13 de ago. de 2010

FSA em cores? Sim.


Foto: Trabalhador em mina de carvão, por John Vachon.

Está no Plog, o fotoblog cult do Denver Post.

Uma galeria valiosa de imagens do Farm Security Administration, em cores. Normalmente, as imagens mais conhecidas desse trabalho realizado nos anos 1930-1940 nos EUA, são os registros em preto e branco.

Ver as fotos da depressão norte-americana em glorioso chromo é desconcertante. As imagens ganham um sentido de atualidade e temporalidade diferentes. Fica a questão: no que esse colorido traz algo de diferente? De imediato, pode-se perceber o enriquecimento de uma visão documental para além do P/B, a curiosidade de ver a paleta de cores dos primeiros filmes chromogênicos, e um verniz de realismo banhado pelas cores.

O acervo é propriedade da biblioteca do congresso americano, onde está tombado. Vale investir alguns minutos e incrementar o repertório.

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21 de jul. de 2010

McCurry e o último filme.


Fim do Kodachome: 75 anos de cores.

Nostalgia aqui no AutoFoco sempre é bem vinda.

A notícia saiu no "O Público" de Portugal e foi replicada em alguns blogs.

O fotógrafo Steve McCurry pediu e a Kodak concordou: queria utilizar o último filme, o último cassete de kodakchorme que fosse fabricado, encerrando uma linha de produção que começou em 1935. As últimas fotos do último filme foram feitas na semana passada, segundo o jornal El Pais.

O plano inicial de McCurry era fotografar Nova Iorque, mas deixou ainda alguns frames para um registro de uma comunidade na Índia em perigo de extinção. Sincronia perfeita com o Kodachrome.Em Nova Iorque, McCurry fotografou o ator Robert de Niro na ponte de Brooklyn, a Estação Central, a comunidade indiana e ainda atores, atrizes e modelos da Índia e fez um auto-retrato em Nova York.

Gran Finale. É um adeus a um clássico da cor, da época em que escolher o filme era escolher um estilo de cor, um método de trabalho, uma opção estética. Famos ficar de olho para ver essas imagens.

Atualização de 22 de julho.

Uma equipe da National Geographic (onde McCurry fez poa parte do seu nome, basta lembrar a foto da "garota afegã") documentou a jornada final do último rolo do Kodachrome, desde a fábrica, passando pelo trabalho de McCurry e até o processamento.

As imagens são 33 de Nova Iorque, e 3 de Parsons, no Kansas, local da Dwayne Photo, o último laboratório do mundo que ainda mantinha o serviço de revelar o filme de pé.

Provavelmente essas fotos deverão compor um ensaio da NatGeo proximamente. Uma boa e única, e última, oportunidade de ver as cores saturadas in natura, nada semelhante a pasteurização e homogeneização dos tratamentos digitais de hoje.

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5 de out. de 2009

Robert Capa ganhará cinebiografia

com dados do portal Terra

Tal como se associa o nome de Cartier Bresson à imagem do salto do homem e seu reflexo sobre uma poça d'água, a ligação entre o fotógrafo Robert Capa e o consciente coletivo é a fotografia ao lado, que registra na antipoesia da guerra o preciso momento da morte de um soldado. Bob Capa, como era conhecido, é até hoje o fotógrafo-referência quando se fala em jornalismo de campo de batalha e, em breve, salas de cinema do mundo inteiro poderão conhecer a trajetória do homem que estava sempre por trás da imagem.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (5) pela Columbia Pictures para a revista Variety. A direção do filme biográfico sobre Capa ficará sob a responsabilidade de Michael Mann (Inimigos Públicos, 2009). O foco do filme será no tórrido romance entre Capa e a também fotógrafa Gerda Taro, durante a Guerra Civil espanhola.

A história, no entanto, trará outros relacionamentos não menos polêmicos do fotógrafo, sendo um deles com a atriz e diva de Hollywood, a sueca Ingrid Bergman, que era casada na época.

Capa morreu com a câmera na mão, em 1954, ao pisar sobre uma mina terrestre, na Guerra da Indochina.

Ainda não há data de produção do filme.


Post enviado por João Guilherme Peixoto.

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23 de jun. de 2009

O fim de uma era: Kodachrome dá adeus após 74 anos


Foto: Steve McCurry, para National Geographic, feita com Kodachrome.

Com dados da Reuters

Cores saturadas, precisão de registro, tradição entre fotógrafos, uma paleta de cores a ser trabalhada. Tudo isso remete ao Kodachrome. Ou remetia. A partir de ontem, a Kodak comunicou que o Kodachrome, vai ser parte do passado. Motivo: a intensa competição gerada pelas câmeras digitais.

"A Kodak anuncia hoje que vai aposentar o filme Kodachrome colorido este ano, concluindo sua história de 74 anos como ícone da fotografia", afirmou a empresa em comunicado. Trata-se do fim de uma história iniciada em 1935, e que se transformou no primeiro filme de consumo massivo em cores a ter obtido sucesso. Atualmente, o Kodachrome representa menos de 1 por cento das vendas totais de filmes fotográficos da companhia. A empresa disse que apenas um laboratório ainda estava processando o filme nos Estados Unidos dentro do padrão Kodak, o processo K-14.

Quem ainda tiver kodachrome para clicar, se apresse. O fornecimento do serviço de processamento se dará até 31 de dezembro de 2010, no último laboratório capaz de garantir a resposta de cores do filme através do processo K-14. O AutoFoco coloca abaixo o endereço:

Dwayne's Photo Service
415 S. 32nd Street
Parsons, KS 67357
U.S.A.

(620) 421-3940
1-800-522-3940
Fax: (620) 421-3174

Mas isso não significa o fim do filme como um todo. Recentemente a kodak anunciou 2 novos filmes. O Ektar 100, de grão superfino (o que é isso???)negativo em cores, e o Ektarchrome 100. Hoje é possível baixar plugins e presets que simulam, a partir de uma foto digital, a saturação do kodachrome. Mas fotografar com Kodachome era uma exercício. Com baixa latitude de exposição, o filme exigia um rigor de interpretação da luz e de fotometria que não toleravam grandes erros. Ter um senso de cores, de pré-visualização dos resultados, saber que ele sempre entregava a foto com uma pequena invasão de magenta... É parte do folclore do filme, mas é também parte da aula que se tinha ao trabalhar-se com o Kodachrome.

Com esse filme foram captadas imagens importantíssimas da história da fotografia, como, por exemplo, a foto da menina afegã, capturada por Steve McCurry. Aqui, você acessa uma galeria-portfolio da própria Kodak feitas com imagens captadas em Kodachrome. Show de cores. Impressionante para uma tecnologia de 74 anos. Fico aqui imaginando o impacto que o filme deve ter causado no seu lançamento, no longínquo 1935...

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