6 de out. de 2009

Inventores do CCD ganham Nobel


Willard Boyle eGeorge Smith, inventores do CCD, em 1969.



A primeira camera digital. Ainda de laboratorio. Uma Kodak
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Com dados da agencia Estado.


ESTOCOLMO - Dois pesquisadores que criaram a tecnologia responsável pela fotografia digital ganharam o prêmio Nobel de Física de 2009. O anúncio da categoria foi feito hoje, em Estocolmo, na Suécia.

Willard S. Boyle e George E. Smith venceram por inventar um circuito semicondutor de imagens conhecido como sensor CCD. Esta invenção se constitui na base tecnológica que substitui uma película sensível, o filme, por um semicondutor sensível a luz, o sensor. Isso deflagra, a partir dos anos 1990, a consolidação da fotografia digital.

Boyle e Smith trabalharam juntos para inventar o dispositivo de cargas interconectadas (CCD, na sigla em inglês), o olho da câmera digital em todos seus modelos, desde a fotográfica mais barata ao instrumento cirúrgico delicado de alta velocidade. O invento completa, em 2009, 40 anos.

Em seu comunicado, a A Academia Real das Ciências da Suécia citou que Boyle e Smith "inventaram a primeira tecnologia de imagens bem-sucedida utilizando um sensor digital, um CCD. A tecnologia CCD usa o efeito fotoelétrico, que remonta à Albert Einstein e pelo qual ele foi agraciado em 1921 com o Prêmio Nobel".

A dupla, trabalhando nos Laboratórios Bell, em Nova Jersey, desenhou um sensor de imagem que poderia transformar a luz em um número grande de pontos de imagem, ou pixels, em pouco tempo. "Revolucionou a fotografia, já que a luz poderia ser agora capturada eletronicamente em lugar de se fazer em película", completou a academia.

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12 de ago. de 2009

A câmera que segue as pessoas.

Depois do autofoco, lá nos anos 1980, da detecção de faces e de sorrisos, a tecnologia de automatizar o processo fotográfico acaba de gerar mais um produto desta linhagem: A Sony lançou na semana passada a Party-shot(TM) (modelo IPT-DS1).


Trata-se de uma base de câmera que funciona com alguns modelos e é capaz de fazer movimentos de 360 graus e inclinação de 24 graus que automaticamente detecta faces, ajusta a composição e fotografa.

Fotógrafos de eventos: tremei.
Personalidades que policiam seus gestos em eventos: tremei dobrado!

O brinquedo custará o equivalente a 157 dólares. Ele é compatível com as duas novas câmeras que a Sony começará a vender a partir de setembro e que foram anunciadas na quinta-feira passada (6/8).


Câmeras que atuando junto com o Party-shot focam, detectam, giram e fotografam sozinhas.


A primeira é a Cyber-shot TX, um modelo mais “estiloso” e fino - apenas 14 milímetros de espessura. Vem com zoom ótico de 4 vezes e tela sensível ao toque de 3 polegadas. A segunda, Cyber-shot WX1, tem uma tela tradicional de 2,7 polegadas e zoom ótico de 5 vezes. Nos Estados Unidos, a TX1 custará 380 dólares e a WX1 350 dólares.

No Brasil, ainda não há previsão de chegada desses modelos. Certamente chegará com o dobro, triplo do preço, como de costume...

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23 de jul. de 2009

Primeira câmera digital em 3D será lançada em Agosto


Fuji Finepix 3D. Novidade?
Os marketeiros são hábeis profisisonais em reempacotar conceitos já existentes como se fossem idéias novas. No caso da Fuji Fine Pix 3D, a cena se repete.

Para quem (ainda) não vislumbrava o exponencial crescimento da fotografia digital nestes últimos anos, ai vai a “novidade”: no próximo dia 8 de agosto, a Fujifilm lançará no Japão a primeira câmara digital compacta que permite fazer fotografias e gravar vídeos em formato tridimensional, sem que óculos especiais sejam necessários para ver as imagens. Batizada de FinePix Real 3D W1, ela conta com um sistema que, por meio de duas lentes, capta diversas imagens e transforma tudo isso em uma única foto ou vídeo em terceira dimensão.


Agora vamos aos detalhes financeiros: o modelo, com dez megapixels e zoom óptico de três vezes, por aproximadamente 60 mil ienes (447 euros). Já uma tela utilizada para visualizar as fotos e videos em tamanho maior será vendida ao preço de 50 mil ienes (372 euros). E ai, dá pra encarar?


A FinePix Real 3D W1 começará a ser vendida no final de agosto fora do Japão.


Estereoscópio do século XIX.


O conceito da foto 3D, no entanto, acompanha a própria história da fotografia. Sempre se tentou simular um efeito de tridimensionalidade para o registro do instante. Ainda no século XIX, os estereoscópios (foto acima) foram uma febre. O aparelho permitia visualizar fotos tomadas com uma camera de duas lentes! Exatamente o mesmo princípio tecnológico da Fuji 3D. Com a ligeira diferença existente entre o ângulo de tomada da cena por cada lente, cria-se o efeito 3D na observação através de um dispositivo específico.


A aerofotogrametria usa o mesmo princípio: interpretação de imagens feitas com câmeras de duas lentes. durante o 'seculo XX houve vários sistemas de simulação de foto em 3D... nada de muito novo.


Jonathan Crary, the techiniques of observer


Para saber mais sobre o estereoscópio, há o brilhante livro do Jonathan Crary, the techiniques of observer, que analisa em profundidade o fenômeno ainda no século XIX. Na verdade, o estudo de Crary é muito mais amplo: Ele usa o estereoscópio como pano de fundo para perceber as mudanças na visualidade, seja do século XIX, seja contemporânea, que, marcadas por usos de técnicas de registro (seja estereoscopia ou computação) alteram os significados estabelecidos para observador e representação.


Para cada época, sistemas e regimes do olhar diferenciados. Contudo, há um eixo comum que separa essas técnicas com mais de 150 anos de distância no tempo: a tentativa de estabelecer uma hiper-realidade na fotografia, no caso, tentar embutir na estética fotografica um recurso e perspectiva de visualização a mais.


Vele conferir tudo: a camera da Fuji, a história do estereoscópio e o livro de Crary. Só não dá para aceitar a Fuji 3D como novidade, nem o papo dos marketeiros...


EXTRA: Na wired deste mês tem um video-tutorial ensinando como se obter imagens em 3D a partir de cameras comuns. Vale conferir.

Post enviado por João Guilherme Peixoto e transubstanciado por José Afonso Jr.

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8 de mai. de 2009

Quanto exclusivo pode ser uma raridade?


Circulou em modo de brincadeira na lista da Fototech. A raríssima canon 1200mm AF-L 5,6.
Um dos raros exemplares disponíveis está a venda na BHPHOTO pela bagatela de 120.000 dólares.

O AutoFoco foi atrás de mais informações, para ver o quanto exclusiva é essa pérola da óptica. A idéia desta lente apareceu pela primeira vez, ainda com foco manual, nos jogos olímpicos de 1984, em Los Angeles. Dessa primeira leva, cinco lentes voltaram a fábrica da Canon, no japão, para receberem o sistema de autofoco e a baioneta EF. Eram os primeiros protótipos.

Em 1993 começou a ser produzida, apenas sob encomenda. A demanda média era de duas encomendas por ano. Clientes? Poucos. National Geographic, Sports Illustrated. A Canon passou um tempo alugando algumas para eventos ou ocasiões específicas.



O monstrinho foi usado basicamente para fotografia de animais selvagens, formula 1, futebol, regatas, lançamentos de foguetes da nasa, e quase tudo que estava a uma grande distância. Peso? 16,5 kg. Diâmetro do elemento frontal? 228mm, distância mínima de foco de 13 metros.

Atualmente existem 20 no mundo. A maioria em uso em agências, revistas e, apenas 3, nas mãos de pessoas com bolsos pra lá de nobres. Dois dos seus elementos opticos são de fluorita, um mineral vítreo com capacidade de alto fluxo luminoso. A canon deixou de fabricar o mostrinho em 2005. Tem uma, usada, a venda na BH.

mais sobre a canon 1200mm, clique aqui. Tem um vídeo dela sendo usada.

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1 de fev. de 2009

CIÊNCIA E FOTOGRAFIA: Inventado pela Universidade de Winsconsin o sensor de imagem flexível. Mudança na fotografia?

Com dados do Site Inovação Tecnológica.


Fotodetectores flexíveis.

As relações entre estética e tecnologia andam juntas na fotografia. Agora, temos mais um exemplo de abertura de possibilidades no mundo da fotografia contemporânea. A possibilidade está dada. Se vai "pegar", já é outra história...

A invenção vem da física aplicada. Trata-se da criação de um novo material sensível à luz, totalmente flexível, que poderá revolucionar a fotografia e outras tecnologias de imagem, eliminando a necessidade das enormes lentes telescópicas dos equipamentos profissionais e acabando com as imagens borradas e fora de foco dos equipamentos mais simples.

Em uma câmera digital, por exemplo, o ponto onde o plano focal atinge o sensor está em foco, mas a imagem se torna cada vez mais distorcida, à medida que se afasta desse ponto focal preciso.

O problema aparece principalmente em fotos tiradas com telefones celulares, onde o sistema óptico é inferior ao das câmeras fotográficas profissionais, que corrigem o problema utilizando várias lentes para refratar a luz e aplanar o plano focal.

Sensor de luz curvo e flexível

Zhenqiang Ma e seus colegas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, inspiraram-se no olho humano para criar um sensor curvo que elimina automaticamente a distorção, sem a necessidade dos caros, grandes e pesados conjuntos de lentes.

O "sensor" de luz do nosso olho, a retina, é curvo, eliminando a distorção. "Se você conseguir um plano de imagem curvo, você necessita de apenas uma lente," explica Ma. "É por isto que esta inovação é extremamente importante," diz ele. Tão importante que a descoberta virou capa da edição de Janeiro da revista científica Applied Physics Letters.

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