31 de ago de 2009

Estudantes de fotografia são assaltados em Natal


Diário de Natal dá destaque ao "arrastão".


Informações do amigo e fotógrafo Alex Gurgel. Texto Rafael Duarte – Diário de Natal

Uma aula prática realizada na manhã de ontem pela Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) acabou de forma traumática para os professores e alunos do curso. Por volta das 10h30, o grupo de 15 pessoas foi assaltado por três adolescentes armados na altura da Pedra do Rosário, no Passo da Pátria, onde fotografavam o monumento. Os bandidos levaram todas as máquinas fotográficas da turma, além de mochilas, bolsas, dinheiro e alguns aparelhos celulares. Entre os pertences roubados haviam equipamentos amadores e profissionais, de até R$ 6 mil.

Segundo a estudante Amanda Sandy, 16 anos, o grupo já estava deixando o local quando foi abordado pelos criminosos. "Já estávamos guardando as máquinas, indo embora, quando eles chegaram. Tinha um que parecia mais velho, mas todos eram muito novos. A minha máquina era (da marca) Nikon e custava R$ 2,5 mil. De documento só levaram minha carteira de estudante e o pouco dinheiro que tinha. Foi horrível, um trauma muito grande", afirmou a adolescente.

Após o susto, os três professores que acompanhavam os alunos tentaram em vão pedir ajuda na delegacia da Cidade Alta, que estava fechada. A polícia só chegou após ser acionada pelo serviço telefônico 190. Uma viatura entrou no Passo da Pátria à procura dos infratores. De acordo com o professor convidado Plínio Sanderson, ao descerem a escadaria da Pedra do Rosário, os assaltantes ainda provocaram a polícia. "Eles gritavam: 'Ah! A favela é nossa! Ah! A favela é nossa!' Um absurdo. Parece que a polícia sabe quem são os bandidos, acredito que vamos recuperar as máquinas, até porque algumas são grandes e vai ser difícil para eles venderem. No sábado, uma aluna do curso já havia tido a máquina roubada próximo à linha do trem, no Passo da Pátria", diz.

Segundo o presidente da Aphoto, Alexandro Gurgel, os alunos ficaram traumatizados. "Enquanto o Plínio e o Hugo Macêdo (professor) foram atrás da polícia, fiquei com os alunos aguardando os pais dos garotos para explicar o que aconteceue acalmar um pouco. O assalto foi muito rápido, fiquei paralisado na hora. Eles desceram para o Passo da Pátria e como não conseguiram levar todos os celulares ligamos para a polícia, que chegou rápido. Havia de 10 a 12 máquinas. Cinco ou seis eram profissionais" , contou.

A Aphoto promove reuniões práticas com os alunos dos cursos de fotografias de três em três meses. Os alunos já percorreram os principais pontos históricos da cidade, além de municípios do Estado sob a coordenação do fotógrafo e presidente da Associação, Alexandro Gurgel.



Posto Enviado por: João Guilherme Peixoto

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