4 de mar. de 2011

Primeiro Filme da Canon no Brasil é filmado em Olinda

Já está circulando no youtube. Trata-se de um filme promocional da Canon gravado inteiramente com os modelos 5D e 7D da marca. O cenário são as ladeiras, igrejas, monumentos de Olinda, cidade Patrimônio.



Vale conferir também o making of, de como o registro e produção do promocional foi feito. A direção foi de Heitor Dhália, aliás, também pernambucano. É o primeiro filme promocional oficial da Canon Realizado totalmente no Brasil. A escolha de Olinda não foi à toa: impregnar a narrativa com brasilidade.



Pergunta: Será que esse vídeo sinaliza com uma entrada mais forte na Canon no mercado brasileiro? - Apostamos que sim.

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26 de nov. de 2010

Alguma dúvida sobre a convergência vídeo x foto?

A dica veio do colega espanhol, Juan Miguel Aguado, professor da Universidade de Múrcia, durante o congresso Periodismo y Web 2.0, realizado em Bilbao.

Trata-se de um vídeo capturado, editado, sonorizado TOTALMENTE num Iphone 4! Além, claro, do upload para a rede. O software utilizado foi o Imovie.

Choca a qualidade e a capacidade de processamento. Vejam e tirem suas conclusões. No vídeo, após a historinha, tem um making of. Se quiser ver no youtube em alta resolução, clique aqui.




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1 de set. de 2010

De repente, Barcelona.




Leitores do AutoFoco.

O AutoFoco vai mudar. A partir de 4a. feira, vocês irão perceber, progressivamente, que o teor do que é postado aqui irá ter uma cara diferente. Quem acompanha o Blog, percebeu que ultimamente os posts tem rareado. Não que eu quisesse escrever menos. Foi muita coisa afunilando, se sobrepondo em paralelo, burocracia para resolver a viagem, e menos tempo para desengasgar as coisas antes de embarcar.

A mudança é provocada por um desejo de transformar o AutoFoco em um díario de bordo. No caso, da pesquisa/ tempo que irei passar em Barcelona, a partir de 1 de setembro. Na bagagem, roupa, um dicionário de espanhol, algum equipamento, portfólios de amigos fotógrafos, um projeto de pesquisa e uma pequena missão familiar.

São quatro idéias a fazer, que, de modo sincrônico envolvem a fotografia.

A primeira, a pesquisa, que está sendo financiada pela CAPES, que irei fazer na Univ. Pompeu Fabra. O tema, grosso modo, é "o fotojornalismo em tempos de convergência". Ou, se preferirem, "O fotojornalismo depois da fotografia". Algo como tentar entender, entre o saudosismo do passado, e a utopia do futuro, onde o fotojornalismo está indo parar.

A segunda, tentar viabilizar alguma parceria entre fotógrafos, galerias, semanas de foto, entre Pernambuco e Espanha. Há tempos insisto que o caminho pode ser também estabelecer pontes internacionais. A fotografia do Estado tem crescido, e isso pode ser uma aposta de intercambios.

A terceira, tentar fazer uma documentação sobre o fim das touradas na Catalunha. Algo que me sempre prendeu pela curiosidade, as touradas, e tentar vê-las pelo vácuo deixado.

A quarta, talvez a mais difícil. Partindo de 5 fotografias do álbum de família, tentar localizar, com base em sobrenomes e na crença da memória documental que a fotografia - ainda - carrega, a parte Espanhola da Família da minha mãe. Separados por décadas de endereços perdidos, do regime franquista, do Atlântico e, rogo que não, do esquecimento.

São quatro objetivos onde a fotografia tem um papel central: Estabelecer pontes. Seja de pesquisa acadêmica, de intercâmbios, de rememoração, de elos perdidos. Se não chega a ser uma mudança editorial, é, ao menos, um reposicionamento de estilo.

O blog, nos próximos meses, vai tentar relatar o percurso desses quatro caminhos. Oxalá consiga cumprí-los.

Hasta luego!

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13 de ago. de 2010

Para ler no fim de semana...

Vale conferir o texto: Uma câmera e um monte de cabeça pensando, de Eduardo Queiroga. O coonteúdo, é sobre os coletivos fotográficos, tema de pesquisa de mestrado do próprio Queiroga.

A reflexão é pertinente, e na agenda do debate contemporâneo sobre fotografia.
Trecho do artigo:

Fóruns de discussão, comunidades virtuais e, claro, coletivos (independente se artísticos, fotográficos ou médicos) formam uma espécie de “mente coletiva”, termo usado por Howard Rheingold, um dos primeiros a estudar as características de grupos com objetivos em comum. Ele e outros autores como Pierre Lévy e Henry Jenkins perceberam as mudanças promovidas por esse novo cenário: compartilhamento de informações, ruptura da lógica da comunicação de massa (forte concentração na emissão), maior democratização das ferramentas de produção e distribuição (ainda não é o paraíso), estímulo à formação de redes. As novas tecnologias, principalmente a internet, ampliaram essas possibilidades.

A íntegra do texto está publicado no site do Coletivo Saci, dos alunos de jornalismo da UFPE.

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27 de jun. de 2010

Para entender a fotografia atual: After Photography


After Photography: Fred Ritchin dá pistas
de como chegaremos à Hiperfotografia.


Recentemente lí After Photography para trabalhar as idéias de Hiperfotografia na disciplina "Meios Visuais e Cultura da Convergência", que ensino no mestrado/ doutorado em Comunicação da UFPE.

A perspectiva de Ritchin é bastante provocadora: A fotografia está passando pelas mesmas modificações que atravessam a sociedade e a natureza. Exemplo? Em tempos em que se manipulam sequências genéticas, se sintetizam formas de vidas e clonam-se seres, por que o estranhamento pela manipulação extrema pela qual passa a imagem?

Esse é só um dos tópicos explorados no livro. Na verdade, Ritchin aposta que está se formando para a fotografia o mesmo que se apresentou para a linguagem escrita através do Hipertexto: ou seja, uma forma associativa, não-linear, multivocal, de narrativa aberta e descentralizada de se acessar textos. Do mesmo modo, valendo-se deste paralelo com o hipertexto, que reconfigura a produção de sentido do escrito, e assim é algo a mais e diferente que o texto; a hiperfotografia estaria reconfigurando o campo do visual, sendo mais que a fotografia em si.

A foto teria assim a capacidade de assimilar e alimentar outros discursos visuais da contemporaneidade. Como o 3D, o CAD, a simulação, etc. Isso estaria ampliando o campo do visível e do que pode ser entendido como imagem fotográfica na atualidade.

Bem, as concepções presentes em After Photography por vezes espantam. Mas, Ritchin tem o mérito de não só ficar na especulação. Traz muitos exemplos, vincula com precedentes da história da fotografia e sem cair nas tentações teóricas. Não é compreensão da fotografica como semiose, nem como estética. É fotografia em diálogo com a cultura. No caso, a contemporânea. Tecnológica, de alta velocidade, onipresente e recombinada com outros regimes de produção de sentido visual.

Leitura imperdível.

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