa relação positiva está também em ir atrás de todas as possibilidades que a fotografia te oferece, que são muitas.

E se está começando profissionalmente, comece com o pé direito. O mercado da fotografia é regulamentado pelo fotógrafo. É o comportamento de cada um que faz esse mercado ser mais justo, leal, ou não.

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Para ir se programando, Agosto da fotografia em Salvador.



Para ir colocando na agenda, se programando. Durante todo o mês de agosto, Salvador estará envolvida no quinto festival nacional da fotografia. É o Agosto da Fotografia. Na agenda do evento haverá exposições, lançamentos de livros, oficinas, mesas redondas, além da homenagem a Voltaire Fraga, fotógrafo que teve como tema a cidade de salvador durante mais de meio século.

A direção do evento é de Marcelo Reis e a Curadoria de Diógenes Moura.
Imperdível.

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Manipulações e manipulações


Capa da IstoÉ. semana de 17 a 24 de maio de 2009.


Até onde vai e a partir de onde uma manipulação começa?

Pensar em alterar uma fotografia depois de realizada, deslocando o contexto e significação da mesma, é a acepção mais fácil em torno da idéia de manipulação da imagem. Mas, as relações complexas entre opinião pública, jornalismo e agendamento na mídia extrapolam, por vezes, esses limites da imagem.

Um exemplo claro é a particularmente infeliz capa da IstoÉ desta semana. Bastante questionável, tanto como jornalismo como edição da imagem. A capa mostra a foto de Ricardo Barollo, citado como lider neo-nazista na matéria. Pois bem, Barollo veste uma camisa da seleção alemã de futebol, expondo claramente o nome "Deutsche".

E aí?

1. Barollo, de fato, estava vestido com a camisa no momento em que foi preso. Mas qual a intecionalidade deste ato? Ele é torcedor da alemanha, ou estava mandando um recado?
2. Mas, precisava ter sido escolhido esta foto, neste ângulo e com a explicitação da camisa?
3. A escolha da foto e sua apresentação reflete uma decisão editorial imparcial?
4. Não há, nessa sucessão de escolhas no processo, uma alusão infeliz entre Alemanha e nazismo? No que isso é relevante ao fato, em aspecto que elucida a questão?
5. Se o escudo e o nome "deutsche" tivessem sido apagados, seria manipulação. E esse processo todo, dando uma importância e leitura da imagem de modo maniqueísta e distorcido, por acaso não é manipulação?

Pensem e comentem.

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14 de mai de 2009

Off Topic: Ficção científica ao vivo

Desculpas antecipadas por colocar um post que não é diretamente sobre fotografia, e sim sobre imagem. Ou melhor, sobre a manutenção de um equipamento de captura de imagens.



A NASA TV está transmitindo ao vivo, toda a operação de manutenção do Hubble, o telescópio espacial que, provavelmente, é o dispositivo de imagem mais caro já construído.
As imagens são de tirar o fôlego, direto do Espaço, da tripulação na estação espacial. Parece ficção científica. Ou cientifização da vida contemporânea.

Para quem não viu a transmissão ao vivo da captura pelo ônibus espacial Atlantis do telescópio Hubble, segue o link para o canal da NASA no You Tube.

Agradeço ao blog jornalismo na internet pelo feed da dica.

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Concurso Mundial para estudantes: Google abre concurso junto com a Saatchi Gallery.

O Google anunciou a abertura de um concurso de fotografia em parceria com a Saatchi Gallery, de Londres.

A iniciativa pretende “descobrir novos talentos entre jovens fotógrafos de todo o mundo e oferecer-lhes uma exposição pública sem precedentes tanto on-line como off-line”, explica a empresa em nota.

O concurso dirige-se a estudantes que até 31 de Maio podem concorrer com um máximo de cinco fotografias, tendo para isso de as submeter no Google. Um júri escolherá as 36 melhores fotografias que, até 11 de Junho, serão sujeitas a uma votação online do público.

As seis mais votadas farão parte da exposição a decorrer na galeria londrina e “poderão ser utilizadas por milhões de utilizadores do Google para a personalização das suas páginas do iGoogle”.

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Fotografias por cegos, em exposição nos EUA


Foto: Kurt Weston.

Com dados do UOL.

Ser cego e poder fotografar. Esse é o tema da exposição “Sight unseen”, que está no Museu de Fotografia da Califórnia, traz uma série de fotos feitas por cegos e portadores de deficiências visuais severas. São 12 artistas, usando as mais diferentes técnicas para produzir suas imagens. Segundo uma reportagem da revista “Times”, o fotógrafo Kurt Weston, que perdeu sua visão para a AIDS, utiliza um scanner para fazer seus retratos.

Uma referência paralela que tem abordagem semelhante, é o documentário brasileiro, Janela da Alma, dirigido por João Jardim e Walter Carvalho, este último, diretor de fotografia. Neste filme, o fenômeno da visão é descrito de modo inusitado: a partir de quem tem perturbações no aparelho visual ou até mesmo cegueira.

Já a escocesa Rosita McKenzie tem uma direção mais livre: “Eu posso experimentar, porque eu não enxergo. No lugar disso, sinto a luz no meu rosto. Ouço o barulho do vento nas árvores ou sinto a fragrância das flores no ar”.

Evgen Bavcar
define bem a vida de um fotógrafo cego: “Eu tenho uma galeria particular, mas, infelizmente, só eu posso visitá-la. Outros podem entrar por meio das minhas fotografias, mas eles não vêem os originais, apenas as reproduções”.

A exposição vai até 29 de agosto em Riverside, nos EUA.

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8 de mai de 2009

AGENDA Recife: Terça-feira tem "Sobreposições", na Arte Plural Galeria.


Fotografia: Eduardo Queiroga.

A Arte Plural Galeria, dá continuidade a sua programação 2009 de exposições fotográficas. Desta vez, traz, a partir do dia 12 de maio, o trabalho "Sobreposições", do fotógrafo pernambucano Eduardo Queiroga.

"Sobreposições" enfoca as camadas do Bairro do Recife, que foram se acumulando décadas após décadas, ciclos de auge, decadência, revitalização e desgaste. O interessante é perceber que as sobreposições agem como um sismógrafo da paisagem, registrando e deixando vestígios, acúmulos, repetições, marcas e índices na paisagem urbana. As fotos de Queiroga mostram a cidade, como uma muda de pele ocorrendo de tempos em tempos.


Fotografia: Eduardo Queiroga.

Segundo Queiroga:

"O trabalho iniciou em 2007. Uma coisa que acho importante nisso foi a vontade, a intenção de focar num volume pequeno de imagens. Estamos num tempo de produção de grandes quantidades - e faço isso em outros trabalhos - mas nesse, desde o início, a idéia é mais enxuta e tentar trabalhar nos significados, no aprofundamento, nas camadas do processo".


O trabalho estimula a abertura para diversos campos de debates: a questão da memória, da cidade, da foto-documentação, do registro de processos que impressionam, criam marcas na paisagem e vestígios de memória. Afinal, a cidade e suas camadas atuam como um texto permanentemente escrito no correr do cotidiano. Como um palimpseto, aquele manuscrito feito de couro que tinha o texto raspado para dar lugar a outro texto mais novo. No entanto, o texto eliminado não era apagado totalmente, deixando vestígios e significações.

Queiroga afima que:
"O conceito de palimpsesto também foi usado em relação à fotografia. Embora eu use a cidade e as utilizações que o homem deu a ela, eu quero, na verdade, falar sobre fotografia.Assim como nos pergaminhos antigos, que eram raspados e reescritos, reaproveitados, onde podíamos ver marcas dos textos anteriores, acho que essas fachadas também são acúmulos de tempos, são recortes. São fotografias. Acabo fazendo um movimento meio cíclico como uma daquelas imagens onde o cara filma um monitor, onde aparece a imagem que ele está filmando e isso torna um loop infinito".


Fotografia: Eduardo Queiroga.

"Sobreposições" fica na Arte Plural Galeria do dia 13 de maio até o dia 28 de junho. Porém, a programação de abertura é bastante movimentada.

No dia 12 de maio, terça-feira, 19hs - abertura para convidados da exposição
"Sobreposições", com fotografias de autoria de Eduardo Queiroga (PE), curadoria e apresentação de Simonetta Persichetti.

No dia 13 de maio, quarta-feira, 19hs - bate papo com o fotógrafo Eduardo Queiroga e a crítica e curadora Simonetta Persichetti.

No dia 16 de maio, sábado, 18hs - bate papo com a professora do PPGCOM-UFPE, Nina Velasco sobre a exposição "Sobreposições".

Eduardo Queiroga é fotógrafo desde 1990. É formado em jornalismo. Foi repórter fotográfico do Jornal do Commercio (1992-1995). Criou e organozou as agências Lumiar e Algaroba. Atualmente coordena o projeto Fotolibras (projeto de fotografia participativa com jovens surdos), ensina no bacharelado em fotografia da AESO, e realiza o projeto: Inventário Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais de Pernambuco. Atende ao mercado e planeja desenvolver um projeto de pós-graduação.

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AGENDA São Paulo: 30 Anos de Fotografia.


Foto: Thomas Farkas.

Com dados do UOL.

A partir do dia 9 de maio, o espaço Caixa Cultural em São Paulo recebe a exposição fotográfica "30 Anos de Fotografia", com trabalhos de fotógrafos como Mario Cravo Neto, Thomaz Farkas, Cristiano Mascaro, Carlos Moreira, Tiago Santana, Luiz Braga e Lucia Guanaes.

A mostra reúne 40 imagens selecionadas pela curadora Rosely Nakagawa ao longo de 30 anos de carreira em que trabalhou com todos os fotógrafos destacados.

Serviço:
"30 ANOS DE FOTOGRAFIA"
Quando: de 9 de maio a 21 de junho, de terça a domingo, das 9h às 21h
Onde: Caixa Cultural, praça da Sé, 111.
Tel.: (0/xx/11) 3321-4400
Quanto: entrada franca

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Quanto exclusivo pode ser uma raridade?


Circulou em modo de brincadeira na lista da Fototech. A raríssima canon 1200mm AF-L 5,6.
Um dos raros exemplares disponíveis está a venda na BHPHOTO pela bagatela de 120.000 dólares.

O AutoFoco foi atrás de mais informações, para ver o quanto exclusiva é essa pérola da óptica. A idéia desta lente apareceu pela primeira vez, ainda com foco manual, nos jogos olímpicos de 1984, em Los Angeles. Dessa primeira leva, cinco lentes voltaram a fábrica da Canon, no japão, para receberem o sistema de autofoco e a baioneta EF. Eram os primeiros protótipos.

Em 1993 começou a ser produzida, apenas sob encomenda. A demanda média era de duas encomendas por ano. Clientes? Poucos. National Geographic, Sports Illustrated. A Canon passou um tempo alugando algumas para eventos ou ocasiões específicas.



O monstrinho foi usado basicamente para fotografia de animais selvagens, formula 1, futebol, regatas, lançamentos de foguetes da nasa, e quase tudo que estava a uma grande distância. Peso? 16,5 kg. Diâmetro do elemento frontal? 228mm, distância mínima de foco de 13 metros.

Atualmente existem 20 no mundo. A maioria em uso em agências, revistas e, apenas 3, nas mãos de pessoas com bolsos pra lá de nobres. Dois dos seus elementos opticos são de fluorita, um mineral vítreo com capacidade de alto fluxo luminoso. A canon deixou de fabricar o mostrinho em 2005. Tem uma, usada, a venda na BH.

mais sobre a canon 1200mm, clique aqui. Tem um vídeo dela sendo usada.

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7 de mai de 2009

Agenda Brasília: Workshop com Bob Wolfenson.


Giselle Bundchen, por Bob Wolfenson.


Com dados do site Finíssimo

No próximo dia 23 a Apoio 3 Comunicação recebe em Brasília o top fotógrafo Bob Wolfenson, um dos mais importantes nomes da fotografia de moda do país, vencedor do prêmio Moda Brasil.
O workshop é voltado para profissionais de comunicação, estudantes e curiosos que queiram saber mais sobre o case de sucesso de Wolfenson e suas técnicas de fotografia. O evento marca a inauguração do novo estúdio de TV da Apoio 3 no Lago Norte.

Serviço

Workshop com Bob Wolfenson
Dia: 23 de maio de 2009
Horário: 9h às 17h
Local: Estúdio Apoio 3 Comunicação
(SHIN – CA 2, Bl.B, Lj 1 – Ed. Monumental, Lago Norte, Brasília-DF)
Inscrições: (61) 3043-8104
Valor: R$ 700 (Visa, Mastercard ou depósito bancário)
Infos: (61) 3043-8129

Post enviado por João Guilherme Peixoto.

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6 de mai de 2009

Fotografia Falada: Alcyr Lacerda e meio século de fotografias

O AutoFoco inaugura sua sessão de entrevistas. Fotografia falada. Para começar - bem - trazemos uma conversa com Alcyr Lacerda, feita em 2007, quando ele tinha 80 anos. Por motivos absolutamente injustificáveis demoramos um monte para disponibilizar no blog. Agora, reparamos essa lacuna.


Alcyr Lacerda, breve Perfil: Nascido em São Lourenço da Mata, PE, 1927.

Ele é o decano da fotografia pernambucana. No ano em que completou 80 anos de vida, mais de 60 no percurso com a fotografia, Alcyr Lacerda conversou com o AutoFoco. Em frente as suas lentes, passou mais da metade do século XX. Autodidata. Começou com uma Rolleiflex. Emprestada. Em 1957 abre a ACÊ Filmes. No mesmo ano começa a trabalhar com fotografia científica na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco. Colabora como freelance para o Jornal do Comércio, Diário de Pernambuco, O Estado de S. Paulo e revistas como Fatos e Fotos, O Cruzeiro, Veja e Placar. Em 1963 começa a trabalhar como fotojornalista na sucursal da Manchete no Recife. Em 1963 e 1964 realizou reportagens fotográficas sobre a seca, o golpe militar e a prisão do governador Arraes.

Nos anos setenta a ACÊ filmes chega a contar com 25 fotógrafos em seu quadro de funcionários e documentaram parte da história da sociedade pernambucana. Na década de 80 presidiu por duas vezes a Associação dos Repórteres-Fotográficos e Cinematográficos de Pernambuco. É membro do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco. Em 2001 e 2002, com a exposição Tamandaré, Pescadores de Almas e de Peixes, mostra as fotografias dedicadas a esta praia ao longo de 50 anos.



Em 2004 foi organizada a exposição dedicada ao autor na Torre Malakoff onde foi inaugurada a sala Alcir Lacerda destinada às exposições fotográficas. Tem material depositado de modo permanente na coleção pirelli de fotografia.

"Seu Alcyr", como é chamado, é uma enciclopédia. Mas também acompanha a fotografia atual. Em 2007, ele deu o depoimento abaixo. É uma aula múltipla. De fotografia, de história, de dicas - preciosas - para quem está na profissão, de vida.

Entrevista concedida em 23 de novembro de 2007, no Centro de Artes da UFPE.

AutoFoco: Em mais de 50 anos de fotografia,com mais da metade do século xx fotografando,olhando para as suas fotografias e olhando para esse período, quais são as principais diferenças que o senhor sente, que o senhor percebe em relação à fotografia, o que ela era antes e o que é hoje?

Alcyr Lacerda – A diferença maior é que hoje você não usa um filme convencional numa máquina convencional. Muita gente sabe fotografar com a digital mas não sabe pegar em uma máquina convencional com filme. Muita gente não sabe o que é profundidade de foco, não sabe fazer o ângulo certo da fotografia. Por que você bate uma fotografia na digital e você diz “gostei não”, ai apaga, não é? E no negativo, você precisa ter mais atenção, por que, vamos dizer, se eu for fazer uma foto sua e você fechar os olhos, é tão rápido que não dá nem pra ver, mas com a prática, você sabe se alguém fechou os olhos. Com a digital, não: você apaga e faz outra foto.
Então, muita coisa que vocês, na digital, aprendem, e no meu caso já é mais difícil para mim, mas para você manipular um filme é muita mais difícil que usar a digital. Até criança faz fotografia com a digital. A gente saia para fazer um trabalho, enquanto não revelava os filmes, a ansiedade era muito grande. Então quando a gente ia fotografar, tinha toda calma, as vezes repetia aquela foto porque sentia que ela não tinha ficado boa, problemas de iluminação... Tinha vez que eu esperava mais de duas horas esperando que o sol baixasse por que eu queria pegar a sombra daquilo que eu estava fotografando no chão, entendeu?

AF – o senhor acha que com a fotografia de hoje, que com essas facilidades do digital, o fotografo aprende menos, que é pior para ele... Que avaliação o senhor faz disso?

Alcyr Lacerda – Eu não acho que seja ruim para o fotógrafo. Mas acho que banalizou a fotografia. Hoje todo mundo é fotografo. Se você tem uma sensibilidade boa de um ângulo, você vai dominar sua máquina, você vai fazer fotos espetaculares. Agora, também você não sabe a durabilidade hoje em dia dessas fotos coloridas. Se aparecer umas pintazinhas no cd... Você não vai deixar todas as suas imagens no computador, ninguém sabe a durabilidade de um cd, que é uma negocio muito novo, não é? Meu pensamento é mais isso... As vezes a gente vai para um casamento fotografar, a gente leva digital. Depois do casamento a gente descarrega no computador e grava as imagens brutas. E ninguém sabe se vai entrar um vírus no computador e acabar com o casamento da moça?

Cd quebra, cai no chão, arranha. Eu não gosto porque eu não sei até onde vai o arquivo, a duração deles. Tem negativo de 45 anos... O computador vai agüentar todas as imagens? São essas coisas? Eu guardo os negativos com maior carinho até hoje. Hoje eu ganho mais dinheiro nas fotos antigas de cinqüenta, sessenta e setenta de que eu indo fotografar agora. Por quê? Vou dar uma idéia a vocês. Há cinco anos, eu cobro trinta reais em uma foto 24x3ocm, um álbum com quarenta fotos custa 1.350,00 reais. Há cinco anos que é esse preço. E hoje você não pode deixar muito diferente disso não. Hoje já tem fotografo que entrega até o cd para você imprimir as fotos. Quer dizer, banalizou os negócios.

AF – Pelo que eu estou sentindo já nessa conversa que a gente esta tendo aqui, já dá pra perceber que na sua vida profissional você já fez social, fotojornalismo, fez documentação... Me diga agora: o que o senhor não fez na fotografia?

Alcyr Lacerda – em fotografia eu já fiz tudo (risos)!! Por exemplo, eu já passei na Amazônia vinte e cinco dias dentro da mata, e essa foi a pior reportagem que eu fiz - pior não, a mais difícil. Tinha que passar uma coisa no rosto para espantar um negocio lá que dava febre amarela...

AF – isso foi uma reportagem para a Revista Manchete, não foi?

Alcyr Lacerda – Sim. E eles encontraram lá pedras preciosas. Passei oito dias lá. tinha de tudo: criminoso, ladrão... Todo mundo fugia para lá. Uma outra reportagem foi também sobre pedra preciosa no Piauí, uma denuncia que fizeram: um americano tinha um campo de pouso de avião cercado por arame farpado... Fomos eu e Ivanildo Sampaio, foi uma das primeiras reportagens dele... A gente chamava ele de foca (risos). Então, nós fomos para uma casa de uma família bem pobrezinha de lá e vimos pedras preciosas, que eles vendiam aos americanos. Eu lembro que passei cinco dias na mata até chegar na cerca. A gente levou até alicate pra não levar choque! Em um dia eu peguei uma teleobjetiva, uma 500mm. Depois, ficamos esperando o avião pousar. Eu fiz as fotos do avião chegando, vi aqueles caras lá botando umas coisas dentro do avião... Nós fizemos essa reportagem e ela nunca saiu na manchete... Porque alguém deve ter... Vocês sabem, né?

AF - Como foi a cobertura da deposição do governador Miguel Arraes pelos militares?

Alcyr Lacerda – Complicado. Ele já tinha prisão decretada, mas estava dentro do palácio do governo. Durante o dia eu não saia da praça em frente ao palácio, tentando entrar e e não conseguia. Quando eu fazia aquelas fotos de fora, com a polícia correndo, botando o povo pra fora... Os militares vinham e tomaram uns filmes meus durante umas três vezes. Me ameaçamvam de prisão, essas coisas. Mas eu tinha que fotografar Miguel Arraes sendo deposto.

Mas ai escureceu... e veio uma caravana de coronel, sargento, turma a paisana... E ai eu estava sentado mesmo na frente deles... Aproveitei para entrar no palácio, lá eu conhecia tudo, o elevador, as escadas...eu fiquei debaixo da escada... Quando eu cheguei lá, já tinha um fotógrafo, Sanderval Loreira, que trabalhava lá no palácio. Ai foi quando eu ouvi o pessoal subindo a escada. Paulo guerra dizendo assim: tem que forçar a barra! Ele tem que renunciar!

Ouvíamos a voz de Arraes falando, aquele rouco bem forte: eu não renuncio não! Vocês podem me botar para fora! Eu fui eleito pelo voto do povo! Quando foi meia noite e pouca, ele saiu preso. Se ele renunciasse, ele saia até solto, mas ele não quis. Consegui fotografar ele num fusca, que saiu correndo. Quando eu vi o wolks, lá atrás, apareceu à cabeça dele... Eu fui fazendo as fotos, mas quando chegou no portão, trocaram ele de carro. Então eu corri para o jornal do commercio, revelei os filmes. Depois fui ao aeroporto por que a manchete estava esperando essa foto, entreguei tudo para um passageiro e o pessoal tava já esperando ele lá. E a foto foi publicada. Foi bem difícil.

Depois disso tudinho, chegaram um sargento, um tenente e um soldado á na ACÊ filmes e tomaram uma parte do meu acervo, né? Uma parte eu já tinha deixado na minha casa na Caxangá, e depois eu doei a Fundação Joaquim Nabuco.

AF – Essa foto de Arraes estava nesse arquivo?

Alcyr Lacerda – A parte do carro tava. Mas a outra parte que foi para a manchete, não.

AF – E Esse material hoje em dia, o senhor sabe onde está ?

Alcyr Lacerda – não... Não sei lhe dizer. Mas nessa época houve outras matérias importantes. Gregório bezerra foi um exemplo disso. Esse foi um dos presos mais valentes que eu já vi na minha vida. Ele dizia assim: "eu tenho vergonha do exercito brasileiro!!! Na cara do general, numa época daquela? Ele estava preso lá no forte das cinco pontas. Eu pensava: o general vai matar esse homem. Ele era corajoso.

AF – Vendo o que se faz hoje, o que o senhor sente falta na cobertura do fotojornalismo?

Alcyr Lacerda – Hoje os fotógrafos tão tudo no mesmo lugar... Antigamente a busca pelo furo era mais intensa. O fotografo precisa também procurar um lugar que deixe ele mais protegido, para pegar alguma coisa que o outro não fez.

AF – E o que é preciso para fazer um bom retrato?

Alcyr Lacerda – Sensibilidade com as coisas. Eu dava um curso de fotografia lá na AC filmes e eu me lembro bem de uma coisa: uma vez nós fomos a Gaibu e o pessoal descia do ônibus já batendo foto de tudo. As vezes eles perdiam detalhes como uma florzinha em uma pedra, ou as pegadas na areia. Depois, meus alunos perguntavam: como é o senhor viu isso? E eu sempre dizia: o fotógrafo tem que aprender a ver.

AF – Quem o senhor considera como influência direta para o seu trabalho? Quem marca a obra de seu Alcyr Lacerda na hora de produzir o seu trabalho?
Alcyr Lacerda – fotografia é oportunidade. Se você fizer uma viagem para algum interior, preocupe-se em saber como o povo vive, como ele planta, como ele se alimenta... Nesses lugares tem tudo para você fotografar, centenas de assuntos. Você tem que pensar em coisa bonita, diferente. As vezes é a mesma foto, mas o ângulo é completamente diferente.

A PROMESSA NÃO CUMPRIDA.

Alcyr Lacerda - Tem uma história curiosa: eu fiz uma promessa e não cumpri. Eu tinha um amigo que morava em Camaragibe e ele pediu para eu fazer uma fotografia do pai dele que morreu. Antigamente tinha esse tipo de foto, a família reunida por trás do caixão. E eu sem prática nenhuma... Fomos eu e um amigo meu. Chegou lá tava todo mundo na sala. Ai eu formei eles lá e mandei eles olharem para a máquina. Quando fui bater, eu notei que tinha um negocio nas minhas pernas. Era o defunto que tinha caído do caixão e tinha vindo pra minhas pernas. Fui uma confusão danada e eu tive que fugir correndo de lá! E eu tinha prometido nesse dia, então, nunca mais fotografar defunto! Agora o mais engraçado é que um dos meus trabalhos, depois, foi fotografar defunto na faculdade de medicina todo dia! Dissecação de cadáver...

AF – Fez de tudo...

Alcyr Lacerda – Em fotografia eu fiz tudo! Menos um trabalho que era vigiar a mulher dos outros. Tinha fotógrafo que fazia, mas eu nunca fiz.

AF – Olhando para o seu material, nós percebemos que o senhor tem uma preferência pelo preto e branco. Porque?

Alcyr Lacerda – Eu comecei com preto e branco. Eu tenho muita saudade do laboratório preto e branco. A gente ficava naquela expectativa pelo negativo, diferente do digital. Hoje o negócio está banalizado.

AF – Mas o senhor tem alguma mágoa da fotografia?

Alcyr Lacerda – Eu devo tudo o que eu tenho a fotografia. Não posso ter mágoas dela. Para não dizer tudo, uma vez eu ganhei no bicho (risos). Tirei no milhar, na cabeça! Deu pra comprar enxoval para os meninos, para trocar o carro!

Eu queria dizer para essa juventude que as coisas têm que ser feitas com carinho. Não como alguns mercenários... Eu mesmo ainda hoje faço casamento de bisneto de casal que há 60 anos eu tinha fotografado. Já passei muita coisa na fotografia. Não posso pedir muita coisa a Deus não, nem ganhar na mega sena (risos)! A fotografia já meu deu tudo!

Confira site feito em homenagem a Alcyr Lacerda. Muito mais material, fotos, depoimentos.

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Notícias da "maleta mexicana". Primeiras imagens começam a ser divulgadas.

das

Foto: Robert Capa. Mulher e Criança em campo de refugiados na França, 1939.


Com dados do The New York Times.

Uma das maiores descobertas recentes do universo da fotografia, a "maleta mexicana" que contém negativos de Robert Capa feitos durante o período da guerra civil espanhola, vem gerando novas notícias. A partir do momento em que o ICP (Centro Internacinal de Fotografia) em Nova Iorque começou a tratar e digitalizar os negativos, novidades guardadas por 70 anos começaram a ser desveladas.


Uma das três maletas repletas de negativos inéditos de Robert Capa,Gerda Taro eDavid "Chim" Seymour.


Primera delas:
Nos 126 rolos de fotografia contendo cerca de 4300 imagens, existem também fotografias de Gerda Taro, companheira de Capa no período, que terminou morta durante a guerra civil) e de David Seymour, o Chim, co-fundador da Magnum, que não tem imagens de batalha mas documenta de forma exaustiva a vida dos espanhóis durante a guerra. Esse material de Symour é totalmente inédito e, até certo ponto, inesperado.

Os especialistas temiam que os negativos, que estiveram desaparecidos durante 70 anos, se encontrassem demasiado danificados. O processo de digitalização dos os negativos de 35 milímetros e tratamento das imagens prolongou-se por mais de um ano. O trabalho foi feito pelo ICP, com a ajuda de um especialista em conservação de fotografia da George Eastman House.

Outras revelações: No conjunto de imagens, estão retratos do escritor norte-americano Ernest Hemingway, que foi correspondente de guerra, do autor francês André Malraux (fotografado por Gerda Taro) e do poeta espanhol Federico García Lorca (fotografado por David Seymour). Mas a maioira são imagens que documentam a realidade de vida e morte da Espanha durante a Guerra.

"Isso é o mais interessante neste material", confessou Willis. "Há tantas questões por responder e tantas questões que ainda nem foram colocadas. E este material vai ajudar-nos." E concluiu: "Consideramos que esta é uma das mais importantes descobertas de trabalhos fotográficos no século XX."

No entanto, apesar das expectativas, as caixas não esclarecem um dos maiores enigmas da carreira de Capa: se ele encenou ou não a foto do soldado a cair, a sua imagem mais famosa e da qual não há negativo, apenas se conhece a prova. A mala não continha nenhuma das séries de fotografias tiradas naquela tarde de 5 de Setembro de 1936.

É esperar e ver o que vai sair dessa caixa. Alguma coisa já pode ser conferida no slideshow, inside the mexican suitcase.

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AGENDA: Florianópolis sedia Mostra Internacional de Fotografia Pin Hole


Com dados do Correio da ilha.

Ha alguns dias houve o dia internacional da fotografia pinhole. No prosseguimento da idéia, acontece em Floripa A 1ª Mostra Internacional de Fotografia Pin Hole, que será aberta às 19h00 desta quinta-feira, 07 de maio. O local da expo é Centro Cultural Bento Silvério (Casarão da Lagoa), na Lagoa da Conceição. O evento, organizado pelo fotógrafo André Auler, reúne trabalhos de doze expositores da Alemanha, Argentina, Brasil, Colômbia, Finlândia, França e Uruguai.

As ampliaçõesda mostra estão em cores e em preto e branco, com tamanhos entre 4cm x 5cm e 20cm x 30cm, são feitas a partir da técnica pin hole. O método remete ao princípio da fotografia, sem lente e utilizando qualquer caixa, lata ou recipiente vadado à luz.

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