29 de set. de 2010

Qual a melhor grande angular?

A melhor do dia de hoje, em meio à biblioteca da Pompeu Fabra, encontro isso:

Qual a melhor grande angular?
“Melhor lente angular? Dois passos pra trás!"
- Ernst Haas.

Pois é, né! Sigamos em frente.


Foto: Ernst Haas.



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9 de set. de 2010

Perpignan, Parte 1

Por os pés em Perpigan e respirar fotoreportagem! O festival é show!

Estive em Perpigan neste último fim de semana. Depois de chegar e deixar as malas em Barcelona, antes de começar a trabalhar na Pompeu Fabra, fui verificar o estado da prática do fotojornalismo no que é certamente o evento mais importante para a área.

Impressiona, de cara, o tamanho do evento. Na cidadela medieval, pelo menos 30 exposições oficiais, fora o "off-Perpignan" que é a mostra paralela, inclusive com trabalhos de reportagem amadora (conceito complicado para mim. O que é um repórter amador? Isso me soa estranho tal qual médico amador!). No Off-Perpignan, muita coisa interessante também. No ano passado, a contagem de visitantes do festival como um todo foi de 180 mil pessoas, fora as projeções no Campo Santo, geralmente com a arquibancada lotada todas as noites.

Se há ainda alguma perspectiva de crise no fotojornalismo isso deve ser relativizado em dois pontos de vista. O primeiro, que a crise é mais da fotografia de imprensa. Vi muita coisa criativa que, sobretudo, procura outros eixos de articulação para a visiblidade da produção. A choradeira das grandes agências de imagem, deu pra ver, continua forte. Certamente por perceberem que os canais de se gerar, trabalhar e dar publicidade ao material fotográfico, cada vez mais se diversificam. É o choque da web 2.0 com o fotojornalismo. Protótipo deste contexto: a projeção que o presidente do festival, Jean François LeRoy, fez de um ensaio totalmente produzido em um Iphone. Arrematou dizendo: "para o fotojornalismo, mais que o suporte, o que conta é o olhar".

O segundo ponto de vista se dá pelo próprio contexto do festival. É impressionante ver centenas de pessoas interessadas, debatendo os temas, indo as exposições, discordando, concordando, trocando impressoes com os fotografos e produtores. Que haja crise, tudo bem, mas Perpignan deixa claro que a preocupação em se encontrar outros eixos de trabalho persiste.

vou postando por aqui outras impressoes do festival, nas brechas do meu trabalho na Universidade aqui.

Até logo.
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1 de set. de 2010

De repente, Barcelona.




Leitores do AutoFoco.

O AutoFoco vai mudar. A partir de 4a. feira, vocês irão perceber, progressivamente, que o teor do que é postado aqui irá ter uma cara diferente. Quem acompanha o Blog, percebeu que ultimamente os posts tem rareado. Não que eu quisesse escrever menos. Foi muita coisa afunilando, se sobrepondo em paralelo, burocracia para resolver a viagem, e menos tempo para desengasgar as coisas antes de embarcar.

A mudança é provocada por um desejo de transformar o AutoFoco em um díario de bordo. No caso, da pesquisa/ tempo que irei passar em Barcelona, a partir de 1 de setembro. Na bagagem, roupa, um dicionário de espanhol, algum equipamento, portfólios de amigos fotógrafos, um projeto de pesquisa e uma pequena missão familiar.

São quatro idéias a fazer, que, de modo sincrônico envolvem a fotografia.

A primeira, a pesquisa, que está sendo financiada pela CAPES, que irei fazer na Univ. Pompeu Fabra. O tema, grosso modo, é "o fotojornalismo em tempos de convergência". Ou, se preferirem, "O fotojornalismo depois da fotografia". Algo como tentar entender, entre o saudosismo do passado, e a utopia do futuro, onde o fotojornalismo está indo parar.

A segunda, tentar viabilizar alguma parceria entre fotógrafos, galerias, semanas de foto, entre Pernambuco e Espanha. Há tempos insisto que o caminho pode ser também estabelecer pontes internacionais. A fotografia do Estado tem crescido, e isso pode ser uma aposta de intercambios.

A terceira, tentar fazer uma documentação sobre o fim das touradas na Catalunha. Algo que me sempre prendeu pela curiosidade, as touradas, e tentar vê-las pelo vácuo deixado.

A quarta, talvez a mais difícil. Partindo de 5 fotografias do álbum de família, tentar localizar, com base em sobrenomes e na crença da memória documental que a fotografia - ainda - carrega, a parte Espanhola da Família da minha mãe. Separados por décadas de endereços perdidos, do regime franquista, do Atlântico e, rogo que não, do esquecimento.

São quatro objetivos onde a fotografia tem um papel central: Estabelecer pontes. Seja de pesquisa acadêmica, de intercâmbios, de rememoração, de elos perdidos. Se não chega a ser uma mudança editorial, é, ao menos, um reposicionamento de estilo.

O blog, nos próximos meses, vai tentar relatar o percurso desses quatro caminhos. Oxalá consiga cumprí-los.

Hasta luego!

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