1 de fev. de 2009

CIÊNCIA E FOTOGRAFIA: Inventado pela Universidade de Winsconsin o sensor de imagem flexível. Mudança na fotografia?

Com dados do Site Inovação Tecnológica.


Fotodetectores flexíveis.

As relações entre estética e tecnologia andam juntas na fotografia. Agora, temos mais um exemplo de abertura de possibilidades no mundo da fotografia contemporânea. A possibilidade está dada. Se vai "pegar", já é outra história...

A invenção vem da física aplicada. Trata-se da criação de um novo material sensível à luz, totalmente flexível, que poderá revolucionar a fotografia e outras tecnologias de imagem, eliminando a necessidade das enormes lentes telescópicas dos equipamentos profissionais e acabando com as imagens borradas e fora de foco dos equipamentos mais simples.

Em uma câmera digital, por exemplo, o ponto onde o plano focal atinge o sensor está em foco, mas a imagem se torna cada vez mais distorcida, à medida que se afasta desse ponto focal preciso.

O problema aparece principalmente em fotos tiradas com telefones celulares, onde o sistema óptico é inferior ao das câmeras fotográficas profissionais, que corrigem o problema utilizando várias lentes para refratar a luz e aplanar o plano focal.

Sensor de luz curvo e flexível

Zhenqiang Ma e seus colegas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, inspiraram-se no olho humano para criar um sensor curvo que elimina automaticamente a distorção, sem a necessidade dos caros, grandes e pesados conjuntos de lentes.

O "sensor" de luz do nosso olho, a retina, é curvo, eliminando a distorção. "Se você conseguir um plano de imagem curvo, você necessita de apenas uma lente," explica Ma. "É por isto que esta inovação é extremamente importante," diz ele. Tão importante que a descoberta virou capa da edição de Janeiro da revista científica Applied Physics Letters.

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