21 de jul. de 2010

McCurry e o último filme.


Fim do Kodachome: 75 anos de cores.

Nostalgia aqui no AutoFoco sempre é bem vinda.

A notícia saiu no "O Público" de Portugal e foi replicada em alguns blogs.

O fotógrafo Steve McCurry pediu e a Kodak concordou: queria utilizar o último filme, o último cassete de kodakchorme que fosse fabricado, encerrando uma linha de produção que começou em 1935. As últimas fotos do último filme foram feitas na semana passada, segundo o jornal El Pais.

O plano inicial de McCurry era fotografar Nova Iorque, mas deixou ainda alguns frames para um registro de uma comunidade na Índia em perigo de extinção. Sincronia perfeita com o Kodachrome.Em Nova Iorque, McCurry fotografou o ator Robert de Niro na ponte de Brooklyn, a Estação Central, a comunidade indiana e ainda atores, atrizes e modelos da Índia e fez um auto-retrato em Nova York.

Gran Finale. É um adeus a um clássico da cor, da época em que escolher o filme era escolher um estilo de cor, um método de trabalho, uma opção estética. Famos ficar de olho para ver essas imagens.

Atualização de 22 de julho.

Uma equipe da National Geographic (onde McCurry fez poa parte do seu nome, basta lembrar a foto da "garota afegã") documentou a jornada final do último rolo do Kodachrome, desde a fábrica, passando pelo trabalho de McCurry e até o processamento.

As imagens são 33 de Nova Iorque, e 3 de Parsons, no Kansas, local da Dwayne Photo, o último laboratório do mundo que ainda mantinha o serviço de revelar o filme de pé.

Provavelmente essas fotos deverão compor um ensaio da NatGeo proximamente. Uma boa e única, e última, oportunidade de ver as cores saturadas in natura, nada semelhante a pasteurização e homogeneização dos tratamentos digitais de hoje.

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27 de jul. de 2009

Original Tokyo Style


Tokyo Camera Style: nem aí pras digitais...


Se você está cansado ter ter a mesma câmera que todo mundo tem, ou fica tomando partido na briguinha nikon vs. canon, dê uma olhada no blog Tokyo Camera Style. Tem de tudo: de máquina vintage, das feitas de plástico, às mais recentes. De comum entre elas? Tem que ser de filme.

Trata-se de uma movimentada e curiosa comunidade de fotógrafos que continuam usando filme (por fetiche, adoração, opção estética ou resistência!) e mantêm seus dispositivos funcionando como relógios. Vale conferir. Reparem o excelente estado de conservação da maioria dos "mimos". Coisa de quem ama fotografia e não entra no jogo de troca-troca de câmera digital a cada ano.

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